{"id":3139,"date":"2021-10-26T14:43:27","date_gmt":"2021-10-26T13:43:27","guid":{"rendered":"https:\/\/www.dnacidadania.com.br\/?p=3139"},"modified":"2021-10-27T11:14:37","modified_gmt":"2021-10-27T10:14:37","slug":"almeida_sobrenome_portugues","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.dnacidadania.com.br\/antigo\/almeida_sobrenome_portugues\/","title":{"rendered":"Almeida &#8211; sobrenome portugu\u00eas! Conhe\u00e7a os Almeidas da hist\u00f3ria de Portugal!"},"content":{"rendered":"<h1><span style=\"font-size: 12pt;\">ALMEIDA! Qual a origem do apelido?<\/span><\/h1>\n<blockquote><p><span style=\"font-size: 14pt;\"><strong><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-3142\" src=\"https:\/\/dnacidadania.com.br\/antigo\/wp-content\/uploads\/2021\/10\/captura-de-tela-2021-10-26-as-15.43.19.png\" alt=\"\" width=\"434\" height=\"288\" srcset=\"https:\/\/www.dnacidadania.com.br\/antigo\/wp-content\/uploads\/2021\/10\/captura-de-tela-2021-10-26-as-15.43.19.png 434w, https:\/\/www.dnacidadania.com.br\/antigo\/wp-content\/uploads\/2021\/10\/captura-de-tela-2021-10-26-as-15.43.19-300x199.png 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 434px) 100vw, 434px\" \/><\/strong><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 14pt;\"><strong>Da Hist\u00f3ria <em>Talmeyda<\/em> Fronteiri\u00e7a<\/strong><\/span><\/p><\/blockquote>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">A origem do apelido Almeida \u00e9 topon\u00edmica e existem em\u00a0Portugal mais de 250 mil cidad\u00e3os com tal sobrenome. Os estudiosos dividem-se sobre a sua proveni\u00eancia, admitindo-se duas vias, hoje indistintas, para o seu aparecimento, a partir do s\u00e9culo XIII.<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">A primeira \u00e9 a da vila fronteiri\u00e7a de Almeida (na origem\u00a0Talmeyda, que em \u00e1rabe significa mesa) conquistada e perdida em sucessivas ocasi\u00f5es por crist\u00e3os e mu\u00e7ulmanos ao longo dos s\u00e9culos XII e XIII. Um dos seus conquistadores, no tempo de D. Sancho I, ter\u00e1 sido Paio Guterres\u00a0(de Almeida), descendente de Egas Moniz, que passou \u00e0\u00a0hist\u00f3ria com o nome de Almeid\u00e3o. No final do s\u00e9culo XIII,\u00a0a vila, ent\u00e3o disputada por Portugal e pelo Reino de Le\u00e3o,\u00a0passou a fazer parte do territ\u00f3rio portugu\u00eas pelo Tratado\u00a0de Alcanises, celebrado, em Setembro de 1297, por D. Dinis (de quem a vila recebera foral no ano anterior) e D. Fernando IV de Le\u00e3o e Castela.<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">A segunda via, geralmente a preferida pelos genealogistas,\u00a0tem origem apontada a Fern\u00e3o Canelas, senhor das quintas\u00a0do Pinheiro e de Canelas, e ao seu filho <strong>Jo\u00e3o Fernandes de Almeida<\/strong>, personagem que figura nas inquiri\u00e7\u00f5es de\u00a01258 (de Afonso Il1). A\u00ed se refere que ter\u00e1 comprado ou\u00a0ganho a Herdade da Cavalaria, no termo de Azurara da Bejra (hoje, Mangualde), e que fundou (entre 1223 e 1245)\u00a0uma aldeia denominada Almeida naquela regi\u00e3o, mais tarde (no s\u00e9culo XVII) baptizada de Almeidinha, hoje integrada na cidade de Mangualde.<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">No entanto, as duas hip\u00f3teses cruzar-se-\u00e3o em <strong>Louren\u00e7o Anes de Almeida<\/strong>, muito provavelmente neto de Jo\u00e3o Fernandes de Almeida, que, no final dos s\u00e9culo XIII foi alcaide das pra\u00e7as fortes de Castelo Mendo e de Linhares. A primeira, muito pr\u00f3xima da de Almeida, integra-se na linha de fortifica\u00e7\u00f5es reconstru\u00eddas ou edificadas por D. Dinis na linha fronteiri\u00e7a de Ribac\u00f5a; a segunda, tamb\u00e9m na zona dominada por Almeida, fez parte dos castelos integrantes do sistema defensivo da bacia do Mondego, na retaguarda dos existentes na raia, ao longo do rio C\u00f4a.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><em>Um monumento em Aljubarrota evoca a lend\u00e1ria interven\u00e7\u00e3o de Brites de Almeida em 14 de agosto de 1385.<\/em><\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: center;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-3143 aligncenter\" src=\"https:\/\/dnacidadania.com.br\/antigo\/wp-content\/uploads\/2021\/10\/almeida-imagem.png\" alt=\"\" width=\"355\" height=\"519\" srcset=\"https:\/\/www.dnacidadania.com.br\/antigo\/wp-content\/uploads\/2021\/10\/almeida-imagem.png 355w, https:\/\/www.dnacidadania.com.br\/antigo\/wp-content\/uploads\/2021\/10\/almeida-imagem-205x300.png 205w\" sizes=\"auto, (max-width: 355px) 100vw, 355px\" \/><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: left;\">Seja como for, a verdade \u00e9 que nos s\u00e9culos XIV e XV, o apelido j\u00e1 se tinha espalhado um pouco por todo o territ\u00f3rio.<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">A lend\u00e1ria figura da Padeira de Aljubarrota, personificada numa tal <strong>Brites de Almeida<\/strong>, aventureira, matadora de castelhanos \u00e0 pazada ap\u00f3s Aljubarrota, em 1385, natural do Algarve &#8211; segundo uns de Loul\u00e9, outros de Faro, ou de um qualquer lugar entre as duas localidades &#8211; exemplifica o facto de, em meados do s\u00e9culo XIV, o apelido j\u00e1 ter ra\u00edzes populares na zona mais setentrional do Pa\u00eds.<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">Um outro exemplo \u00e9 o de <strong>Diogo Lopes de Almeida<\/strong>, companheiro de descobertas africanas de Afonso Gon\u00e7alves Baldaia (1436) com quem explorou a zona da Ponta da Gal\u00e9. Ou <strong>Est\u00eav\u00e3o de Almeida<\/strong>, tamb\u00e9m navegador, companheiro de Nuno Trist\u00e3o, com quem morreu, em combate, em Africa, 60 l\u00e9guas a sul de Cabo Verde (1446).<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">Ainda no s\u00e9culo XV, um outro Almeida entrou na hist\u00f3ria e no imagin\u00e1rio dos portugueses pelos seus feitos. Trata-se de <strong>Duarte de Almeida<\/strong>, alferes de D. Afonso V, filho de Pedro Louren\u00e7o de Almeida que, no decorrer da batalha de Toro (1 de Mar\u00e7o de 1476), com parte das tropas portuguesas em debandada, se apoderou do abandonado estandarte Real, defendendo-o heroicamente. Cortaram-lhe uma m\u00e3o, depois outra, mas mesmo assim, apesar de decepado (alcunha por que ficou conhecido), manteve-o seguro com os cotos e os dentes, resistindo sempre. Acabou derrubado e sem o estandarte. Moribundo, foi feito prisioneiro e depois de tratado em Castela, voltou a Portugal alguns meses depois. Morreu, mais tarde, no castelo de Vilarigas, que herdara de seu pai.<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">Num outro plano, <strong>Henrique de Almeida<\/strong>, por sua vez, poeta referenciado no <em>Cancioneiro Geral<\/em>, foi cavaleiro da Ordem de Cristo (desde 1484) e alcaide-mor de Nisa.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><em>Gravura de Jos\u00e9 Bastos, que recria o feito de Duarte de Almeida na Batalha de Toro em 1476. <\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><em>(Biblioteca Nacional)<\/em><\/p>\n<h2 class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 12pt;\"><a href=\"http:\/\/www.bnportugal.gov.pt\/\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter wp-image-3144 size-full\" src=\"https:\/\/dnacidadania.com.br\/antigo\/wp-content\/uploads\/2021\/10\/captura-de-tela-2021-10-26-as-15.53.40.png\" alt=\"\" width=\"463\" height=\"557\" srcset=\"https:\/\/www.dnacidadania.com.br\/antigo\/wp-content\/uploads\/2021\/10\/captura-de-tela-2021-10-26-as-15.53.40.png 463w, https:\/\/www.dnacidadania.com.br\/antigo\/wp-content\/uploads\/2021\/10\/captura-de-tela-2021-10-26-as-15.53.40-249x300.png 249w\" sizes=\"auto, (max-width: 463px) 100vw, 463px\" \/><\/a>Dinastia de Abrantes<\/span><\/h2>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">Os Almeida do s\u00e9culo XV e XVI, em termos de notoriedade hist\u00f3rica, s\u00e3o, pode dizer-se, no entanto, os descendentes de <strong>Fern\u00e3o \u00c1lvares de Almeida<\/strong>, rico-homem pr\u00f3ximo D. Jo\u00e3o I, alcaide-mor de Abrantes e, depois, de <strong>Diogo Fernandes de Almeida<\/strong>, tamb\u00e9m alcaide-mor daquela cidade e de Punhete (hoje Const\u00e2ncia).<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\"><strong>Lopo de Almeida<\/strong>, neto de Fern\u00e3o \u00c1lvares, homem muito pr\u00f3ximo e de confian\u00e7a dos reis D. Duarte e de D. Afonso V, oi por este feito conde de Abrantes em 1476. E a sua descend\u00eancia directa inclui nomes como <strong>Jo\u00e3o de Almeida<\/strong> (2\u00b0 conde), guarda-mor de D. Jo\u00e3o II, membro do Conselho Real e vedor da Fazenda; Diogo Fernandes de Almeida, 6\u00b0 Prior do Crato, monteiro-mor de D. Jo\u00e3o II e alcaide-mor de Torres Novas; <strong>Bernardim de Almeida<\/strong>, tamb\u00e9m fidalgo da Casa de D. Jo\u00e3o II que combateu na campanha contra o sult\u00e3o de Fez, no norte de \u00c1frica; <strong>Jorge de Almeida<\/strong>, bispo de Coimbra e conde Arganil; Fernando de Almeida, embaixador em Roma, n\u00fancio papal e bispo de Ceuta; e, principalmente, <strong>Francisco de Almeida<\/strong> (1450-1510), primeiro vice-Rei da \u00cdndia.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><em>Francisco de Almeida, numa imagem do s\u00e9culo XVI, inclu\u00edda na galeria de vice-reis e governadores da \u00cdndia do &#8220;Livro de Lisuarte de Abreu&#8221;.\u00a0<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><em>(Biblioteca Nacional)<\/em><\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-3145\" src=\"https:\/\/dnacidadania.com.br\/antigo\/wp-content\/uploads\/2021\/10\/captura-de-tela-2021-10-26-as-16.00.18.png\" alt=\"\" width=\"605\" height=\"924\" srcset=\"https:\/\/www.dnacidadania.com.br\/antigo\/wp-content\/uploads\/2021\/10\/captura-de-tela-2021-10-26-as-16.00.18.png 605w, https:\/\/www.dnacidadania.com.br\/antigo\/wp-content\/uploads\/2021\/10\/captura-de-tela-2021-10-26-as-16.00.18-196x300.png 196w\" sizes=\"auto, (max-width: 605px) 100vw, 605px\" \/><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">O mais famoso dos Almeida de Abrantes partiu para o Oriente em 1505 para afirmar o, ent\u00e3o, incipiente dom\u00ednio portugu\u00eas, amea\u00e7ado pelo sult\u00e3o do Egipto. Fundou v\u00e1rias fortalezas, sediou o Governo em Cochim e proibiu a navega\u00e7\u00e3o mercante n\u00e3o portuquesa ou aliada na zona. A sua atua\u00e7\u00e3o b\u00e9lica conduziu a in\u00fameros recontros e batalhas (o seu filho Louren\u00e7o de Almeida perdeu a vida em Cha\u00fal, num combate naval com for\u00e7as de Diu e do Egipto). Francisco de Almeida vingou a morte do filho com uma estrondosa vit\u00f3ria naval em Diu (1509). O vice-Rei foi substitu\u00eddo no cargo por Afonso de Albuquerque e morreu durante o regresso a Portugal, num combate perto do Cabo da Boa Esperan\u00e7a.<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">A gera\u00e7\u00e3o seguinte inclui nomes como o j\u00e1 referido <strong>Louren\u00e7o de Almeida<\/strong>, filho do vice-Rei, morto em combate em 1508; o 3\u00b0 conde, <strong>Lopo de Almeida<\/strong> vedor da fazenda de D. Manuel I; <strong>Garcia de Almeida<\/strong> (bastardo do 2\u00b0 conde), primeiro reitor da Universidade de Coimbra, quando esta foi transferida de Lisboa (em Abril 1537); ou <strong>Lopo de Almeida<\/strong>, filho do 6\u00b0 prior do Crato, capit\u00e3o-mor de uma das esquadras do Oriente.<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">Por sua vez, um outro <strong>Lopo de Almeida<\/strong> (1524-1584), padre, humanista, neto do 2\u00b0 conde, foi preso pela Inquisi\u00e7\u00e3o por ser reformista, condenado, perdoado. Deixou em testamento toda a sua enorme fortuna e rendimentos \u00e0 Miseric\u00f3rdia do Porto para fundar um estabelecimento hospitalar que veio a ser o Hospital Real de Santo Ant\u00f3nio, estabelecido na Cordoaria.<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\"><strong>Miguel de Almeida<\/strong> (1560-1650), tamb\u00e9m um dos netos do 2\u00b0 conde, foi um dos mais destacados conjurados de 1640. Ter\u00e1 dele partido a iniciativa de aproveitar a revolta da Catalunha para desencadear o golpe. E foi ele que, j\u00e1 com 80 anos, deu o sinal para o arranque da revolu\u00e7\u00e3o e quem, de uma das janelas do Pa\u00e7o da Ribeira, deu os brados por D. Jo\u00e3o IV. Foi distinguido com o t\u00edtulo de 4\u00b0 Conde de Abrantes e foi vedor da fazenda e membro do Conselho de D. Jo\u00e3o IV.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><em>Gravura alusiva ao 1\u00ba de dezembro de 1640 e a aclama\u00e7\u00e3o de D. Jo\u00e3o IV. <\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><em>(Biblioteca Nacional)<\/em><\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-3146\" src=\"https:\/\/dnacidadania.com.br\/antigo\/wp-content\/uploads\/2021\/10\/captura-de-tela-2021-10-26-as-16.05.13.png\" alt=\"\" width=\"519\" height=\"396\" srcset=\"https:\/\/www.dnacidadania.com.br\/antigo\/wp-content\/uploads\/2021\/10\/captura-de-tela-2021-10-26-as-16.05.13.png 519w, https:\/\/www.dnacidadania.com.br\/antigo\/wp-content\/uploads\/2021\/10\/captura-de-tela-2021-10-26-as-16.05.13-300x229.png 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 519px) 100vw, 519px\" \/><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">Entre familiares pr\u00f3ximos da <em>dinastia<\/em> de Abrantes podem tamb\u00e9m referir-se os nomes de <strong>Fra<\/strong><strong>ncisco de Almeida<\/strong>, governador de algumas pra\u00e7as marroquinas, que foi nomeado em 1593, por Filipe II, para governador de Angola. Abandonou o cargo em 1594, sendo substitu\u00eddo interinamente por <strong>Jer\u00f3nimo de Almeid<\/strong>a, seu irm\u00e3o.<\/p>\n<h2 class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 12pt;\">Avintes, Assumar, Lavradio e Alorna<\/span><\/h2>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">A partir diretamente da Casa de Abrantes ou com ela ligada por la\u00e7os de parentesco, v\u00e1rios outros personagens e t\u00edtulos de nobreza surgiram com o apelido Almeida, particularmente a partir dos come\u00e7os da quarta dinastia.<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">\u00c9 o caso de <strong>Lu\u00eds de Almeida<\/strong>, o \u00faltimo governador portugu\u00eas de T\u00e2nger, feito conde de Avintes em 1664 por D. Afonso VI. Distinguiu-se no per\u00edodo da Restaura\u00e7\u00e3o como mestre de campo de um ter\u00e7o de Infantaria. Participou na expedi\u00e7\u00e3o para socorrer a cidade da Ba\u00eda (1647), comandada por Lu\u00eds da Silva Teles, e foi, entre 1652 e 1658 governador e capit\u00e3o-general do Rio de Janeiro.<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">O seu filho <strong>Miguel de Almeida<\/strong> serviu na \u00edndia, governou Mo\u00e7ambique e, j\u00e1 no final da vida, sucedeu a D. Rodrigo da Costa como governador da India (1690-1691).<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\"><strong>Tom\u00e1s de Almeida<\/strong>, por sua vez, um dos netos do 1\u00b0 conde de Avintes, foi o primeiro cardeal Patriarca de Lisboa (1737).<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">Doutor em C\u00e2nones por Coimbra, foi um protegido de D. Pedro II de quem foi chanceler-mor. Foi escriv\u00e3o da puridade de D. Jo\u00e3o V e bispo de Viseu e do Porto.<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">Entretanto, 1\u00b0 conde e 1\u00b0 marqu\u00eas do Lavradio, <strong>Ant\u00f3nio de Almeida Soares Portugal de Alar\u00e3o E\u00e7a e Melo<\/strong>, tamb\u00e9m 3\u00b0 conde de Avintes, desempenhou os cargos de governador e capit\u00e3o-general de Angola (1748) e do Brasil (1759).<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">Anos depois (1769), o 2\u00b0 marqu\u00eas, <strong>Luis de Almeida Soares Portugal de Alar\u00e3o E\u00e7a e Melo<\/strong>, foi o 11\u00b0 vice-Rei de Brasil. J\u00e1 o 3\u00ba marqu\u00eas e 5\u00b0 conde de Avintes, <strong>Ant\u00f3nio M\u00e1ximo de Almeida Portugal Soares Alar\u00e3o Melo Ataide E\u00e7a Mascarenhas Silva e Lancastre<\/strong>, mordomo-mor de D. Jo\u00e3o VI, deputado da Junta dos Tr\u00eas Estados, Par do Reino (1826) jurou a Carta Constitucional. Quando D. Miquel se proclamou Rei absoluto, recusou atrai\u00e7oar o seu compromisso e por isso foi perseguido e for\u00e7ado a exilar-se em Inglaterra (1828). Da\u00ed passou a Bruxelas e, depois, a Paris, onde faleceu em 1833, com apenas 41 anos.<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">Por outro lado, <strong>Pedro de Almeida Portugal<\/strong> (1630-1679), descendente dos Almeidas da Casa de Abrantes, feito 20 conde de Assumar em 1667, foi senador da C\u00e2mara de Lisboa, deputado \u00e0 Junta dos Tr\u00eas Estados, vedor da Casa Real. Foi mestre de campo na guerra da Restaura\u00e7\u00e3o, vice-Rei da \u00edndia desde 1667. Morreu em combate no ano de 1679, quando socorria Momba\u00e7a.<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\"><strong>Pedro Miguel de Almeida Portugal<\/strong> (1688-1756), tamb\u00e9m filho do 3\u00b0 conde Assumar, por seu turno, foi o 1\u00b0 marqu\u00eas de Alorna. Como militar, no Oriente submeteu o raj\u00e1 Bounsul\u00f3 e conquistou a pra\u00e7a forte de Alorna, \u00edndia, (1746). Combateu muito jovem, na Guerra da Sucess\u00e3o de Espanha, e foi, depois, capit\u00e3o-general de Minas Gerais e vice-Rei da \u00edndia.<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\"><strong>Jo\u00e3o de Almeida Portugal<\/strong>, 2\u00b0 marqu\u00eas de Alorna (1726-1802), casado com uma senhora da fam\u00edlia dos T\u00e1voras, esteve preso cerca de 18 anos no forte da Junqueira por ordem do marqu\u00eas de Pombal, no \u00e2mbito do c\u00e9lebre processo. Foi reabilitado por D. Maria l e libertado. A sua filha, a escritora <strong>Leonor de Almeida Portugal<\/strong>, 4\u00aa marquesa de Alorna (1750-1839), foi encarcerada ainda crian\u00e7a (8 anos) no convento de Chelas, juntamente com a m\u00e3e e uma irm\u00e3. A\u00ed estudou durante 18 anos e formou uma cultura liter\u00e1ria e cient\u00edfica pouco usual para a \u00e9poca. Transformou o con- vento, primeiro, e a sua casa, depois, num centro de debate e de novas ideias est\u00e9ticas, onde se reuniam grandes nomes da cultura portuguesa de ent\u00e3o. Membro da <em>Arc\u00e1dia<\/em>, adoptou, como era uso, o nome de <em>Alcipe<\/em>. Teve a sua obra editada em 1844, sob o t\u00edtulo <em>Obras Po\u00e9ticas da Marquesa de Alorna<\/em>.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><em>A poetiza Leonor de Almeida Portugal passou \u00e0 hist\u00f3ria da cultura portuguesa com a sua designa\u00e7\u00e3o titular: <strong>marquesa de Alorna<\/strong><\/em><\/p>\n<h2 class=\"p1\" style=\"text-align: center;\"><span style=\"font-size: 12pt;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-3147\" src=\"https:\/\/dnacidadania.com.br\/antigo\/wp-content\/uploads\/2021\/10\/captura-de-tela-2021-10-26-as-16.16.56.png\" alt=\"\" width=\"472\" height=\"658\" srcset=\"https:\/\/www.dnacidadania.com.br\/antigo\/wp-content\/uploads\/2021\/10\/captura-de-tela-2021-10-26-as-16.16.56.png 472w, https:\/\/www.dnacidadania.com.br\/antigo\/wp-content\/uploads\/2021\/10\/captura-de-tela-2021-10-26-as-16.16.56-215x300.png 215w\" sizes=\"auto, (max-width: 472px) 100vw, 472px\" \/><\/span><\/h2>\n<h2 class=\"p1\" style=\"text-align: left;\"><span style=\"font-size: 12pt;\">Militares e mission\u00e1rios<span class=\"Apple-converted-space\">\u00a0<\/span><\/span><\/h2>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">De regresso ao in\u00edcio do s\u00e9culo XVI, muitos Almeidas se distinguiram militarmente em particular em \u00c1frica e no Oriente, no per\u00edodo de afirma\u00e7\u00e3o imperial portuguesa.<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\"><strong>Pedro \u00c1lvares de Almeida<\/strong>, natural de Guimar\u00e3es, fidalgo da Casa de D. Manuel 1, por exemplo, serviu o conde de Richmond, futuro Henrique VII de Inglaterra e combateu nas guerras das Duas Rosas. Como recompensa (1501) pela sua ac\u00e7\u00e3o passou a poder usar no seu bras\u00e3o uma parte das armas reais inglesas (um l\u00edrio e metade de uma rosa vermelha). Distinguiu-se, depois, em combate no norte de \u00c1frica.<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">Para a \u00edndia foi <strong>Duarte de Almeida<\/strong> acompanhando Afonso de Albuquerque (1505-1510). Ali foi ferido em combate e, depois, nomeado estribeiro-mor de Goa. Sob as ordens de Albuquerque serviu tamb\u00e9m <strong>Gon\u00e7alo de Almeida<\/strong> que morreu em combate (1511) em Malaca. O mesmo sucedeu, anos depois (1546) a <strong>Francisco de Almeid<\/strong>a, comandante de um dos navios que socorreram Diu. <strong>Diogo de Almeida<\/strong> (cc. 1540), por sua vez, tamb\u00e9m batalhou na \u00edndia, sob o comando de Martim Afonso de Sousa e depois de Diogo Lopes de Sousa. Foi governador de Goa e membro da junta governativa de D. Jo\u00e3o de Castro.<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">Mais tarde, <strong>Luis de Brito e Almeida<\/strong>, fidalgo da Casa de D. Sebasti\u00e3o, foi governador-geral das capitanias do norte do Brasil (1572-1578) e <strong>Duarte de Almeida<\/strong>, comendador do Sardoal, foi embaixador de D. Jo\u00e3o III em Espanha e membro do Conselho de D. Sebasti\u00e3o. Dois dos seus filhos (Lopo e Jo\u00e3o) morreram em Alc\u00e1cer Quibir.<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\"><strong>Isidro de Almeida<\/strong>, natural do Algarve, serviu D. Jo\u00e3o III e D. Sebasti\u00e3o (1540-1570) como engenheiro militar, no norte de \u00c1frica, tomando parte no cerco de Mazag\u00e3o. <strong>Jo\u00e3o Fernandes de Almeida<\/strong>, por seu turno, foi anos mais tarde, governador de Mo\u00e7ambique em 1703 e em 1712 e Conselheiro do Estado da \u00edndia (1707).<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">Na \u00e1rea da difus\u00e3o da f\u00e9 cat\u00f3lica, destaque para nomes como <strong>Ant\u00f3nio de Almeida<\/strong> (1557-1591), mission\u00e1rio jesu\u00edta na \u00edndia e na China e <strong>Manuel de Almeida<\/strong> (1571-1646), mission\u00e1rio na Eti\u00f3pia e provincial jesu\u00edta de Goa. Completou a Hist\u00f3ria de Eti\u00f3pia a Alta, iniciada por Pedro Pais, cuja primeira edi\u00e7\u00e3o (Baltasar Teles) data de 1660 ou para <strong>Apolinar de Almeida<\/strong> (1587-1638) bispo de Niceia e patriarca da Eti\u00f3pia.<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\"><strong>Jos\u00e9 Bernardo de Almeida<\/strong> (1728-1805), por seu lado, foi mission\u00e1rio jesu\u00edta na China, a partir de 1759, ali trabalhou como farmac\u00eautico e m\u00e9dico. Presidiu ao Tribunal das Matem\u00e1ticas e foi feito mandarim pelo imperador chin\u00eas. Faleceu em Pequim.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><em>Gravura de 1833 de Antonio d&#8217;Almeida, 3\u00ba marqu\u00eas de Lavradio, de autoria de Isabel de Sousa e litografia de Th\u00e9odore Sauv\u00e9 (Paris).<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><em>(Biblioteca Nacional)<\/em><\/p>\n<h2 class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 12pt;\"><strong><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-3148\" src=\"https:\/\/dnacidadania.com.br\/antigo\/wp-content\/uploads\/2021\/10\/captura-de-tela-2021-10-26-as-16.22.14.png\" alt=\"\" width=\"465\" height=\"358\" srcset=\"https:\/\/www.dnacidadania.com.br\/antigo\/wp-content\/uploads\/2021\/10\/captura-de-tela-2021-10-26-as-16.22.14.png 465w, https:\/\/www.dnacidadania.com.br\/antigo\/wp-content\/uploads\/2021\/10\/captura-de-tela-2021-10-26-as-16.22.14-300x231.png 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 465px) 100vw, 465px\" \/>Artes, of\u00edcios e ci\u00eancia<span class=\"Apple-converted-space\">\u00a0<\/span><\/strong><\/span><\/h2>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">Nem s\u00f3 de nobres, guerreiros e mission\u00e1rios se faz, no entanto, a hist\u00f3ria dos Almeidas. Noutras \u00e1reas se distinguiram v\u00e1rias personalidades com aquele apelido. <strong>Gil Vicente de Almeida<\/strong> (1553-1626), por exemplo, neto de Gil Vicente, foi, tal como o seu av\u00f4, autor dram\u00e1tico, cavaleiro-fidalgo da Casa Real e juiz de Torres Vedras ou <strong>Crist\u00f3v\u00e3o de Almeida<\/strong>, que foi arquitecto de certo renome no tempo de D. Manuel I.<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">Em meados do s\u00e9culo XVII, destaque muito especial para <strong>Jo\u00e3o Ferreira de Almeida<\/strong>, que emigrou muito jovem para a Holanda onde se converteu ao calvinismo, igreja de que foi pastor. Esteve em Malaca, e foi o autor da primeira tradu\u00e7\u00e3o integral da B\u00edblia para portugu\u00eas. Ou para <strong>Ant\u00f3nio de Almeida<\/strong>, escritor e m\u00fasico, mestre de capela da S\u00e9 do Porto. E tamb\u00e9m para <strong>Br\u00e1s de Almeida<\/strong>, pintor e escultor, professor de escultura e pintura, que trabalhou em Portugal<span class=\"Apple-converted-space\">\u00a0<\/span>e Espanha e foi o autor do ret\u00e1bulo da ermida da Senhora da Sa\u00fade (Mouraria).<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">J\u00e1 no s\u00e9culo seguinte, <strong>Francisco Tomas de Almeida<\/strong> (1772-1366) destacou-se como artista-gravador de grande qualidade. Disc\u00edpulo de Bartolozzi, exerceu na Casa Liter\u00e1ria e na Imprensa R\u00e9gia, e ensinou na Academia de Balas Artes e na Aula do Arsenal do Ex\u00e9rcito.<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">Um outro Almeida, <strong>Sebasti\u00e3o In\u00e1cio<\/strong>, mestre de pintura da Fabrica de Lou\u00e7a do Rato (1771-79), reformou, juntamente com o seu irm\u00e3o <strong>Jos\u00e9 Baptista de Almeida<\/strong> aquela unidade fabril, projectando-a para n\u00edveis, \u00e0 \u00e9poca, de alta qualidade.<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">Num outro plano, o padre <strong>Teodoro de Almeida<\/strong> (1722-1804), da congrega\u00e7\u00e3o do Orat\u00f3rio, foi escritor, cientista, introdutor do experimentalismo cient\u00edfico em Portugal. Foi perseguido pelo marqu\u00eas de Pombal. Esteve 17 anos exilado na Holanda e em Fran\u00e7a, onde lecionou F\u00edsica, Geometria e Geografia. Com a sa\u00edda de Pombal do Governo, regressou a Portugal, e, com o Duque de Laf\u00f5es, foi um dos fundadores da Academia das Ci\u00eancias.<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">Na \u00e1rea da Medicina, <strong>Francisco Jos\u00e9 de Almeida<\/strong> (1755-1844), ainda estudante em Coimbra, foi preso pela Inquisic\u00e3o devido \u00e0s suas ideias pol\u00edticas, sob a acusa\u00e7\u00e3o de heresia. Passou tr\u00eas anos encarcerado. Exilou-se, depois, em Fran\u00e7a e na Holanda onde completou a sua forma\u00e7\u00e3o. No regresso a Portugal conquistou grande notoriedade como cl\u00ednico. Foi feito bar\u00e3o de Almeida em 1835.<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">O seu contempor\u00e2neo <strong>Ant\u00f3nio de Almeida<\/strong> (1761-1822), m\u00e9dico cirurgi\u00e3o, formou-se em Inglaterra, foi membro do Royal College of Surgeons de Londres, e \u00e9 considerado o grande renovador da t\u00e9cnica cir\u00fargica em Portugal.<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">Destaque, ainda, para <strong>Francisco de Almeida Portugal<\/strong> (1797-1870), oitavo filho do 3\u00b0 marqu\u00eas do Lavradio, diplomata e figura de relevo do liberalismo. Foi conselheiro de embaixada em Madrid (1818) e Paris (1819), encarregado de neg\u00f3cios nos Estados Unidos (1824) e ministro dos Estrangeiros, no governo da reg\u00eancia de D. Isabel Maria (1826-27). Ap\u00f3s a vit\u00f3ria miguelista (1828), exilou-se em Paris, onde recebeu de D. Pedro IV a tarefa de zelar pela futura Rainha D. Maria II e de trabalhar como embaixador da sua causa na capital francesa. Com a vit\u00f3ria liberal, regressou e foi agraciado com o t\u00edtulo de 2\u00b0 conde do Lavadio e elevado a Par do Reino. Voltou \u00e0 carreira diplom\u00e1tica (Madrid) e, em 1846, ao Governo, de novo como respons\u00e1vel pelos Neg\u00f3cios Estrangeiros. Entre 1851 e 1869 foi embaixador em Londres e at\u00e9 1870 em Roma.<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\"><strong>Tr\u00eas escritores e um Presidente<span class=\"Apple-converted-space\">\u00a0<\/span><\/strong><\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">No que respeita \u00e0 Letras, tr\u00eas autores de apelido Almeida fazem parte da nossa hist\u00f3ria cultural. \u00c0 cabe\u00e7a, uma das maiores figuras da Literatura portuguesa: <strong>Jo\u00e3o Baptista de Almeida Garrett<\/strong> (1799-1854) deixou para a posteridade v\u00e1rias obras liter\u00e1rias precursoras do romantismo em Portugal com destaque para Frei Luis de Sousa e Viagens na Minha Terra. Liberal exilado (por duas vezes), combatente na guerra civil, foi depois do triunfo progressista, deputado, cronista-mor e Par do Reino e ministro dos Neg\u00f3cios Estrangeiros num governo de Saldanha. A ele se deve a cria\u00e7\u00e3o do Conservat\u00f3rio de Arte Dram\u00e1tica, a Inspec\u00e7\u00e3o Geral dos Teatros e o Teatro Nacional, pensado como teatro modelo. Foi no contexto de produ\u00e7\u00e3o de pe\u00e7as dram\u00e1ticas que pudessem ser representadas no Teatro Nacional que surgiram as suas obras <em>Um Auto de Gil Vicente e D. Filipa de Vilhena<\/em>.<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">Segundo os estudiosos, estas mais n\u00e3o s\u00e3o do que obras preparat\u00f3rias de <em>Frei Lu\u00eds de Sousa<\/em>, uma verdadeira trag\u00e9dia crist\u00e3, por muitos considerada a sua obra-prima. Os poemas <em>Folhas Ca\u00eddas<\/em>, publicados em 1853, d\u00e3o conta, por seu turno, das suas paix\u00f5es e dos seus dramas, tema esse que \u00e9 reatado em <em>Viagens na Minha Terra<\/em>.<\/p>\n<blockquote><p><em>Folhas Ca\u00eddas<\/em> \u00e9 uma colect\u00e2nea de poesias escritas por Almeida Garrett e publicada na fase final da sua vida, em Abril de 1853, um ano antes de morrer, em 9 de dezembro de 1854.<\/p><\/blockquote>\n<p style=\"text-align: center;\"><em>Almeida Garrett numa litografia a preto e branco de Maur\u00edcio Jos\u00e9 do Carmo Sendim, impressa em 1834.<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><em>(Biblioteca Nacional)<\/em><\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-3149\" src=\"https:\/\/dnacidadania.com.br\/antigo\/wp-content\/uploads\/2021\/10\/captura-de-tela-2021-10-26-as-16.32.48.png\" alt=\"\" width=\"472\" height=\"539\" srcset=\"https:\/\/www.dnacidadania.com.br\/antigo\/wp-content\/uploads\/2021\/10\/captura-de-tela-2021-10-26-as-16.32.48.png 472w, https:\/\/www.dnacidadania.com.br\/antigo\/wp-content\/uploads\/2021\/10\/captura-de-tela-2021-10-26-as-16.32.48-263x300.png 263w\" sizes=\"auto, (max-width: 472px) 100vw, 472px\" \/><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\"><strong>Nicolau Tolentino de Almeida<\/strong> (1740-1811), por sua vez, foi um poeta que se notabilizou pela s\u00e1tira social, pondo a nu os rid\u00edculos da sociedade do seu tempo. Escreveu entre outras, <em>Obras Po\u00e9ticas e S\u00e1tiras e Esp\u00edstolas.<\/em><\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">J\u00e1 o m\u00e9dico e escritor <strong>Jos\u00e9 Fialho de Almeida<\/strong> (1857-1911), autor ir\u00f3nico, depressivo e pol\u00e9mico, escreveu <em>A Cidade do V\u00edcio e O Pa\u00eds das Uvas<\/em>. As suas cr\u00f3nicas, artigos pol\u00edticos, cartas, mem\u00f3rias e livros de viagem est\u00e3o agrupados, entre outros, em <em>Os Gatos, Pasquinadas, Lisboa Galante, Vida Ir\u00f3nica, \u00c0 Esquina e Barbear, Pentear.<\/em><\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">Finalmente, o \u00fanico Chefe de Estado com o apelido foi <strong>Ant\u00f3nio Jos\u00e9 de Almeida<\/strong> (1866-1929). Estudava ainda Medicina em Coimbra quando publicou no jornal da faculdade um artigo de opini\u00e3o sugestivamente intitulado Bragan\u00e7a, o \u00daltimo. Foi processado e condenado a tr\u00eas meses de pris\u00e3o pelos insultos \u00e0 Monarquia. Terminado o curso, foi exercer medicina para S\u00e3o Tom\u00e9 onde permaneceu at\u00e9 1903. Mal regressou a Lisboa, dedicou-se \u00e0 pol\u00edtica activa. Foi eleito deputado no Parlamento mon\u00e1rquico em 1906 e, ap\u00f3s a implanta\u00e7\u00e3o da Rep\u00fablica, em 1910, foi deputado, ministro do seu primeiro Governo e exerceu outros cargos em v\u00e1rios executivos e no Parlamento. Mais tarde, fundou um dos tr\u00eas partidos do novo regime e juntou-lhe o hist\u00f3rico jornal <em>Rep\u00fablica<\/em>.<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">Em 1919 foi eleito 7\u00b0 Presidente, cargo que exerceu at\u00e9 1923. Apesar do seu per\u00edodo como Chefe de Estado ter sido bastante conturbado (empossou 16 governos), foi o \u00fanico Presidente que, at\u00e9 1926, completou o mandato para que foi eleito.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><em>Ant\u00f3nio Jos\u00e9 de Almeida foi o \u00fanico Presidente que, durante a I Rep\u00fablica (at\u00e9 1926), completou o seu mandato. <\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><em>(Presidente da Rep\u00fablica)<\/em><\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-3150\" src=\"https:\/\/dnacidadania.com.br\/antigo\/wp-content\/uploads\/2021\/10\/captura-de-tela-2021-10-26-as-16.37.50.png\" alt=\"\" width=\"471\" height=\"788\" srcset=\"https:\/\/www.dnacidadania.com.br\/antigo\/wp-content\/uploads\/2021\/10\/captura-de-tela-2021-10-26-as-16.37.50.png 471w, https:\/\/www.dnacidadania.com.br\/antigo\/wp-content\/uploads\/2021\/10\/captura-de-tela-2021-10-26-as-16.37.50-179x300.png 179w\" sizes=\"auto, (max-width: 471px) 100vw, 471px\" \/><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 10pt;\"><em>Fonte: Apelidos Portugueses, Prosafeita.<\/em><\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>ALMEIDA! Qual a origem do apelido? Da Hist\u00f3ria Talmeyda Fronteiri\u00e7a A origem do apelido Almeida \u00e9 topon\u00edmica e existem em\u00a0Portugal mais de 250 mil cidad\u00e3os com tal sobrenome. Os estudiosos dividem-se sobre a sua proveni\u00eancia, admitindo-se duas vias, hoje indistintas, para o seu aparecimento, a partir do s\u00e9culo XIII. A primeira \u00e9 a da vila [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":3152,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[1,379],"tags":[381,125,380],"class_list":["post-3139","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-noticias","category-sobrenomes-e-apelidos-portugueses","tag-almeida","tag-almeida-garrett","tag-sobrenome-almeida"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.dnacidadania.com.br\/antigo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3139","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.dnacidadania.com.br\/antigo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.dnacidadania.com.br\/antigo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.dnacidadania.com.br\/antigo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.dnacidadania.com.br\/antigo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=3139"}],"version-history":[{"count":4,"href":"https:\/\/www.dnacidadania.com.br\/antigo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3139\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":3153,"href":"https:\/\/www.dnacidadania.com.br\/antigo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3139\/revisions\/3153"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.dnacidadania.com.br\/antigo\/wp-json\/wp\/v2\/media\/3152"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.dnacidadania.com.br\/antigo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=3139"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.dnacidadania.com.br\/antigo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=3139"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.dnacidadania.com.br\/antigo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=3139"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}