{"id":3154,"date":"2021-10-27T12:56:51","date_gmt":"2021-10-27T11:56:51","guid":{"rendered":"https:\/\/www.dnacidadania.com.br\/?p=3154"},"modified":"2021-10-27T16:33:38","modified_gmt":"2021-10-27T15:33:38","slug":"alvares-sobrenome-portugues","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.dnacidadania.com.br\/antigo\/alvares-sobrenome-portugues\/","title":{"rendered":"\u00c1LVARES &#8211; Sobrenome Portugu\u00eas! Conhe\u00e7a a origem e algumas personalidades hist\u00f3ricas!"},"content":{"rendered":"<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\"><strong>Sobrenome simplificado pelo povo\u00a0<\/strong><\/p>\n<blockquote><p><strong>ALVES:\u00a0\u00c1lvares (filho de \u00c1lvaro)<\/strong><\/p><\/blockquote>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">O apelido <strong>Alves<\/strong> \u00e9 relativamente recente e n\u00e3o \u00e9 mais que a simplifica\u00e7\u00e3o popular do patron\u00edmico<strong> \u00c1lvares (filho de \u00c1lvaro)<\/strong>, naturalmente bem mais antigo. Existem hoje, apesar da sua relativa juventude, cerca de 265 mil cidad\u00e3os portugueses que ostentam tal sobrenome. Embora haja registos e refer\u00eancias a v\u00e1rios (poucos) Alves em datas anteriores, a vulgariza\u00e7\u00e3o deste apelido aconteceu sensivelmente desde finais do s\u00e9culo XVII, acentuando-se na cent\u00faria seguinte, de forma a quase fazer desaparecer nos nossos dias o que lhe esteve na origem.<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">Alves \u00e9, portanto, uma forma muito recente de \u00c1lvares, e dever\u00e1 ser proveniente da sua tradicional abreviatura a maioria dos documentos antigos simplifica o nome \u00c1lvares, reduzindo a sua grafia a <em><strong>Alvz ou Alz<\/strong><\/em>. Por outro lado, o pr\u00f3prio povo, conforme foi construindo a l\u00edngua que hoje falamos encarregou-se, a partir da fon\u00e9tica, de simplificar o sobrenome. Assim, se encontrar ra\u00edzes para um patron\u00edmico j\u00e1 \u00e9 tarefa quase imposs\u00edvel (pela dispers\u00e3o natural de um apelido com origem num nome pr\u00f3prio), muito mais dif\u00edcil se torna quando, a partir dele nasce um outro que quase se sobrep\u00f4s ao original.<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">No que respeita ao nome \u00c1lvares, deve ressalvar-se que, no in\u00edcio, nem todos seriam obrigatoriamente filhos de algum \u00c1lvaro. Isto porque, existe desde data anterior \u00e0 Funda\u00e7\u00e3o da Nacionalidade uma vila denominada Alvares (sem acento), hoje freguesia do concelho de G\u00f3is (distrito de Coimbra), com privil\u00e9gios concedidos pelos primeiros reis e foral dado por D. Manuel | em 1514. Da\u00ed, de novo por corruptela popular, poder\u00e3o provir tamb\u00e9m alguns (poucos) dos \u00c1lvares que se espalharam pelo Pa\u00eds.<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">Podemos, pois, no que toca \u00e0s personagens da nossa hist\u00f3ria com este nome, dividir essa abreviada rela\u00e7\u00e3o em duas partes quase distintas; primeiro, os Alvares, at\u00e9 finais do s\u00e9culo XVIII; depois, <strong>os Alves<\/strong>, quase todos nascidos j\u00e1 no s\u00e9culo XIX. H\u00e1 registo, no entanto, a alguns Alves anteriores a essa data. Por erro de grafia ou porque o nome j\u00e1 seria usado, podem citar-se os exemplos de <strong>Luis Alves<\/strong>, fundidor de pe\u00e7as de artilharia do tempo de D. Manuel art\u00edfice que deu forma a uma pe\u00e7a concebida pelo pr\u00f3prio Rei; ou, mais tarde, no in\u00edcio do s\u00e9culo XVII, <strong>Vicente Alves<\/strong>, autor dram\u00e1tico, que escreveu, nomeadamente, o <em>Auto de Br\u00e1s Quadrado<\/em>, obra que foi condenada pelo <em>\u00edndex Expurgat\u00f3rio<\/em>.<\/p>\n<blockquote><p><em>Index Expurgat\u00f3rio <\/em>(\u00cdn<em>dice Expurgat\u00f3rio)<\/em>:\u00a0<strong>Lista de obras proibidas pela Igreja Cat\u00f3lica<\/strong>, que assim visava a salvaguarda da ortodoxia da f\u00e9. Inquisi\u00e7\u00e3o!<\/p><\/blockquote>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">Naturalmente, como qualquer outro patron\u00edmico, o apelido aparece frequentemente associado a um outro sobrenome S\u00e3o os casos, por exemplo, de figuras grandes da Hist\u00f3ria de Portugal, como Nuno \u00c1lvares Pereira ou do descobridor oficial do Brasil, Pedro \u00c1lvares Cabral. Antes de a eles nos referirmos com mais detalhe, destaque, por\u00e9m, para <strong>Ordonho \u00c1lvares<\/strong> (m. 1285), religioso portugu\u00eas que, no s\u00e9culo XIII. que foi abade em Burgos, bispo de Salamanca (1272) e depois arcebispo de Braga por designa\u00e7\u00e3o de Greg\u00f3rio X e cardeal-bispo Tusculano. Ou para <strong>Fernando \u00c1lvares<\/strong>, tamb\u00e9m prelado, que foi bispo de Lisboa em 1369.<\/p>\n<h2 class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 12pt;\"><strong>O Condest\u00e1vel<\/strong><\/span><\/h2>\n<p style=\"text-align: center;\"><em>Nuno \u00c1lvares Pereira, numa gravura de cerca de 1850, de autor identificado por Silva L., impressa em Lisboa na litografia de M. Lu\u00eds da C. <\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><em>(Biblioteca Nacional)<\/em><\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-3157\" src=\"https:\/\/dnacidadania.com.br\/antigo\/wp-content\/uploads\/2021\/10\/captura-de-tela-2021-10-27-as-15.25.05.png\" alt=\"\" width=\"474\" height=\"642\" srcset=\"https:\/\/www.dnacidadania.com.br\/antigo\/wp-content\/uploads\/2021\/10\/captura-de-tela-2021-10-27-as-15.25.05.png 474w, https:\/\/www.dnacidadania.com.br\/antigo\/wp-content\/uploads\/2021\/10\/captura-de-tela-2021-10-27-as-15.25.05-221x300.png 221w\" sizes=\"auto, (max-width: 474px) 100vw, 474px\" \/><\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">O talvez mais conhecido e prestigiado \u00c1lvares nasceu em meados do s\u00e9culo XIV (1360), neto do arcebispo de Braga e filho ileg\u00edtimo de \u00c1lvaro Gon\u00e7alves Pereira, prior da Ordem do Hospital. <strong>Nuno \u00c1lvares<\/strong> foi um dos mais destacados l\u00edderes militares da Hist\u00f3ria portuguesa, apoiante de D. Jo\u00e3o I, fundador da Dinastia de Avis. Membro da pequena nobreza, foi para a corte do rei D. Fernando ainda jovem (aos 13 anos), sendo armado cavaleiro pela Rainha D. Leonor Teles com o arn\u00eas do Mestre de Avis, de quem se tornou amigo. Foi ele que comandou as for\u00e7as de D. Jo\u00e3o I contra os invasores castelhanos na decisiva <strong>Batalha de Aljubarrot<\/strong>a, em Agosto de 1385, e noutros confrontos que ajudaram a assegurar a independ\u00eancia do Reino face a Castela. Atoleiros e Valverde foram duas das muitas batalhas em que teve papel de destaque. Reconhecendo os servi\u00e7os prestados, D. Jo\u00e3o, depois de Rei, f\u00ea-lo Condest\u00e1vel e seu mordomo-mor e atribuiu-lhe v\u00e1rios t\u00edtulos <strong>conde de Our\u00e9m<\/strong>, <strong>conde de Barcelos e conde de Arraiolo<\/strong>s, nomeadamente. A gratid\u00e3o real tamb\u00e9m se manifestou na concess\u00e3o de terras, tornando-se Nuno \u00c1lvares num dos maiores propriet\u00e1rios do Reino (chegou a possuir qualquer coisa como um ter\u00e7o do territ\u00f3rio portugu\u00eas). Ao entrar na Ordem dos Carmelitas, em 1423, adoptou o nome de Frei Nuno de Santa Maria. Foi ele que mandou edificar o Convento do Carmo, em Lisboa, local onde veio a morrer (1431), j\u00e1 com fama de santo. Foi beatificado em 1918 e santificado em 2009, mas desde o s\u00e9culo XV que era objecto de culto popular. Atrav\u00e9s da sua filha Beatriz, que casou com D. Afonso (8\u00b0 conde de Barcelos e futuro duque de Bragan\u00e7a), filho legitimado do Rei D. Jo\u00e3o I, Nuno Alvares esteve na origem da poderosa Casa de Bragan\u00e7a, que, mais tarde, entre 1640 e 1910, liderou a Monarquia portuguesa.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><em>Iluminura do s\u00e9culo XV que recria (de forma livre, como era usual na \u00e9pica) a Batalha de Aljubarrota.<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><em>(Museu Brit\u00e2nico)<\/em><\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-3158\" src=\"https:\/\/dnacidadania.com.br\/antigo\/wp-content\/uploads\/2021\/10\/captura-de-tela-2021-10-27-as-15.25.29.png\" alt=\"\" width=\"736\" height=\"455\" srcset=\"https:\/\/www.dnacidadania.com.br\/antigo\/wp-content\/uploads\/2021\/10\/captura-de-tela-2021-10-27-as-15.25.29.png 736w, https:\/\/www.dnacidadania.com.br\/antigo\/wp-content\/uploads\/2021\/10\/captura-de-tela-2021-10-27-as-15.25.29-300x185.png 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 736px) 100vw, 736px\" \/><\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">Um pouco mais tarde, um outro <strong>\u00c1lvares<\/strong>, de nome pr\u00f3prio Jo\u00e3o, frade professo da Ordem de Avis, secret\u00e1rio particular de D. Fernando, o <em>Infante Santo<\/em>, acompanhou o mais novo dos filhos de D. Jo\u00e3o l at\u00e9 \u00e0 sua morte no cativeiro, em Fez, ap\u00f3s a desastrada expedi\u00e7\u00e3o militar a T\u00e2nger, no reinado de D. Duarte. Quando regressou a Portugal foi abade do convento beneditino de Pa\u00e7o de Sousa (cc.1429) e escreveu a obra <em>Rela\u00e7\u00e3o do Cativeiro do Infante D. Fernando<\/em>, impressa pela primeira vez em 1527.<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">Por interessante coincid\u00eancia, refira-se o nome de <strong>Nuno \u00c1lvares<\/strong>, monge cisterciense, que, anos depois, j\u00e1 no reinado de D. Afonso V, participou nas conquistas de Arzila e de T\u00e2nger, cidade de que veio a ser o primeiro Bispo em 1468. Tamb\u00e9m ligado \u00e0 expans\u00e3o esteve o navegador <strong>Rodrigo Alvares<\/strong>, natural do Algarve, que comandou uma das seis caravelas da expedi\u00e7\u00e3o que, em 1444, sob direc\u00e7\u00e3o de Lan\u00e7arote de Lagos explorou, com Gil Eanes, Est\u00eav\u00e3o Afonso, Jo\u00e3o Dias e Jo\u00e3o Bernardes a costa africana e descobriu as ilhas de Naar e T\u00edder.<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">No per\u00edodo correspondente \u00e0 segunda metade do s\u00e9culo XV, e no dom\u00ednio das artes, existem ainda not\u00edcias sobre um c\u00e9lebre ourives de Guimar\u00e3es chamado <strong>Pedro \u00c1lvares<\/strong>, sobre um pintor, tamb\u00e9m da mesma cidade, de nome <strong>Diogo \u00c1lvares<\/strong>, sobre um outro chamado <strong>Jo\u00e3o \u00c1lvares<\/strong>, e, principalmente, sobre os arquitectos <strong>Jo\u00e3o e \u00c1lvaro \u00c1lvares<\/strong>, dois irm\u00e3os que foram os construtores do Convento de Nossa Senhora do Espinheiro (\u00c9vora), no reinado de Afonso V, importante obra (hoje recuperada e transformada em hotel), por onde passou parte significativa da hist\u00f3ria portuguesa nos s\u00e9culos XV e XVI, quando aquela cidade albergou, por largos per\u00edodos, as cortes de D. Afonso V, D. Jo\u00e3o II, D. Manuel l e D. Jo\u00e3o III.<\/p>\n<h2 class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 12pt;\">Navegadores<\/span><\/h2>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">No per\u00edodo \u00e1ureo da Expans\u00e3o portuguesa, no in\u00edcio do s\u00e9culo XVI, o personagem com o apelido Alvares mais conhecido \u00e9 indiscutivelmente o do descobridor oficial do Brasil, no ano de 1500, <strong>Pedro \u00c1lvares Cabral (1467-1520).<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><em>Desembarque de Cabral no Brasil, em 1500, segundo o pintor Alfredo\u00a0 Roque Gameiro (1864-1935). Reprodu\u00e7\u00e3o efectuada cerca de 1900 pela litografia da Companhia Nacional Editora.<\/em><\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-3159\" src=\"https:\/\/dnacidadania.com.br\/antigo\/wp-content\/uploads\/2021\/10\/captura-de-tela-2021-10-27-as-15.25.55.png\" alt=\"\" width=\"985\" height=\"695\" srcset=\"https:\/\/www.dnacidadania.com.br\/antigo\/wp-content\/uploads\/2021\/10\/captura-de-tela-2021-10-27-as-15.25.55.png 985w, https:\/\/www.dnacidadania.com.br\/antigo\/wp-content\/uploads\/2021\/10\/captura-de-tela-2021-10-27-as-15.25.55-300x212.png 300w, https:\/\/www.dnacidadania.com.br\/antigo\/wp-content\/uploads\/2021\/10\/captura-de-tela-2021-10-27-as-15.25.55-768x542.png 768w\" sizes=\"auto, (max-width: 985px) 100vw, 985px\" \/><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><em>O descobridor de acordo com o desenho de Filipe Roberto da Silva Stocqueler, numa litografia de cerca de 1850. (Biblioteca Nacional)<\/em><\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-3160\" src=\"https:\/\/dnacidadania.com.br\/antigo\/wp-content\/uploads\/2021\/10\/captura-de-tela-2021-10-27-as-15.41.11.png\" alt=\"\" width=\"272\" height=\"284\" \/><\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">A partir dos dez anos viveu na corte de D. Jo\u00e3o II, tendo a\u00ed passado a sua juventude e adolesc\u00eancia, acabando por casar com uma sobrinha de Afonso de Albuquerque. Aos 32 anos, o Rei D. Manuel l nomeou-o capit\u00e3o-mor de uma poderosa frota encarregue de rumar \u00e0 \u00edndia com o objectivo de firmar acordos comerciais. Com uma armada de 13 navios e 1500 homens, Cabral partiu de Lisboa a 9 de Mar\u00e7o do ano de1500. Rumou ao sul, desviou-se (intencionalmente ou n\u00e3o) para oeste e a 22 de Abril descobriu oficialmente as Terras de Vera Cruz. Da\u00ed seguiu para a \u00edndia, como previsto. Acompanhava-o, recorde-se, como comandante de uma das naus, o experimentado Bartolomeu Dias, navegador que antes (1488) dobrara o extremo sul do continente africano e abrira o caminho para, anos depois, Vasco da Gama chegar \u00e0 \u00cdndia. Bartolomeu Dias morreu no naufr\u00e1gio navio, ironicamente ocorrido junto ao Cabo da Boa Esperan\u00e7a, no decorrer desta viagem.<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">Ainda no \u00e2mbito das descobertas mar\u00edtimas, <strong>Jo\u00e3o \u00c1lvares Fagundes<\/strong> foi um dos pioneiros portugueses que explorou as costas da Terra Nova nos primeiros anos do s\u00e9culo XVI. Ter\u00e1 nascido por volta de 1470 em Viana do Castelo, no seio de uma fam\u00edlia nobre. Pouco se conhece da sua vida sendo certo apenas que, por carta datada de 13 de Mar\u00e7o de 1521, o Rei D. Manuel I lhe doou um conjunto de ilhas por ele descobertas ou apenas exploradas numa ou mais viagens \u00e0quelas paragens. Nesse documento n\u00e3o se encontram refer\u00eancias quer \u00e0 data quer \u00e0 amplitude das explora\u00e7\u00f5es de Fagundes, ainda que a carta se refira detalhadamente aos territ\u00f3rios doados ao navegador e seus descendentes.<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">Nesse per\u00edodo de intensa atividade mar\u00edtima e diplom\u00e1tica, refer\u00eancia para<strong> Trist\u00e3o \u00c1lvares<\/strong>, tamb\u00e9m navegador, capit\u00e3o da armada que partiu para a \u00edndia em 18 de Abril de 1506 e para Francisco \u00c1lvares (cc.1470-cc.1540), capel\u00e3o do Rei D. Manuel I, que integrou, em 1515, a primeira embaixada \u00e0 Eti\u00f3pia (ent\u00e3o designada por Abiss\u00ednia) liderada por Duarte Galv\u00e3o. Ap\u00f3s um per\u00edodo na \u00edndia, em 1520 chegou \u00e0 corte do imperador da Eti\u00f3pia, pa\u00eds onde permaneceu durante seis anos e onde recolheu material para a escrita de Verdadeira Informa\u00e7\u00e3o das Terras do Preste Jo\u00e3o (1540), obra traduzida de imediato para castelhano, franc\u00eas, ingl\u00eas, alem\u00e3o e italiano em que descreve n\u00e3o apenas a sua viagem, mas principalmente, os usos e costumes, a fauna e a flora e todos os pormenores daquelas terras, at\u00e9 a\u00ed desconhecidas dos europeus. Francisco Alvares regressou a Portugal no ano de 1527 e, em 1531 partiu para Roma como embaixador do negus abexim junto do Papa. Ali permaneceu at\u00e9 \u00e0 data da sua morte.<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">No plano administrativo e burocr\u00e1tico do Estado, Jo\u00e3o \u00c1lvares foi almoxarife do armaz\u00e9m da Guin\u00e9 e \u00edndias, cargo que exerceu entre 1505 e 1509.<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\"><strong>Diogo Alvares Correia<\/strong>, por sua vez, mais conhecido por <em>Caramuru<\/em>, passou \u00e0 Hist\u00f3ria como o primeiro europeu colonizador do Brasil. Natural de Viana do Castelo (1475), fidalgo da Casa Real, sobreviveu, por volta de 1510, a um naufr\u00e1gio de um navio franc\u00eas nas proximidades do rio Vermelho, na ba\u00eda de Todos os Santos, e \u00e0 morte, \u00e0s m\u00e3os dos \u00edndios tupinamb\u00e1, como sucedeu aos seus companheiros sobreviventes. Adoptado pelos \u00edndios, com eles passou a viver e deles recebeu a alcunha, que significar\u00e1 <em>homem trov\u00e3o da morte barulhenta<\/em>. Estabelecido e integrado com os nativos (casou com uma \u00edndia), Diogo Alvares contribuiu para facilitar o contacto com os primeiros mission\u00e1rios e administradores. Em 1548, quando D. Jo\u00e3o Ill decidiu instituir o Governo Geral, solicitou a sua interven\u00e7\u00e3o no sentido de que a expedi\u00e7\u00e3o inicial fosse bem recebida, facto revelador da import\u00e2ncia que havia alcan\u00e7ado. Tr\u00eas dos seus filhos e um dos seus genros foram mais tarde armados cavaleiros pelo primeiro governador-geral do Brasil, Tom\u00e9 de Sousa, pelos servi\u00e7os prestados \u00e0 Coroa Portuguesa.<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">No \u00e2mbito, ainda, da grande aventura expansionista portuguesa de quinhentos de sublinhar dois <strong>Jorge \u00c1lvares<\/strong>: um, feitor nos mares da China, foi o primeiro portugu\u00eas a chegar \u00e0quele pa\u00eds em 1513; o segundo, amigo de S\u00e3o Francisco Xavier (a quem deu a ler a sua obra <em>Informa\u00e7\u00e3o do Jap\u00e3o<\/em> antes do Ap\u00f3stolo do Oriente para ali se dirigir), foi dos primeiros portugueses a atingir o <em>Pa\u00eds do Sol Nascente<\/em>, em 1546-1547.<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">Destaque tamb\u00e9m na \u00e1rea da expans\u00e3o para o navegador <strong>Fernando \u00c1lvares da Cunh<\/strong>a, que fez v\u00e1rias viagens para a \u00edndia com o capit\u00e3o de nau entre 1542 e 1548.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><em>Uma embaixada portuguesa ao ser recebida com toda a solenidade pelas autoridades chinesas no s\u00e9culo XVI, segundo desenho de Maur\u00edcio Jos\u00e9 do Carmo Sendim (1786-1870), em litografia datada de 1840. <\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><em>(Biblioteca Nacional)<\/em><\/p>\n<h2 class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 12pt;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-3161\" src=\"https:\/\/dnacidadania.com.br\/antigo\/wp-content\/uploads\/2021\/10\/captura-de-tela-2021-10-27-as-15.26.17.png\" alt=\"\" width=\"561\" height=\"438\" srcset=\"https:\/\/www.dnacidadania.com.br\/antigo\/wp-content\/uploads\/2021\/10\/captura-de-tela-2021-10-27-as-15.26.17.png 561w, https:\/\/www.dnacidadania.com.br\/antigo\/wp-content\/uploads\/2021\/10\/captura-de-tela-2021-10-27-as-15.26.17-300x234.png 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 561px) 100vw, 561px\" \/><\/span><\/h2>\n<h2 class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 12pt;\">Artistas e letrados no s\u00e9culo XVI<\/span><\/h2>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">O primeiro mestre impressor portugu\u00eas foi <strong>Rodrigo \u00c1lvares<\/strong>, que ter\u00e1 aprendido em Salamanca a, ent\u00e3o, nova arte de fazer livros. Natural de Vila Real, teve oficina no Porto em 1497, onde foram impressas, entre outras, as obras <em>Constitui\u00e7\u00f5es do Bispado do Porto<\/em>, de Diogo de Sousa, e <em>Evangelhos e Ep\u00edstolas<\/em>, de Guilherme Parisiense, traduzida pelo pr\u00f3prio impressor, a partir de uma edi\u00e7\u00e3o em l\u00edngua castelhana.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><em><strong>Johan Gensfleish Gutenberg<\/strong> (numa imagem de 1885, de autoria de Enrique Casanova) inventou, cerca de 1440, os tipos de m\u00f3veis e adaptou a prensa vin\u00edcola \u00e0 impress\u00e3o em papel. Com ele nasceu a tipografia. O processo chegou em Portugal cerca de 50 anos depois, em 1495-1497, pela m\u00e3o do impressor <strong>Rodrigo \u00c1lvares<\/strong>.\u00a0<\/em><\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-3162\" src=\"https:\/\/dnacidadania.com.br\/antigo\/wp-content\/uploads\/2021\/10\/captura-de-tela-2021-10-27-as-15.26.42.png\" alt=\"\" width=\"469\" height=\"711\" srcset=\"https:\/\/www.dnacidadania.com.br\/antigo\/wp-content\/uploads\/2021\/10\/captura-de-tela-2021-10-27-as-15.26.42.png 469w, https:\/\/www.dnacidadania.com.br\/antigo\/wp-content\/uploads\/2021\/10\/captura-de-tela-2021-10-27-as-15.26.42-198x300.png 198w\" sizes=\"auto, (max-width: 469px) 100vw, 469px\" \/><\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">Bastantes anos depois, um outro <strong>\u00c1lvares<\/strong> mas de nome <strong>Jo\u00e3o<\/strong>, imprimiu em Coimbra (1546) a obra de Pedro Nunes <em>De Erratis Orontii Finei, Regli Mathematicrum Lutetiae Professoris<\/em>. Como impressor r\u00e9gio, <strong>Jo\u00e3o \u00c1lvares<\/strong> editou mais de uma centena de trabalhos entre 1542 e 1587.<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">Num outro plano e ainda no s\u00e9culo XVI, <strong>Diogo \u00c1lvares<\/strong> foi ourives de renome e abridor de cunhos da Casa da Moeda de Lisboa por volta de 1520\/1530, per\u00edodo em que o pintor <strong>P\u00earo \u00c1lvares<\/strong> tamb\u00e9m desenvolveu a sua actividade.<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">No dom\u00ednio das constru\u00e7\u00f5es, <strong>Ant\u00f3nio \u00c1lvares<\/strong> dirigiu a obra do Col\u00e9gio de Evora (1559), enquanto arquitecto e cavaleiro da casa do cardeal D. Henrique.<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\"><strong>Afonso \u00c1lvares<\/strong>, por seu vez, contempor\u00e2neo do anterior, foi mestre de obras das fortifica\u00e7\u00f5es do reino em 1570, e tamb\u00e9m ele cavaleiro da casa do cardeal, futuro rei. Admite-se ser o autor da planta das igrejas de Santa Catarina e da de S. Sebasti\u00e3o que n\u00e3o chegou a ser constru\u00edda.<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">Foi substitu\u00eddo por <strong>Baltasar \u00c1lvares<\/strong>, que se presume ser seu sobrinho, como mestre de obras do Alentejo e a partir de 1581 de Santar\u00e9m, Almeirim, Salvaterra e da Batalha. Foi o arquiteto, entre outras obras, dos conventos de Santo Ant\u00e3o-o-Novo, de S\u00e3o Bento e S\u00e3o Vicente de Fora, na cidade de Lisboa.<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">Numa outra \u00e1rea, <strong>Pedro \u00c1lvares Seco<\/strong>, jurista, professor, formado em Paris, desembargador da Casa da Suplica\u00e7\u00e3o, fez parte do Conselho de D. Jo\u00e3o Ill, e por ele foi incumbido de escrever uma hist\u00f3ria da Ordem Militar dos Templ\u00e1rios e da sua sucessora em Portugal, a Ordem de Cristo (1552).<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">Tamb\u00e9m em Paris se formou <strong>Gon\u00e7alo \u00c1lvares<\/strong>, mestre do Col\u00e9gio de Santa Cruz de Coimbra (1528) onde poder\u00e1 ter sido professor de Lu\u00eds de Cam\u00f5es, entre 1537 e 1544.<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">Ainda no que se refere a fortes liga\u00e7\u00f5es a Fran\u00e7a, registo para o te\u00f3logo <strong>Duarte \u00c1lvares<\/strong>, da Ordem de Santo Agostinho, que regeu teologia em Salamanca, se doutorou em Paris e foi embaixador da Rainha de Fran\u00e7a e vig\u00e1rio-geral da sua ordem naquele pa\u00eds.<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">O grande nome, no entanto, neste per\u00edodo \u00e9 o do humanista, <strong>Manuel \u00c1lvares<\/strong>, jesu\u00edta, (1526-1583) natural da Madeira, professor de latim, grego e hebreu, reitor do Col\u00e9gio das Artes e da Universidade de \u00c9vora, autor da obra <em>De Institutione Grammatica Libri Tre<\/em>s, uma gram\u00e1tica latina adoptada durante quase duzentos anos por todas as escolas portuguesas, e por grande parte dos pa\u00edses europeus. Teve 22 edi\u00e7\u00f5es integrais entre 1572 e 1859 e mais de 200 parciais, em dezena e meia de l\u00ednguas. Foi banida do ensino em Portugal apenas no tempo do marqu\u00eas de Pombal. At\u00e9 aos nossos dias j\u00e1 foi objecto de mais de 600 edi\u00e7\u00f5es, n\u00famero recorde para qualquer obra portuguesa.<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">Autor de outro importante livro foi <strong>Fern\u00e3o \u00c1lvares do Oriente<\/strong> (cc.1540-cc.1600) de cujas origens muito pouco se sabe. Escreveu Lusit\u00e2nia Transformada, editado pela primeira vez em 1607, trabalho que retrata a decad\u00eancia de Portugal em finais de quinhentos, considerada por muitos especialistas como o primeiro romance portugu\u00eas moderno. Sobre a sua vida existem poucas refer\u00eancias documentais: em Dezembro de 1572, na \u00edndia, foi como capit\u00e3o de uma fusta em socorro da fortaleza de Dam\u00e3o; em Setembro de 1573 era capit\u00e3o de um dos 17 navios que partiram para a Costa Norte; num alvar\u00e1 de 25 de Setembro de 1577, D. Sebasti\u00e3o fez saber que se Fern\u00e3o \u00c1lvares do Oriente, cavaleiro fidalgo de sua Casa, falecesse antes de poder fazer duas viagens da China para Sunda, como lhe fizera merc\u00ea, as poderia fazer outra pessoa nomeada por ele. Fern\u00e3o \u00c1lvares do Oriente ter\u00e1, de acordo com alguns autores, combatido em Alc\u00e1cer Quibir (1578), onde ter\u00e1 sido feito prisioneiro.<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">J\u00e1<strong> Andr\u00e9 \u00c1lvares de Almada<\/strong>, natural da ilha de Santiago, Cabo Verde, comerciante e explorador que, por sua conta, percorreu o interior da Guin\u00e9, escreveu em 1594 um livro contendo o relato das suas viagens e observa\u00e7\u00f5es. Tal obra, apesar de ter tido autoriza\u00e7\u00e3o para ser publicada, apenas foi impressa em 1733, muito adulterada. S\u00f3 em 1841, Diogo Kopke, professor da Academia Polit\u00e9cnica do Porto, editou o texto <em>(Tratado Breve dos Rios da Guin\u00e9 de Cabo Verde, Desde o Rio de Sanag\u00e1 At\u00e9 aos Baixos de Santa Ana, pelo Capit\u00e3o Andr\u00e9 \u00c1lvares de Almada)<\/em>, de interesse para o estudo da regi\u00e3o compreendida entre o rio Senegal e a Serra Leoa.<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">Na transi\u00e7\u00e3o para o s\u00e9culo XVII, merece ainda refer\u00eancia o nome de <strong>Afonso \u00c1lvares<\/strong>, escritor teatral muito popular, disc\u00edpulo da escola de Gil Vicente, que escreveu v\u00e1rios autos sobre vidas de santos.<\/p>\n<h2 class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\"><\/h2>\n<h2 class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 12pt;\">O Rei da Ericeira<\/span><\/h2>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">Tamb\u00e9m em finais do s\u00e9culo XVI, na sequ\u00eancia do desaparecimento de D. Sebasti\u00e3o em Alc\u00e1cer Quibir, o pa\u00eds assistiu &#8211; e nalguns casos quis acreditar &#8211; ao aparecimento do soberano nos mais diversos locais. Foi o caso de <strong>Mateus \u00c1lvares<\/strong>, um jovem a\u00e7oriano que decidiu aproveitar as suas semelhan\u00e7as f\u00edsicas com D. Sebasti\u00e3o e por ele se fez passar. Encenou um desembarque na Ericeira e passou a habitar num eremit\u00e9rio ali perto. A sua conduta (chegou a coroar a mulher em cerim\u00f3nia p\u00fablica como rainha de Portugal), j\u00e1 sob o dom\u00ednio filipino, levou, naturalmente, a intensa agita\u00e7\u00e3o popular. Foi investigado, preso, condenado, supliciado e enforcado no dia 14 de Julho de 1585. Ficou conhecido como o <em>Rei da Ericeira.<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><em>\u00c1gua Forte do s\u00e9culo XIX (de origem italiana) reproduzindo uma condena\u00e7\u00e3o \u00e0 morte, em 1628, de um dos falsos D. Sebasti\u00e3o. <\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><em>(Biblioteca Nacional)<\/em><\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\"><a href=\"https:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/%C3%81gua-forte\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter wp-image-3163 size-full\" src=\"https:\/\/dnacidadania.com.br\/antigo\/wp-content\/uploads\/2021\/10\/captura-de-tela-2021-10-27-as-15.27.00.png\" alt=\"\" width=\"578\" height=\"478\" srcset=\"https:\/\/www.dnacidadania.com.br\/antigo\/wp-content\/uploads\/2021\/10\/captura-de-tela-2021-10-27-as-15.27.00.png 578w, https:\/\/www.dnacidadania.com.br\/antigo\/wp-content\/uploads\/2021\/10\/captura-de-tela-2021-10-27-as-15.27.00-300x248.png 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 578px) 100vw, 578px\" \/><\/a><\/p>\n<blockquote>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\"><a href=\"https:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/%C3%81gua-forte\"><span style=\"font-size: 10pt;\"><b>OBS: \u00c1gua-forte<\/b>\u00a0\u00e9 uma modalidade de\u00a0<\/span><\/a><a title=\"Gravura\" href=\"https:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/Gravura\">gravura<\/a>\u00a0que \u00e9 feita usando uma matriz de metal,<sup id=\"cite_ref-1\" class=\"reference\"><\/sup>\u00a0normalmente de\u00a0<a title=\"Ferro\" href=\"https:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/Ferro\">ferro<\/a>,\u00a0<a title=\"Zinco\" href=\"https:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/Zinco\">zinco<\/a>,\u00a0<a title=\"Cobre\" href=\"https:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/Cobre\">cobre<\/a>,\u00a0<a title=\"Alum\u00ednio\" href=\"https:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/Alum%C3%ADnio\">alum\u00ednio<\/a>\u00a0ou\u00a0<a title=\"Lat\u00e3o\" href=\"https:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/Lat%C3%A3o\">lat\u00e3o<\/a>.\u00a0<span style=\"font-size: 10pt;\">A matriz \u00e9 uma placa met\u00e1lica, onde \u00e9 gravado um desenho ou uma impress\u00e3o fotogr\u00e1fica. O papel \u00e9 levemente humedecido e a impress\u00e3o pode ser monocrom\u00e1tica (tradicionalmente) ou a cores.\u00a0O termo foi usado at\u00e9 o\u00a0<a title=\"S\u00e9culo XVII\" href=\"https:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/S%C3%A9culo_XVII\">s\u00e9culo XVII<\/a>\u00a0para designar o\u00a0<a title=\"\u00c1cido n\u00edtrico\" href=\"https:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/%C3%81cido_n%C3%ADtrico\">\u00e1cido n\u00edtrico<\/a>\u00a0dilu\u00eddo em \u00e1gua. Por ser usado num dos processos da\u00a0<a class=\"mw-redirect\" title=\"Calcografia\" href=\"https:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/Calcografia\">calcografia<\/a>, em que a imagem obtida na impress\u00e3o \u00e9 fixada sobre uma chapa met\u00e1lica, ap\u00f3s a corros\u00e3o dos tra\u00e7os do artista pelo \u00e1cido n\u00edtrico, o termo passou a designar, al\u00e9m do processo, a matriz usada para a impress\u00e3o da gravura e a pr\u00f3pria gravura, j\u00e1 conclu\u00edda. Fonte: Wikip\u00e9dia<\/span><\/p>\n<\/blockquote>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">J\u00e1 no s\u00e9culo seguinte, podem citar-se nomes como <strong>David \u00c1lvares<\/strong>, engenheiro, especialista em pontes, que entre 1612 e 1636, edificou v\u00e1rias obras p\u00fablicas, Ou Jogo Alvares GIOVO (1602-1682), padre, m\u00fasico, bibliotec\u00e1rio Real de m\u00fasica de D. Jo\u00e3o IV. Estudou com Duarte Lobo, de quem se veio a tornar sucessor como mestre de capela da S\u00f3 de Lisboa, em 1647.<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">Ou ainda, <strong>Ant\u00f3nio Alvares da Cunha<\/strong> (1626-1690), guarda-mor da Torre do Tombo, que foi um dos fidalgos que aclamou D. Jo\u00e3o IV como Rei em 1640. Combateu na Guerra da Restaura\u00e7\u00e3o e era homem de grande cultura, sobrinho do bispo de Lisboa, D. Rodrigo da Cunha. Foi um dos fundadores da Academia dos Generosos em 1649.<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\"><strong>Manuel \u00c1lvares Pegas<\/strong>, por sua vez, foi um jurista de renome advogado da Casa da Suplica\u00e7\u00e3o e desembargador. Tornou-se c\u00e9lebre pelos muitos casos que defendeu envolvendo direitos sucess\u00f3rios em v\u00e1rias casas nobres.<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">Figura influente e prestigiada foi, tamb\u00e9m, <strong>Nuno \u00c1lvares Pereira de Melo<\/strong>, 1\u00b0 duque de Cadaval, 4\u00b0 marqu\u00eas de Fronteira e 5\u00b0 conde de Tent\u00fagal (1638-1727), descendente directo do 2\u00b0 duque de Bragan\u00e7a, que muito jovem combateu na Guerra da Restaura\u00e7\u00e3o tendo recebido o t\u00edtulo de duque por merc\u00ea de D. Jo\u00e3o IV, em 1648. Serviu nos conselhos de Estado e de Guerra de D. Afonso VI, D. Pedro II e de D. Jo\u00e3o V, e foi um dos membros da nobreza que, perante a incapacidade do Afonso VI, apoiou a sua deposi\u00e7\u00e3o. Foi o primeiro plenipotenci\u00e1rio a assinar o tratado que, em 1668, p\u00f4s termo \u00e0 Guerra da Restaura\u00e7\u00e3o, desempenhando ao longo dos seus 89 anos de vida altos cargos na Corte &#8211; presidente do Desembargo do Pa\u00e7o, mordomo-mor das v\u00e1rias rainhas, mestre de campo, general e capit\u00e3o-general de cavalaria, governador de Armas de Set\u00fabal e Cascais, etc.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><em>O 1\u00ba duque de Cardaval, Nuno \u00c1lvares Pereira de Melo, em 1726, numa gravura de Pierre Antoine Quillard, editada em 1730. <\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><em>(Biblioteca Nacional)<\/em><\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-3164\" src=\"https:\/\/dnacidadania.com.br\/antigo\/wp-content\/uploads\/2021\/10\/captura-de-tela-2021-10-27-as-15.27.22.png\" alt=\"\" width=\"474\" height=\"656\" srcset=\"https:\/\/www.dnacidadania.com.br\/antigo\/wp-content\/uploads\/2021\/10\/captura-de-tela-2021-10-27-as-15.27.22.png 474w, https:\/\/www.dnacidadania.com.br\/antigo\/wp-content\/uploads\/2021\/10\/captura-de-tela-2021-10-27-as-15.27.22-217x300.png 217w\" sizes=\"auto, (max-width: 474px) 100vw, 474px\" \/><\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">Para encerrar o <em>cap\u00edtulo<\/em> referente aos \u00c1lvares, destaque ainda para o escritor <strong>Nuno \u00c1lvares Pato Moniz<\/strong> (1781-1826), um dos companheiro de Manuel Maria Barbosa du Bocage, tal como ele irreverente e agressivo na escrita panflet\u00e1ria. Foi dos primeiros deputados da hist\u00f3ria constitucional portuguesa, na sequ\u00eancia da revolu\u00e7\u00e3o liberal de 24 de Agosto de 1820. Veio a falecer em Cabo Verde, para onde foi deportado ap\u00f3s o golpe absolutista de D. Miguel em 27 de Maio de 1823.<\/p>\n<h2 class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 12pt;\">Alves liberais e republicanos<span class=\"Apple-converted-space\">\u00a0<\/span><\/span><\/h2>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">J\u00e1 em pleno s\u00e9culo XIX, cent\u00faria marcada por invas\u00f5es e guerras civis e em que Portugal sofreu v\u00e1rias e profundas transforma\u00e7\u00f5es, o relevo j\u00e1 foi dos Alves, naturalmente com muitos militares em destaque. Logo no come\u00e7o do per\u00edodo, <strong>Caetano Jos\u00e9 Alves<\/strong>, capit\u00e3o do Regimento de Artilharia do Porto, distinguiu-se como um dos defensores da pra\u00e7a de Almeida que, em 1810, resistiram aos invasores franceses. Morreu a\u00ed em combate.<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">Mais tarde, <strong>Jos\u00e9 Joaquim Alves<\/strong> (1781-1860), oficial de Marinha e liberal comandou os navios que transportaram militares e exilados pol\u00edticos de Inglaterra para a Terceira, furando o bloqueio naval miquelista. Desembarcou, depois, no Mindelo com as tropas de D. Pedro IV e tomou parte em v\u00e1rios confrontos do cerco do Porto.<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">Num outro plano, pouco abonat\u00f3rio, diga-se, <strong>Diogo Alves<\/strong> (1810-1841), inscreveu o seu nome na lista de celebridades com o apelido por ter sido um conhecido salteador e assassino (lan\u00e7ava as sua v\u00edtimas do Aqueduto das \u00c1guas Livres), l\u00edder de um bando que aterrorizou Lisboa no p\u00f3s-guerra civil, entre 1836 e 1839. Capturado e julgado, foi enforcado a 19 de Fevereiro de 1841.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><em>Aqueduto das \u00c1guas Livres em Lisboa<\/em><\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-3165 aligncenter\" src=\"https:\/\/dnacidadania.com.br\/antigo\/wp-content\/uploads\/2021\/10\/captura-de-tela-2021-10-27-as-15.27.43.png\" alt=\"\" width=\"540\" height=\"354\" srcset=\"https:\/\/www.dnacidadania.com.br\/antigo\/wp-content\/uploads\/2021\/10\/captura-de-tela-2021-10-27-as-15.27.43.png 540w, https:\/\/www.dnacidadania.com.br\/antigo\/wp-content\/uploads\/2021\/10\/captura-de-tela-2021-10-27-as-15.27.43-300x197.png 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 540px) 100vw, 540px\" \/><\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">No rol dos republicanos, <strong>Augusto Alves da Veiga<\/strong> (1850-1924), advogado fundador do Centro Republicano do Porto, quando da revolta de 31 de Janeiro de 1891 foi quem anunciou, da janela da C\u00e2mara do Porto, a constitui\u00e7\u00e3o do governo provis\u00f3rio republicano, de que fazia parte como primeiro-ministro. Sufocada a rebeli\u00e3o, teve de se exilar em Paris, ap\u00f3s uma fuga digna de romance.<span class=\"Apple-converted-space\">\u00a0<\/span>Com a implanta\u00e7\u00e3o da Rep\u00fablica, 19 anos depois, foi nomeado ministro plenipotenci\u00e1rio em Bruxelas. Foi candidato \u00e0 Presid\u00eancia da Rep\u00fablica logo em 1911.<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-3166 alignleft\" src=\"https:\/\/dnacidadania.com.br\/antigo\/wp-content\/uploads\/2021\/10\/captura-de-tela-2021-10-27-as-15.28.16.png\" alt=\"\" width=\"205\" height=\"296\" \/><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">O oficial do Ex\u00e9rcito <strong>Jos\u00e9 Augusto Alves Ro\u00e7ada<\/strong>s (1865-1926), serviu em Angola, entre os anos de 1897 e 1900, e na \u00edndia (1902-1904). Regressou, depois, a Angola como governador do distrito de Hu\u00edla, onde desencadeou e comandou uma s\u00e9rie de opera\u00e7\u00f5es para ocupa\u00e7\u00e3o territorial no sul da prov\u00edncia. Foi por um curto per\u00edodo governador de Macau, regressando a Angola para ser governador geral. Com a implanta\u00e7\u00e3o da Rep\u00fablica deixou o cargo, ali regressando apenas em 1914 para comandar a defesa contra o avan\u00e7o de tropas alem\u00e3s. J\u00e1 como general, liderou, em 1918, a 2\u00aa divis\u00e3o do CEP na Flandres, durante a l Guerra.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">Tamb\u00e9m no s\u00e9culo XX, <strong>Ant\u00f3nio Alves Redol<\/strong> romancista e dramaturgo \u00e9 considerado um dos grandes expoentes do neo-realismo e da Literatura portuguesa. Estreou-se no romance com a obra Gaib\u00e9us (1939). Autor com grande produ\u00e7\u00e3o liter\u00e1ria, teve em Barranco de Cegos (1962) aquela que \u00e9 considerada a sua obra-prima.<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-3167 alignleft\" src=\"https:\/\/dnacidadania.com.br\/antigo\/wp-content\/uploads\/2021\/10\/captura-de-tela-2021-10-27-as-15.28.01.png\" alt=\"\" width=\"279\" height=\"487\" srcset=\"https:\/\/www.dnacidadania.com.br\/antigo\/wp-content\/uploads\/2021\/10\/captura-de-tela-2021-10-27-as-15.28.01.png 279w, https:\/\/www.dnacidadania.com.br\/antigo\/wp-content\/uploads\/2021\/10\/captura-de-tela-2021-10-27-as-15.28.01-172x300.png 172w\" sizes=\"auto, (max-width: 279px) 100vw, 279px\" \/><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">Finalmente, o jurista <strong>Marcelo Jos\u00e9 das Neves Alves Caetano<\/strong> (1906- 1980), natural de Lisboa, sucedeu a Salazar como primeiro-ministro do Estado Novo, entre 1968 e 1974. Professor de Direito Administrativo da Faculdade de Direito de Lisboa desde 1933, apoiou a Ditadura Militar e, depois o regime autorit\u00e1rio de Salazar. Foi o autor do C\u00f3digo Administrativo (1936), do Manual de Direito Administrativo, colaborou na reda\u00e7\u00e3o do Estatuto do Trabalho Nacional e na Constitui\u00e7\u00e3o de 1933. Foi vogal da Uni\u00e3o Nacional (1932) e mais tarde presidente da sua comiss\u00e3o executiva, foi comiss\u00e1rio Nacional da Mocidade Portuguesa, ministro das Col\u00f3nias (1944-1947), presidente da C\u00e2mara Corporativa e ministro da Presid\u00eancia do Conselho de Ministros (1955-1958). Foi reitor da Universidade de Lisboa entre 1959 e 1962, ano em que se demitiu na sequ\u00eancia da crise acad\u00e9mica desse ano. Considerado como o <em>delfim<\/em> de Salazar, foi nomeado seu sucessor em 1968, cargo que desempenhou at\u00e9 25 de Abril de 1974. Derrubado pelo golpe militar dos capit\u00e3es, exilou-se no Brasil, onde prosseguiu a sua atividade acad\u00e9mica, no Rio de Janeiro. A\u00ed faleceu em 26 de Outubro de 1980. Publicou, entre muitas outras obras, o primeiro volume de uma <em>Hist\u00f3ria do Direito Portugu\u00eas<\/em> at\u00e9 ao final do reinado de D. Jo\u00e3o II.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><span style=\"font-size: 10pt;\"><em>Fonte: Apelidos Portugueses (Prosafeita)<\/em><\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Sobrenome simplificado pelo povo\u00a0 ALVES:\u00a0\u00c1lvares (filho de \u00c1lvaro) O apelido Alves \u00e9 relativamente recente e n\u00e3o \u00e9 mais que a simplifica\u00e7\u00e3o popular do patron\u00edmico \u00c1lvares (filho de \u00c1lvaro), naturalmente bem mais antigo. Existem hoje, apesar da sua relativa juventude, cerca de 265 mil cidad\u00e3os portugueses que ostentam tal sobrenome. Embora haja registos e refer\u00eancias a [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":3168,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[379],"tags":[382],"class_list":["post-3154","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-sobrenomes-e-apelidos-portugueses","tag-alvares"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.dnacidadania.com.br\/antigo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3154","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.dnacidadania.com.br\/antigo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.dnacidadania.com.br\/antigo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.dnacidadania.com.br\/antigo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.dnacidadania.com.br\/antigo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=3154"}],"version-history":[{"count":4,"href":"https:\/\/www.dnacidadania.com.br\/antigo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3154\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":3170,"href":"https:\/\/www.dnacidadania.com.br\/antigo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3154\/revisions\/3170"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.dnacidadania.com.br\/antigo\/wp-json\/wp\/v2\/media\/3168"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.dnacidadania.com.br\/antigo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=3154"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.dnacidadania.com.br\/antigo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=3154"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.dnacidadania.com.br\/antigo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=3154"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}