{"id":3182,"date":"2021-11-24T15:59:27","date_gmt":"2021-11-24T15:59:27","guid":{"rendered":"https:\/\/www.dnacidadania.com.br\/?p=3182"},"modified":"2021-11-24T16:48:11","modified_gmt":"2021-11-24T16:48:11","slug":"portugal-e-o-mais-antigo-estado-nacao-da-europa","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.dnacidadania.com.br\/antigo\/portugal-e-o-mais-antigo-estado-nacao-da-europa\/","title":{"rendered":"Portugal \u00e9 o mais antigo estado-na\u00e7\u00e3o da Europa"},"content":{"rendered":"<h1><span style=\"font-size: 12pt;\">Portugal \u00e9 o mais antigo estado-na\u00e7\u00e3o da Europa<\/span><\/h1>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">Portugal, oficialmente\u00a0<b>Rep\u00fablica Portuguesa,\u00a0<\/b>\u00e9 um\u00a0pa\u00eds soberano, com uma \u00e1rea territorial de\u00a092 090\u00a0km\u00b2,\u00a0localizado no Sudoeste da\u00a0Europa, na zona ocidental da\u00a0Pen\u00ednsula Ib\u00e9rica. \u00c9\u00a0delimitado a norte e leste por\u00a0Espanha\u00a0e a sul e oeste pelo\u00a0oceano Atl\u00e2ntico, compreendendo uma parte continental e as\u00a0regi\u00f5es aut\u00f3nomas dos arquip\u00e9lagos dos\u00a0A\u00e7ores\u00a0e da\u00a0Madeira.\u00a0Portugal \u00e9 a\u00a0na\u00e7\u00e3o\u00a0mais a ocidente do continente europeu.<\/p>\n<blockquote>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\"><em>O pa\u00eds tem o nome da sua cidade,\u00a0Porto, cujo nome\u00a0latino\u00a0era\u00a0Portus Cale. \u00a0<\/em><\/p>\n<\/blockquote>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">No s\u00e9c. V, durante o reinado dos\u00a0Suevos,\u00a0Id\u00e1cio de Chaves\u00a0j\u00e1 escrevia sobre um local chamado\u00a0Portucale, para onde fugiu Requi\u00e1rio: \u00a0\u201cRechiarius\u00a0ad locum qui Portucale appellatur, profugus regi\u00a0Theudorico\u00a0captivus adducitur: quo in custodiam redacto, caeteris qui de priore certamine superfuerant, tradentibus se Suevis, aliquantis nihilominus interfectis, regnum destructum et finitum est Suevorum (= Requi\u00e1rio fugitivo ao lugar ao qual chamam Portucale, foi levado como prisioneiro ao rei Teodorico. Foi posto sob cust\u00f3dia, enquanto o resto dos suevos sobreviventes \u00e0 anterior batalha se renderam&#8230;) \u00a0 \u00a0\u201d<em>Cale<\/em>&#8220;, a actual\u00a0<strong>Vila Nova de Gaia<\/strong>, tamb\u00e9m j\u00e1 era conhecida por\u00a0Portucale\u00a0no tempo dos\u00a0godos.<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">Num diploma de 841, surge por incidente, a primeira men\u00e7\u00e3o da prov\u00edncia\u00a0portugalense.\u00a0Afonso II das Ast\u00farias, ampliando a jurisdi\u00e7\u00e3o espiritual do\u00a0Bispo\u00a0de\u00a0Lugo, diz:\u00a0\u201cTotius galleciae, seu Portugalensi Provintiae summun suscipiat Praesulatum. (Que ele tome o governo supremo de toda a prov\u00edncia da Galiza e de Portugal.)\u201d<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">No final do s\u00e9c. X o Rei Fernando I de Le\u00e3o e Castela, chamado o\u00a0Magno, denominou oficialmente o territ\u00f3rio de &#8220;Portucale&#8221;, quando em\u00a01067\u00a0o deu ao seu filho D.\u00a0Garcia.\u00a0Em 1129 o nome de Portugal \u00e9 utilizado pela 1\u00aa vez como elemento de raiz\u00a0her\u00e1ldica, numa carta de doa\u00e7\u00e3o da\u00a0Igreja de S\u00e3o Bartolomeu de Campelo\u00a0por D.\u00a0Afonso Henriques.<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">O territ\u00f3rio dentro das fronteiras actuais da Rep\u00fablica Portuguesa tem sido continuamente povoado desde os tempos pr\u00e9-hist\u00f3ricos: ocupado por\u00a0celtas, como os\u00a0galaicos\u00a0e os\u00a0lusitanos, foi integrado na\u00a0Rep\u00fablica Romana\u00a0e mais tarde colonizado por\u00a0povos germ\u00e2nicos, como os\u00a0suevos e os\u00a0visigodos, e no s\u00e9culo VIII as terras\u00a0foram conquistadas\u00a0pelos mouros. Durante a\u00a0Reconquista\u00a0crist\u00e3 foi formado o\u00a0Condado Portucalense, primeiro como parte do\u00a0Reino da Galiza\u00a0e depois integrado no\u00a0Reino de Le\u00e3o. Com o estabelecimento do\u00a0Reino de Portugal\u00a0em 1139, cuja\u00a0independ\u00eancia\u00a0foi reconhecida em 1143, e a\u00a0estabiliza\u00e7\u00e3o das fronteiras\u00a0em 1249, Portugal tornou-se o mais antigo\u00a0Estado-na\u00e7\u00e3o\u00a0da Europa.<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">\u00a0 Nos s\u00e9culos XV e XVII, como resultado de pioneirismo na\u00a0Era dos Descobrimentos, Portugal expandiu a influ\u00eancia\u00a0ocidental\u00a0e estabeleceu um\u00a0imp\u00e9rio global\u00a0que inclu\u00eda possess\u00f5es na\u00a0\u00c1frica,\u00a0\u00c1sia,\u00a0Oceania\u00a0e\u00a0Am\u00e9rica do Sul. O\u00a0Imp\u00e9rio Portugu\u00eas\u00a0foi o primeiro\u00a0imp\u00e9rio global\u00a0da hist\u00f3ria e tamb\u00e9m o mais duradouro dos\u00a0imp\u00e9rios coloniais\u00a0europeus, abrangendo quase 600 anos de exist\u00eancia, desde a\u00a0conquista de Ceuta\u00a0em 1415, at\u00e9 \u00e0 transfer\u00eancia de soberania de\u00a0Macau\u00a0para a\u00a0China\u00a0em 1999.<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">\u00a0 No entanto, a import\u00e2ncia internacional do pa\u00eds foi bastante reduzida durante o s\u00e9culo XIX. Ap\u00f3s a\u00a0Revolu\u00e7\u00e3o de 1910, a\u00a0monarquia\u00a0foi deposta e iniciada a\u00a0Primeira Rep\u00fablica Portuguesa, cuja instabilidade culminou na instaura\u00e7\u00e3o de um regime autorit\u00e1rio, o\u00a0Estado Novo. A\u00a0democracia representativa\u00a0foi instaurada ap\u00f3s a\u00a0Revolu\u00e7\u00e3o dos Cravos, em 1974, que terminou a\u00a0Guerra Colonial Portuguesa, quando as \u00faltimas prov\u00edncias ultramarinas de Portugal se tornaram independentes, sendo as mais proeminentes\u00a0Angola\u00a0e\u00a0Mo\u00e7ambique.<\/p>\n<blockquote>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">\u00a0<strong>Portugal \u00e9 actualmente um\u00a0pa\u00eds desenvolvido, com um\u00a0\u00cdndice de Desenvolvimento Humano\u00a0(IDH) considerado elevado.<\/strong><\/p>\n<\/blockquote>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">\u00a0\u00c9 membro-fundador da Organiza\u00e7\u00e3o das Na\u00e7\u00f5es Unidas\u00a0(ONU), da\u00a0Uni\u00e3o Europeia\u00a0(incluindo aZona Euro\u00a0e o\u00a0Espa\u00e7o Schengen), da\u00a0Organiza\u00e7\u00e3o do Tratado do Atl\u00e2ntico Norte\u00a0(NATO), da\u00a0Organiza\u00e7\u00e3o para a Coopera\u00e7\u00e3o e Desenvolvimento Econ\u00f3mico\u00a0(OCDE) e da\u00a0Comunidade dos Pa\u00edses de L\u00edngua Portuguesa\u00a0(CPLP). Portugal tamb\u00e9m participa de diversas\u00a0miss\u00f5es de manuten\u00e7\u00e3o de paz da ONU.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><code id=\"envira_shortcode_id_3186\">[envira-gallery id=\"3186\"]<\/code><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h2><span style=\"font-size: 12pt;\">PRIMEIROS POVOS<\/span><\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\">A\u00a0pr\u00e9-hist\u00f3ria de Portugal\u00a0\u00e9 partilhada com a do resto da\u00a0Pen\u00ednsula Ib\u00e9rica. Os vest\u00edgios humanos modernos mais antigos conhecidos s\u00e3o de homens de\u00a0Cro-Magnon\u00a0com &#8220;tra\u00e7os&#8221; de\u00a0Neandertal, com 24\u00a0500 anos e que s\u00e3o interpretados como indicadores de extensas popula\u00e7\u00f5es mesti\u00e7as entre as duas esp\u00e9cies. S\u00e3o tamb\u00e9m os vest\u00edgios mais recentes de seres com carater\u00edsticas de Neandertal que se conhece, provavelmente os \u00faltimos da sua esp\u00e9cie por volta de 5500 a.C., surge uma cultura mesol\u00edtica.\u00a0Durante o\u00a0Neol\u00edtico\u00a0a regi\u00e3o foi ocupada por\u00a0pr\u00e9-celtas e celtas, dando origem a povos como os\u00a0galaicos,\u00a0lusitanos\u00a0e\u00a0cinetes, e visitada por\u00a0fen\u00edcios<sup id=\"cite_ref-37\" class=\"reference\"><\/sup>\u00a0e\u00a0cartagineses. Os\u00a0romanos\u00a0incorporaram-na no seu\u00a0imp\u00e9rio\u00a0como\u00a0Lusit\u00e2nia\u00a0(centro e sul de Portugal), ap\u00f3s vencida a resist\u00eancia onde se destacou\u00a0Viriato.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">No\u00a0s\u00e9culo III, foi criada a\u00a0Gal\u00e9cia, a norte do Douro, a partir da\u00a0Tarraconense, abrangendo o norte de Portugal. A romaniza\u00e7\u00e3o marcou a cultura, em especial a\u00a0l\u00edngua latina, que foi a base do desenvolvimento da\u00a0l\u00edngua portuguesa.\u00a0Com o enfraquecimento do imp\u00e9rio romano, a partir de 409, o territ\u00f3rio \u00e9\u00a0ocupado por povos germ\u00e2nicos\u00a0como\u00a0v\u00e2ndalos\u00a0na\u00a0B\u00e9tica,\u00a0alanos\u00a0que fixaram-se na Lusit\u00e2nia e\u00a0suevos\u00a0na Gal\u00e9cia. Em 415 os\u00a0visigodos\u00a0entram na Pen\u00ednsula, a pedido dos romanos, para expulsar os invasores. V\u00e2ndalos e alanos deslocam-se para o norte de \u00c1frica. Os suevos e visigodos fundam os primeiros reinos crist\u00e3os.<\/p>\n<h2 style=\"text-align: justify;\"><span id=\"Ib\u00e9ria_mu\u00e7ulmana\" class=\"mw-headline\" style=\"font-size: 12pt;\">Ib\u00e9ria mu\u00e7ulmana<\/span><\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\">O Portugal continental atual, juntamente com a maior parte da\u00a0Espanha\u00a0moderna, fez parte do\u00a0al-Andalus, entre 726 e 1249, ap\u00f3s a\u00a0conquista da Pen\u00ednsula Ib\u00e9rica\u00a0pelo\u00a0Califado Om\u00edada. O dom\u00ednio isl\u00e2mico durou entre algumas d\u00e9cadas, a norte, e cinco s\u00e9culos, no sul.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Depois de derrotar os\u00a0visigodos\u00a0em apenas alguns meses, o Califado Om\u00edada come\u00e7ou a expandir-se rapidamente na pen\u00ednsula. A partir de 726, o territ\u00f3rio portugu\u00eas atual tornou-se parte do vasto imp\u00e9rio om\u00edada centrado em\u00a0Damasco, que se estendia desde\u00a0rio Indo\u00a0no\u00a0subcontinente indiano\u00a0ao\u00a0sul da Fran\u00e7a, at\u00e9 seu colapso em 750. Naquele ano, o oeste do imp\u00e9rio ganhou a sua independ\u00eancia sob\u00a0Abderram\u00e3o I\u00a0com o estabelecimento do\u00a0Emirado de C\u00f3rdoba. Ap\u00f3s quase dois s\u00e9culos, o emirado tornou-se o\u00a0Califado de C\u00f3rdoba\u00a0em 929, at\u00e9 \u00e0 sua dissolu\u00e7\u00e3o, em 1031, em 23 pequenos reinos, chamados\u00a0taifas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Os governadores das taifas proclamaram-se\u00a0emires\u00a0das suas prov\u00edncias e estabeleceram rela\u00e7\u00f5es diplom\u00e1ticas com os reinos crist\u00e3os do norte. A maior parte de Portugal caiu nas m\u00e3os da\u00a0taifa de Badajoz\u00a0da\u00a0dinastia Ab\u00e1ssida, e ap\u00f3s um curto per\u00edodo de uma ef\u00e9mera taifa de Lisboa em 1022, ficou sob dom\u00ednio da taifa de Sevilha dos poetas dos\u00a0ab\u00e1didas. O per\u00edodo das taifas terminou com a conquista\u00a0almor\u00e1vida, proveniente de\u00a0Marrocos, em 1086, e tiveram uma vit\u00f3ria decisiva na\u00a0Batalha de Zalaca. Al-Andaluz foi dividida em diferentes distritos chamados\u00a0cora. O\u00a0Algarbe Alandalus, no seu auge, era constitu\u00eddo por dez coras,<sup id=\"cite_ref-A._R._Disney,_p.55_41-0\" class=\"reference\">[31]<\/sup>\u00a0cada um com uma capital e governadores distintos. As principais cidades do per\u00edodo situavam-se no sul do pa\u00eds. A popula\u00e7\u00e3o mu\u00e7ulmana da regi\u00e3o consistia principalmente de ib\u00e9ricos nativos convertidos ao\u00a0isl\u00e3o\u00a0(os chamados\u00a0muladis) e\u00a0berberes. Os\u00a0\u00e1rabes\u00a0eram principalmente nobres da\u00a0S\u00edria\u00a0e\u00a0Om\u00e3; e apesar de em menor n\u00famero, constitu\u00edam a elite da popula\u00e7\u00e3o. Os berberes eram\u00a0n\u00f3madas\u00a0origin\u00e1rios das\u00a0montanhas do Atlas\u00a0e\u00a0Rife\u00a0do\u00a0norte da \u00c1frica.<\/p>\n<h2 style=\"text-align: justify;\"><span id=\"Reconquista_e_Condado_Portucalense\" class=\"mw-headline\" style=\"font-size: 12pt;\">Reconquista e Condado Portucalense<\/span><\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em 868, durante a\u00a0Reconquista, formou-se o\u00a0Condado Portucalense,\u00a0o n\u00facleo do Estado Portugu\u00eas, estabelecido como parte da Reconquista do\u00a0reino das Ast\u00farias, por\u00a0V\u00edmara Peres.\u00a0O condado tornou-se parte do\u00a0Reino de Le\u00e3o\u00a0em 1097.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Muito antes de Portugal conseguir a sua independ\u00eancia, j\u00e1 tinham havido algumas tentativas de alcan\u00e7ar uma autonomia mais alargada e estas continuaram at\u00e9 a independ\u00eancia por parte dos condes que governavam as terras do\u00a0Condado da Galiza\u00a0e de\u00a0Portucale\u00a0(com destaque para\u00a0Nuno Mendes). Para anular as tentativas de independ\u00eancia da nobreza local em rela\u00e7\u00e3o ao dom\u00ednio leon\u00eas, o Rei\u00a0Afonso VI\u00a0entregou o governo do Condado da Galiza (que nessa altura inclu\u00eda\u00a0<i>as terras de Portucale<\/i>) ao seu genro, o Conde\u00a0Raimundo de Borgonha. Ap\u00f3s muitos fracassos militares de D. Raimundo contra os\u00a0mouros, Afonso VI decidiu entregar em 1096 ao primo deste, o\u00a0Conde D. Henrique, tamb\u00e9m ele genro do rei, o governo das terras mais a sul do Condado da Galiza, refundando assim o\u00a0Condado Portucalense.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Com o governo do\u00a0Conde D. Henrique, o Condado Portucalense conheceu n\u00e3o s\u00f3 uma pol\u00edtica militar mais eficaz na luta contra os mouros, como tamb\u00e9m uma pol\u00edtica independentista mais ativa. S\u00f3 ap\u00f3s a sua morte, quando o seu filho\u00a0D. Afonso Henriques\u00a0subiu ao poder, Portugal alcan\u00e7ou a independ\u00eancia, com a assinatura, em 1143, do\u00a0Tratado de Zamora, ao mesmo tempo que conquistou localidades importantes como\u00a0Santar\u00e9m,\u00a0Lisboa,\u00a0Palmela\u00a0(que foi abandonada pelos mouros ap\u00f3s a conquista de Lisboa) e\u00a0\u00c9vora, esta conquistada por\u00a0Geraldo Sem Pavor\u00a0aos mouros.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">No dia 23 de maio de\u00a01179, Portugal foi reconhecido pelo\u00a0Papa Alexandre III\u00a0como reino e\u00a0D. Afonso Henriques\u00a0como rei, na bula\u00a0Manifestis Probatum.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Terminada a\u00a0Reconquista\u00a0do territ\u00f3rio portugu\u00eas em 1249, a independ\u00eancia do novo reino viria a ser posta em causa diversas vezes por\u00a0Castela. Primeiro, na sequ\u00eancia da\u00a0crise da sucess\u00e3o\u00a0de\u00a0D. Fernando I, que culminou na\u00a0Batalha de Aljubarrota, em 1385.<\/p>\n<h2 style=\"text-align: justify;\"><span id=\"Descobrimentos_e_Dinastia_Filipina\" class=\"mw-headline\" style=\"font-size: 12pt;\">Descobrimentos e Dinastia Filipina<\/span><\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\">Com o fim da guerra, Portugal deu in\u00edcio ao processo de explora\u00e7\u00e3o e expans\u00e3o conhecido pelos\u00a0Descobrimentos. As figuras mais importantes foram o\u00a0Infante D. Henrique,\u00a0<i>o Navegador<\/i>, e o Rei\u00a0D. Jo\u00e3o II.\u00a0Ceuta\u00a0foi conquistada em 1415. O\u00a0Cabo Bojador\u00a0foi dobrado por\u00a0Gil Eanes\u00a0em 1434 e a explora\u00e7\u00e3o da costa africana prosseguiu at\u00e9 que\u00a0Bartolomeu Dias, j\u00e1 em 1488, comprovou a liga\u00e7\u00e3o entre os oceanos\u00a0Atl\u00e2ntico\u00a0e\u00a0\u00cdndico\u00a0ao dobrar o\u00a0cabo da Boa Esperan\u00e7a.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em r\u00e1pida sucess\u00e3o, descobriram-se novas rotas e terras na\u00a0Am\u00e9rica do Norte, na\u00a0Am\u00e9rica do Sul, e no\u00a0Oriente, na sua maioria durante o reinado de\u00a0D. Manuel I,\u00a0<i>o Venturoso<\/i>. Foi a expans\u00e3o no Oriente, sobretudo gra\u00e7as \u00e0s conquistas de\u00a0Afonso de Albuquerque\u00a0que, durante a primeira metade do\u00a0s\u00e9culo XVI, concentrou quase todos os esfor\u00e7os dos portugueses, embora j\u00e1 em 1530\u00a0D. Jo\u00e3o III\u00a0tivesse iniciado a\u00a0coloniza\u00e7\u00e3o do Brasil.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O pa\u00eds teve o seu\u00a0<i>s\u00e9culo de ouro<\/i>\u00a0durante este per\u00edodo. Por\u00e9m, na\u00a0batalha de Alc\u00e1cer-Quibir\u00a0(1578), o jovem rei\u00a0D. Sebasti\u00e3o\u00a0e parte da nobreza portuguesa pereceram. Sobe ao trono o\u00a0Rei-Cardeal D. Henrique, que morre dois anos depois, iniciando a\u00a0crise de sucess\u00e3o de 1580\u00a0que teve como desfecho a chamada\u00a0Uni\u00e3o Ib\u00e9rica, em que Portugal e Espanha, mantendo coroas separadas, eram regidas pelo mesmo rei, com a subida ao trono portugu\u00eas de\u00a0D. Filipe II de Espanha, I de Portugal, o primeiro de tr\u00eas reis espanh\u00f3is da\u00a0dinastia filipina.<sup id=\"cite_ref-48\" class=\"reference\">[38]<\/sup><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Privado de uma pol\u00edtica externa independente e envolvido na guerra travada por Espanha com os\u00a0Pa\u00edses Baixos, Portugal sofreu grandes reveses no imp\u00e9rio, resultando na perda do monop\u00f3lio do com\u00e9rcio no \u00cdndico.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Esse dom\u00ednio foi terminado a\u00a01 de dezembro\u00a0de\u00a01640\u00a0pela nobreza nacional que, ap\u00f3s ter vencido a guarda real num repentino golpe de estado, dep\u00f4s a duquesa governadora de Portugal, coroando\u00a0D. Jo\u00e3o IV\u00a0como Rei de Portugal.<\/p>\n<h3 style=\"text-align: justify;\"><span id=\"Restaura.C3.A7.C3.A3o.2C_absolutismo_e_liberalismo\"><\/span><span id=\"Restaura\u00e7\u00e3o,_absolutismo_e_liberalismo\" class=\"mw-headline\">Restaura\u00e7\u00e3o, absolutismo e liberalismo<\/span><\/h3>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ap\u00f3s o\u00a0golpe de estado\u00a0que\u00a0restauraria a independ\u00eancia portuguesa\u00a0a 1 de dezembro de 1640, seguiu-se uma guerra com\u00a0Espanha\u00a0que terminaria apenas em\u00a01668, com a assinatura de um\u00a0tratado de paz\u00a0em que Espanha reconhecia em definitivo a restaura\u00e7\u00e3o de Portugal.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O final do\u00a0s\u00e9culo XVII\u00a0e a primeira metade do\u00a0s\u00e9culo XVIII\u00a0assistiram ao florescimento da\u00a0explora\u00e7\u00e3o mineira do Brasil, onde se descobriram ouro e pedras preciosas que fizeram da corte de\u00a0D. Jo\u00e3o V\u00a0uma das mais opulentas da Europa. Estas riquezas serviam frequentemente para pagar produtos importados, maioritariamente de Inglaterra (por exemplo: quase n\u00e3o existia ind\u00fastria t\u00eaxtil no reino e todos os tecidos eram importados de Inglaterra).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O com\u00e9rcio externo baseava-se na ind\u00fastria do vinho e o desenvolvimento econ\u00f3mico do reino foi impulsionado, j\u00e1 no reinado de\u00a0D. Jos\u00e9, pelos esfor\u00e7os de\u00a0Sebasti\u00e3o Jos\u00e9 de Carvalho e Melo,\u00a0Marqu\u00eas de Pombal, ministro entre 1750 e 1777, para inverter a situa\u00e7\u00e3o com grandes reformas mercantilistas. Foi neste reinado que um\u00a0violento sismo\u00a0devastou Lisboa e o Algarve, a 1 de novembro de 1755.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A 19 de setembro de 1761, pela m\u00e3o de Sebasti\u00e3o Jos\u00e9 de Carvalho e Melo, ent\u00e3o\u00a0conde de Oeiras\u00a0e assinado por D. Jos\u00e9, foi emitido um alvar\u00e1 libertando todos os escravos negros provenientes da\u00a0Am\u00e9rica,\u00a0\u00c1frica\u00a0ou\u00a0\u00c1sia\u00a0assim que chegassem \u00e0 metr\u00f3pole, atual territ\u00f3rio de Portugal, ap\u00f3s desembarque.<sup id=\"cite_ref-52\" class=\"reference\">[42]<\/sup>\u00a0Esta lei, expandida posteriormente em novos alvar\u00e1s, fez de Portugal o primeiro pa\u00eds a abolir o tr\u00e1fico de escravos na metr\u00f3pole.<\/p>\n<h2 style=\"text-align: justify;\"><span id=\"Era_Napole.C3.B3nica\"><\/span><span id=\"Era_Napole\u00f3nica\" class=\"mw-headline\" style=\"font-size: 12pt;\">Era Napole\u00f3nica<\/span><\/h2>\n<div class=\"thumb tright\" style=\"text-align: justify;\">\n<div class=\"thumbinner\">\n<div class=\"thumbcaption\">\n<div class=\"magnify\"><\/div>\n<p>Embarque da fam\u00edlia real portuguesa para o Brasil\u00a0no cais de Bel\u00e9m, a 29 de novembro de 1807.<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<p style=\"text-align: justify;\">Por manter a alian\u00e7a com a\u00a0Inglaterra\u00a0e se recusar a aderir ao\u00a0Bloqueio Continental, Portugal foi tr\u00eas vezes\u00a0invadido\u00a0pelos ex\u00e9rcitos\u00a0napole\u00f3nicos. A primeira invas\u00e3o ocorreu em 1807. A\u00a0corte e a fam\u00edlia real portuguesa refugiaram-se no Brasil\u00a0e a capital deslocou-se para o\u00a0Rio de Janeiro, onde permaneceriam at\u00e9 1821, quando\u00a0D. Jo\u00e3o VI, desde 1816 rei do\u00a0<i>Reino Unido de Portugal, Brasil e Algarves<\/i>, regressou a Lisboa para jurar a primeira\u00a0Constitui\u00e7\u00e3o. No ano seguinte, o seu filho\u00a0D. Pedro IV\u00a0foi proclamado imperador do Brasil, passando a ser conhecido no Brasil como\u00a0D. Pedro I.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Portugal viveu, no restante\u00a0s\u00e9culo XIX, per\u00edodos de enorme perturba\u00e7\u00e3o pol\u00edtica e social (a\u00a0guerra civil\u00a0e repetidas revoltas e pronunciamentos militares, como a\u00a0Revolu\u00e7\u00e3o de Setembro, a\u00a0Maria da Fonte, a\u00a0Patuleia,\u00a0Belenzada) e s\u00f3 com o\u00a0Ato Adicional\u00a0\u00e0\u00a0Carta, de 1852, foi poss\u00edvel a acalmia pol\u00edtica e o in\u00edcio da pol\u00edtica de fomento protagonizada no per\u00edodo da\u00a0Regenera\u00e7\u00e3o, do qual foi figura de proa\u00a0Fontes Pereira de Melo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">No final do\u00a0s\u00e9culo XIX, as ambi\u00e7\u00f5es coloniais portuguesas chocaram com as brit\u00e2nicas, resultando no\u00a0ultimato brit\u00e2nico de 1890.<sup id=\"cite_ref-56\" class=\"reference\">[46]<\/sup>\u00a0A ced\u00eancia \u00e0s exig\u00eancias brit\u00e2nicas e os cada vez mais comuns problemas e esc\u00e2ndalos econ\u00f3micos lan\u00e7am a monarquia num descr\u00e9dito crescente, e\u00a0D. Carlos\u00a0e o pr\u00edncipe herdeiro\u00a0D. Lu\u00eds Filipe\u00a0s\u00e3o assassinados a 1 de fevereiro de 1908. A monarquia ainda esteve no poder durante mais dois anos, chefiada por\u00a0D. Manuel II, mas viria a ser abolida em 5 de outubro de 1910, implantando-se a Rep\u00fablica.<\/p>\n<h3 style=\"text-align: justify;\"><span id=\"Primeira_Rep.C3.BAblica_e_Estado_Novo\"><\/span><span id=\"Primeira_Rep\u00fablica_e_Estado_Novo\" class=\"mw-headline\">Primeira Rep\u00fablica e Estado Novo<\/span><\/h3>\n<div class=\"thumb tmulti tleft\" style=\"text-align: justify;\">\n<div class=\"thumbinner\">\n<div class=\"trow\">\n<div class=\"tsingle\">\n<div class=\"thumbcaption\">Manifesta\u00e7\u00e3o pela\u00a0Revolu\u00e7\u00e3o dos Cravos\u00a0na cidade do\u00a0Porto\u00a0em\u00a025 de Abril\u00a0de 1983.<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<p style=\"text-align: justify;\">A Rep\u00fablica \u00e9 pouco depois instaurada, a\u00a05 de outubro de 1910\u00a0e o jovem rei\u00a0D. Manuel II\u00a0parte para o ex\u00edlio em Inglaterra.\u00a0Ap\u00f3s v\u00e1rios anos de instabilidade pol\u00edtica, com lutas de trabalhadores, tumultos, levantamentos, homic\u00eddios pol\u00edticos e crises financeiras (problemas que a participa\u00e7\u00e3o na\u00a0Primeira Guerra Mundial\u00a0contribuiu para aprofundar), o\u00a0Ex\u00e9rcito\u00a0tomou o poder, em 1926.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O regime militar nomeou\u00a0ministro das Finan\u00e7as\u00a0Ant\u00f3nio de Oliveira Salazar\u00a0(1928), professor da\u00a0Universidade de Coimbra, que pouco depois foi nomeado\u00a0Presidente do Conselho de Ministros\u00a0(1932).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ao mesmo tempo que restaurou as finan\u00e7as, instituiu o\u00a0Estado Novo, regime\u00a0autorit\u00e1rio\u00a0de corporativismo de Estado, com partido \u00fanico e sindicatos estatais, com afinidades bem marcadas com o\u00a0fascismo\u00a0pelo menos at\u00e9 1945.<sup id=\"cite_ref-60\" class=\"reference\">[50]<\/sup>\u00a0Em 1968, afastado do poder por doen\u00e7a, sucedeu-lhe\u00a0Marcelo Caetano.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A recusa do regime em\u00a0descolonizar\u00a0as\u00a0prov\u00edncias ultramarinas\u00a0resultou no in\u00edcio da\u00a0guerra colonial, primeiro em\u00a0Angola\u00a0(1961) e em seguida na\u00a0Guin\u00e9-Bissau\u00a0(1963) e em\u00a0Mo\u00e7ambique\u00a0(1964). Apesar das cr\u00edticas de alguns dos mais antigos oficiais do Ex\u00e9rcito, entre os quais o general\u00a0Ant\u00f3nio de Sp\u00ednola, o governo parecia determinado em continuar esta pol\u00edtica.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Com o seu livro\u00a0<i>Portugal e o Futuro<\/i>, em que defendia a insustentabilidade de uma solu\u00e7\u00e3o militar nas\u00a0guerras do Ultramar, Sp\u00ednola seria destitu\u00eddo, o que agravou o crescente mal-estar entre os jovens oficiais do Ex\u00e9rcito, os quais, no dia\u00a025 de abril de 1974\u00a0desencadearam um golpe de estado, conhecido como a Revolu\u00e7\u00e3o dos Cravos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A este sucedeu-se um per\u00edodo de confronto pol\u00edtico muito aceso entre for\u00e7as sociais e pol\u00edticas, designado como\u00a0Processo Revolucion\u00e1rio em Curso\u00a0(PREC), com especial \u00eanfase durante o ver\u00e3o de 1975, a que se chamou\u00a0Ver\u00e3o Quente, no qual o pa\u00eds esteve prestes a entrar em guerra civil. Foram feitos ataques \u00e0s sedes de partidos de esquerda como o\u00a0PCP. Neste per\u00edodo, Portugal\u00a0concede a independ\u00eancia\u00a0a todas as suas antigas col\u00f3nias em \u00c1frica.<\/p>\n<h3 style=\"text-align: justify;\"><span id=\"Restaura.C3.A7.C3.A3o_da_democracia_e_integra.C3.A7.C3.A3o_europeia\"><\/span><span id=\"Restaura\u00e7\u00e3o_da_democracia_e_integra\u00e7\u00e3o_europeia\" class=\"mw-headline\">Restaura\u00e7\u00e3o da democracia e integra\u00e7\u00e3o europeia<\/span><\/h3>\n<div class=\"hatnote\" style=\"text-align: justify;\"><\/div>\n<div class=\"thumb tright\" style=\"text-align: justify;\">\n<div class=\"thumbinner\">\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter wp-image-3183 size-full\" src=\"https:\/\/dnacidadania.com.br\/antigo\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/tratado-de-lisboa.jpeg\" alt=\"\" width=\"400\" height=\"199\" srcset=\"https:\/\/www.dnacidadania.com.br\/antigo\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/tratado-de-lisboa.jpeg 400w, https:\/\/www.dnacidadania.com.br\/antigo\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/tratado-de-lisboa-300x149.jpeg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 400px) 100vw, 400px\" \/><\/p>\n<div class=\"thumbcaption\" style=\"text-align: center;\">\n<div class=\"magnify\"><\/div>\n<p><em>Cerim\u00f4nia de assinatura do\u00a0Tratado de Lisboa. Portugal \u00e9 membro da\u00a0Uni\u00e3o Europeia\u00a0desde 1986.<\/em><\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<p style=\"text-align: justify;\">A 25 de novembro de 1975 diversos setores da esquerda radical (essencialmente paraquedistas e pol\u00edcia militar na Regi\u00e3o Militar de Lisboa), provocados pelas not\u00edcias, levam a cabo uma tentativa de golpe de estado, que no entanto n\u00e3o tem nenhuma lideran\u00e7a clara. O\u00a0Grupo dos Nove\u00a0reage pondo em pr\u00e1tica um plano militar de resposta, liderado por\u00a0Ant\u00f3nio Ramalho Eanes. Este triunfa e no ano seguinte consolida-se a\u00a0democracia. O pr\u00f3prio Ramalho Eanes \u00e9 no ano seguinte o primeiro Presidente da Rep\u00fablica eleito por sufr\u00e1gio universal. Aprova-se uma\u00a0Constitui\u00e7\u00e3o democr\u00e1tica\u00a0e estabelecem-se os poderes pol\u00edticos locais (autarquias) e governos aut\u00f3nomos regionais nos\u00a0A\u00e7ores\u00a0e\u00a0Madeira.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Entre as d\u00e9cadas de 1940\u201360, Portugal foi membro cofundador da\u00a0NATO\u00a0(1949),\u00a0EFTA\u00a0(1960) e\u00a0OCDE\u00a0(1961), saindo da EFTA em 1986, para aderir \u00e0 ent\u00e3o\u00a0Comunidade Econ\u00f3mica Europeia\u00a0(CEE).\u00a0Em 1999, Portugal aderiu \u00e0\u00a0Zona Euro,\u00a0e ainda nesse ano, entregou a soberania de\u00a0Macau\u00a0\u00e0\u00a0Rep\u00fablica Popular da China.<sup id=\"cite_ref-68\" class=\"reference\">[58]<\/sup>\u00a0Desde a sua ades\u00e3o \u00e0 Uni\u00e3o Europeia, o pa\u00eds presidiu o\u00a0Conselho Europeu\u00a0por tr\u00eas vezes, a \u00faltima das quais em 2007, recebendo a cerim\u00f3nia de assinatura do\u00a0Tratado de Lisboa.<\/p>\n<blockquote><p>Este tratado fortalece o Parlamento Europeu, confere mais responsabilidade aos parlamentos nacionais na determina\u00e7\u00e3o das pol\u00edticas europeias e concede poder de iniciativa aos cidad\u00e3os da UE. O Tratado de Lisboa aumenta igualmente os poderes do Parlamento enquanto colegislador plenamente reconhecido, com poderes or\u00e7amentais refor\u00e7ados. E concede, ainda, um papel fundamental ao Parlamento na elei\u00e7\u00e3o do(a) Presidente da Comiss\u00e3o Europeia.<\/p><\/blockquote>\n<p>Fontes: <a href=\"https:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/Portugal\">Wikip\u00e9dia<\/a> e\u00a0<a href=\"https:\/\/www.europarl.europa.eu\/about-parliament\/pt\/in-the-past\/the-parliament-and-the-treaties\/treaty-of-lisbon\">europarl.europa.eu<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Portugal \u00e9 o mais antigo estado-na\u00e7\u00e3o da Europa Portugal, oficialmente\u00a0Rep\u00fablica Portuguesa,\u00a0\u00e9 um\u00a0pa\u00eds soberano, com uma \u00e1rea territorial de\u00a092 090\u00a0km\u00b2,\u00a0localizado no Sudoeste da\u00a0Europa, na zona ocidental da\u00a0Pen\u00ednsula Ib\u00e9rica. \u00c9\u00a0delimitado a norte e leste por\u00a0Espanha\u00a0e a sul e oeste pelo\u00a0oceano Atl\u00e2ntico, compreendendo uma parte continental e as\u00a0regi\u00f5es aut\u00f3nomas dos arquip\u00e9lagos dos\u00a0A\u00e7ores\u00a0e da\u00a0Madeira.\u00a0Portugal \u00e9 a\u00a0na\u00e7\u00e3o\u00a0mais a ocidente do [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":3184,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[1],"tags":[],"class_list":["post-3182","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-noticias"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.dnacidadania.com.br\/antigo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3182","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.dnacidadania.com.br\/antigo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.dnacidadania.com.br\/antigo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.dnacidadania.com.br\/antigo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.dnacidadania.com.br\/antigo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=3182"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/www.dnacidadania.com.br\/antigo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3182\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":3288,"href":"https:\/\/www.dnacidadania.com.br\/antigo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3182\/revisions\/3288"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.dnacidadania.com.br\/antigo\/wp-json\/wp\/v2\/media\/3184"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.dnacidadania.com.br\/antigo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=3182"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.dnacidadania.com.br\/antigo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=3182"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.dnacidadania.com.br\/antigo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=3182"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}