{"id":1539,"date":"2019-07-29T14:25:27","date_gmt":"2019-07-29T13:25:27","guid":{"rendered":"https:\/\/www.dnacidadania.com.br\/?p=1539"},"modified":"2019-07-29T17:16:42","modified_gmt":"2019-07-29T16:16:42","slug":"almeida-a-historia-do-sobrenome-em-portugal","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.dnacidadania.com.br\/antigo\/almeida-a-historia-do-sobrenome-em-portugal\/","title":{"rendered":"ALMEIDA  Conhe\u00e7a os mais famosos da hist\u00f3ria de Portugal!"},"content":{"rendered":"<p>[vc_row][vc_column][vc_column_text css=&#8221;.vc_custom_1564415156554{margin-bottom: 0px !important;}&#8221;]<\/p>\n<h1><span style=\"font-size: 12pt;\"><strong>ALMEIDA &#8211; HIST\u00d3RIA DO SOBRENOME EM PORTUGAL<\/strong><\/span><\/h1>\n<p>DA HIST\u00d3RICA<strong> TALMEYDA<\/strong> FRONTEIRI\u00c7A<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter wp-image-1544\" src=\"https:\/\/dnacidadania.com.br\/antigo\/wp-content\/uploads\/2019\/07\/almeida-origem-e-historia-do-sobrenome-em-portugal-6-300x204.jpg\" alt=\"\" width=\"500\" height=\"340\" srcset=\"https:\/\/www.dnacidadania.com.br\/antigo\/wp-content\/uploads\/2019\/07\/almeida-origem-e-historia-do-sobrenome-em-portugal-6-300x204.jpg 300w, https:\/\/www.dnacidadania.com.br\/antigo\/wp-content\/uploads\/2019\/07\/almeida-origem-e-historia-do-sobrenome-em-portugal-6-768x522.jpg 768w, https:\/\/www.dnacidadania.com.br\/antigo\/wp-content\/uploads\/2019\/07\/almeida-origem-e-historia-do-sobrenome-em-portugal-6-1024x696.jpg 1024w\" sizes=\"auto, (max-width: 500px) 100vw, 500px\" \/><\/p>\n<p>A origem do apelido <strong>Almeida<\/strong> \u00e9 topon\u00edmica e existem em Portugal mais de 250 mil cidad\u00e3os com tal sobrenome. Os estudiosos dividem-se entre a sua proveni\u00eancia, admitindo-se duas vias, hoje indistintas para o seu aparecimento, a partir do s\u00e9culo XIII.<\/p>\n<p>A primeira \u00e9 a da vila fronteiri\u00e7a de Almeida (na origem, Talmeyda, que em \u00e1rabe significa <strong>Mesa<\/strong>) conquistada e perdida em sucessivas ocasi\u00f5es por crist\u00e3os e mu\u00e7ulmanos ao longo dos s\u00e9culos XII e XIII.<\/p>\n<p>Um dos seus conquistadores, no tempo de D. Sancho I, ter\u00e1 sido Paio Guterres (de Almeida), descendente de Egas Moniz, que passou \u00e0 hist\u00f3ria com o nome de Almeid\u00e3o.<\/p>\n<p>No final do s\u00e9culo XIII, a vila, ent\u00e3o disputada por Portugal e pelo Reino de Le\u00e3o passou a fazer parte do territ\u00f3rio portugu\u00eas pelo tratado de Alcanises, celebrado, em Setembro de 1297, por D. Dinis (de quem a vila recebera foral no ano anterior) e D. Fernando IV de Le\u00e3o e Castela.<\/p>\n<p>A segunda via, geralmente a preferida pelos genealogistas, tem origem apontada em Fern\u00e3o Canelas, senhor das quintas do Pinheiro e de Canelas, e ao filho Jo\u00e3o Fernandes de Almeida, personagem que figura nas inquiri\u00e7\u00f5es de 1258 (de Afonso III).<\/p>\n<p>A\u00ed se refere que ter\u00e1 comprado ou ganho a herdade de Cavalaria, no termo de Azurara da Beira (hoje, Mangualde), e que fundou (entre 1226 e 1245) uma aldeia denominada Almeida naquela regi\u00e3o, mais tarde, hoje integrada na cidade de Mangualde.<\/p>\n<p>No entanto, as duas hip\u00f3teses cruzar-se-\u00e3o em Louren\u00e7o Anes de Almeida, muito provavelmente neto de Jo\u00e3o Fernandes de Almeida, que, no final do s\u00e9culo XIII foi alcaide das pra\u00e7as fortes de Castelo Mendo e de Linhares.<\/p>\n<p>A primeira, muito pr\u00f3xima da de Almeida, integra-se na linha de fortifica\u00e7\u00f5es reconstru\u00eddas ou edificadas por D.Dinis na linha fronteiri\u00e7a de Ribac\u00f4a; a segunda, tamb\u00e9m, na zona denominada por Almeida, fez partes dos castelos integrantes dos sistemas defensivos da bacia do Mondego, na retaguarda dos existentes na raia, ao longo do rio C\u00f4a.<\/p>\n<p>Seja como for, a verdade \u00e9 que nos s\u00e9culos XIV e XV, o apelido j\u00e1 se tinha espalhado um pouco por todo o territ\u00f3rio.<\/p>\n<p>A lend\u00e1ria figura da Padeira de Aljubarrota, personificada num tal <strong>Brites de Almeida<\/strong>, aventureira, matadora de castelhanos \u00e0 pazada ap\u00f3s Aljubarrota, em 1385, natural do Algarve \u2013 segundo uns de Loul\u00e9, outros de Faro, ou de um qualquer lugar entres as duas localidades \u2013 exemplifica o facto de, em meados do s\u00e9culo XIV, o apelido j\u00e1 ter ra\u00edzes populares na zona mais setentrional do pa\u00eds.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong>Um monumento em Aljubarrota evoca a lend\u00e1ria interven\u00e7\u00e3o de Brites de Almeida em 14 de agosto de 1385.<\/strong><\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter wp-image-1545\" src=\"https:\/\/dnacidadania.com.br\/antigo\/wp-content\/uploads\/2019\/07\/almeida-origem-e-historia-do-sobrenome-em-portugal-195x300.jpg\" alt=\"\" width=\"500\" height=\"768\" srcset=\"https:\/\/www.dnacidadania.com.br\/antigo\/wp-content\/uploads\/2019\/07\/almeida-origem-e-historia-do-sobrenome-em-portugal-195x300.jpg 195w, https:\/\/www.dnacidadania.com.br\/antigo\/wp-content\/uploads\/2019\/07\/almeida-origem-e-historia-do-sobrenome-em-portugal-768x1180.jpg 768w, https:\/\/www.dnacidadania.com.br\/antigo\/wp-content\/uploads\/2019\/07\/almeida-origem-e-historia-do-sobrenome-em-portugal-666x1024.jpg 666w\" sizes=\"auto, (max-width: 500px) 100vw, 500px\" \/><\/p>\n<p>Um outro exemplo \u00e9 o de <strong>Diogo Lopes de Almeida<\/strong>, companheiro de descobertas africanas de Afonso Gon\u00e7alves Baldaia (1436) com quem explorou a zona da Ponta da Gal\u00e9. Ou, Est\u00eav\u00e3o de Almeida, tamb\u00e9m navegador, companheiro de Nuno Trist\u00e3o, com quem morreu, em combate, em \u00c1frica, 60 l\u00e9guas a sul de Cabo Verde (1446).<\/p>\n<p>Ainda no s\u00e9culo XIV, um outro Almeida entrou na hist\u00f3ria e no imagin\u00e1rio dos portugueses pelos seus feitos. Trata-se de <strong>Duarte de Almeida<\/strong>, alferes de D. Afonso V, filho de Pedro Louren\u00e7o de Almeida q eu, no decorrer da batalha de Toro (1 de Mar\u00e7o de 1476), com partes das tropas portuguesas em debandada, se apoderou do abandonado estandarte Real, defendendo-o heroicamente. Cortaram-lhe uma m\u00e3o, depois outra, mas mesmo assim, apesar de decepado (alcunha por que ficou conhecido) manteve-o seguro com os cotos e os dentes, resistindo sempre.<\/p>\n<p>Acabou derrubado e sem o estandarte. Moribundo, foi feito prisioneiro e depois de tratado em Castela, voltou a Portugal alguns meses depois. Morreu, mais tarde, no Castelo de Vilarigas, que herdara de seu pai.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong>Gravura criada por Jos\u00e9 Bastos em 1900 da Batalha de Toro em 1476 &#8211; feito de Duarte de Almeida<\/strong><\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter wp-image-1546\" src=\"https:\/\/dnacidadania.com.br\/antigo\/wp-content\/uploads\/2019\/07\/almeida-origem-e-historia-do-sobrenome-em-portugal-1-202x300.jpg\" alt=\"\" width=\"500\" height=\"744\" srcset=\"https:\/\/www.dnacidadania.com.br\/antigo\/wp-content\/uploads\/2019\/07\/almeida-origem-e-historia-do-sobrenome-em-portugal-1-202x300.jpg 202w, https:\/\/www.dnacidadania.com.br\/antigo\/wp-content\/uploads\/2019\/07\/almeida-origem-e-historia-do-sobrenome-em-portugal-1-768x1143.jpg 768w, https:\/\/www.dnacidadania.com.br\/antigo\/wp-content\/uploads\/2019\/07\/almeida-origem-e-historia-do-sobrenome-em-portugal-1-688x1024.jpg 688w\" sizes=\"auto, (max-width: 500px) 100vw, 500px\" \/><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Num outro plano, <strong>Henrique de Almeida<\/strong>, por sua vez, poeta referenciado no Cancioneiro Geral, foi cavaleiro da Ordem de Cristo (desde 1484) e alcaide-mor de Nisa.<\/p>\n<h2><span style=\"font-size: 12pt;\"><strong>Dinastia de Abrantes<\/strong><\/span><\/h2>\n<p><strong>Os Almeidas<\/strong> dos s\u00e9culos XV e XVI, em termos de notoriedade hist\u00f3rica, s\u00e3o, pode-se dizer-se, no entanto, os descendentes de <strong>Fern\u00e3o \u00c1lvares de Almeida<\/strong>, rico-homem pr\u00f3ximo D. Jo\u00e3o I, alcaide-mor de Abrantes, e, depois, de <strong>Diogo Fernandes de Almeida<\/strong>, tamb\u00e9m alcaide-mor daquela cidade e de Punhete (hoje Const\u00e2ncia).<\/p>\n<p><strong>Lopo de Almeida<\/strong>, neto de Fern\u00e3o \u00c1lvares, homem muito pr\u00f3ximo de confian\u00e7a dos reis D. Duarte e de D. Afonso V, foi por este feito Conde de Abrantes em 1476. E a sua descend\u00eancia directa inclui nomes como<strong> Jo\u00e3o de Almeida<\/strong> (2\u00ba conde), guarda-mor de D. Jo\u00e3o II, membro do Conselho Real e vedor da Fazenda; <strong>Diogo Fernandes de Almeida<\/strong>, 6\u00ba Prior do Crato, monteiro-mor de D. Jo\u00e3o II e alcaide-mor de Torres Novas; <strong>Bernardim de Almeida<\/strong>, tamb\u00e9m fidalgo da casa de D. Jo\u00e3o II que combateu na campanha contra o sult\u00e3o de Fez, no norte da \u00c1frica; <strong>Jorge de Almeida<\/strong>, bispo de Coimbra e conde Arganil; Fernando de Almeida, embaixador em Roma, n\u00fancio papal de bispo de Ceuta; e, principalmente, <strong>Francisco de Almeida<\/strong> (1450\u20131510), primeiro vice-Rei da \u00cdndia.<\/p>\n<p>O mais famosos dos <strong>Almeidas de Abrantes<\/strong> partiu para o Oriente em 1505 para afirmar o, ent\u00e3o, incipiente dom\u00ednio portugu\u00eas amea\u00e7ado pelo sult\u00e3o do Egipto. Fundou v\u00e1rias fortalezas, sediou o governo em Cochim e proibiu a navega\u00e7\u00e3o mercante n\u00e3o portuguesa ou aliada na zona.<\/p>\n<p>A sua atua\u00e7\u00e3o b\u00e9lica conduziu a in\u00fameros recontros e batalhas (o seu filho <strong>Louren\u00e7o de Almeida<\/strong> perdeu a vida em Cha\u00fal, num combate naval com for\u00e7as de Diu e do Egipto). <strong>Francisco de Almeida<\/strong> vingou a morte do filho com uma estrondosa vit\u00f3ria naval em Diu 1509). O vice-Rei foi substitu\u00eddo no cargo por Afonso de Albuquerque e morreu durante o regresso a Portugal, num combate perto do Cabo da Boa Esperan\u00e7a.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong>Imagem do s\u00e9culo XVI de <span style=\"color: #801738;\">Francisco de Almeida<\/span>, inclu\u00edda na galeria de vice-reis e governadores da \u00cdndia do livro &#8220;Livro de Lisuarte de Abreu&#8221;. <em>Biblioteca Nacional<\/em><\/strong><\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter wp-image-1547\" src=\"https:\/\/dnacidadania.com.br\/antigo\/wp-content\/uploads\/2019\/07\/almeida-origem-e-historia-do-sobrenome-em-portugal-2-209x300.jpg\" alt=\"\" width=\"500\" height=\"718\" srcset=\"https:\/\/www.dnacidadania.com.br\/antigo\/wp-content\/uploads\/2019\/07\/almeida-origem-e-historia-do-sobrenome-em-portugal-2-209x300.jpg 209w, https:\/\/www.dnacidadania.com.br\/antigo\/wp-content\/uploads\/2019\/07\/almeida-origem-e-historia-do-sobrenome-em-portugal-2-768x1103.jpg 768w, https:\/\/www.dnacidadania.com.br\/antigo\/wp-content\/uploads\/2019\/07\/almeida-origem-e-historia-do-sobrenome-em-portugal-2-713x1024.jpg 713w\" sizes=\"auto, (max-width: 500px) 100vw, 500px\" \/><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>A gera\u00e7\u00e3o seguinte inclui nomes como j\u00e1 referido <strong>Louren\u00e7o de Almeida<\/strong> (1524-1584), filho do vice-Rei, morto em combate em 1508; o 3\u00ba conde, <strong>Lopo de Almeida<\/strong>, vedor da fazenda de D. Manuel I; <strong>Garcia de Almeida<\/strong> (bastardo do 2\u00ba conde), primeiro reitor da Universidade de Coimbra, quando esta foi transferida de Lisboa (em abril de 1537); ou <strong>Lopo de Almeida<\/strong>, filho do 6\u00ba prior do Crato, capit\u00e3o-mor de uma das esquadras do Oriente.<\/p>\n<p>Por sua vez, um outro <strong>Lopo de Almeida<\/strong> (1524-1584), padre, humanista, neto do 2\u00ba conde, foi preso pela Inquisi\u00e7\u00e3o por ser reformista, condenado, perdoado. Deixou em testamento toda a sua fortuna e rendimentos \u00e0 Miseric\u00f3rdia do Porto para fundar um estabelecimento hospitalar que veio a ser o Hospital Real de Santo Ant\u00f3nio, estabelecido na Cordoaria.<\/p>\n<p><strong>Miguel de Almeida<\/strong> (1560-1650), tamb\u00e9m um dos netos do 2\u00ba conde, foi um dos mais destacados conjurados de 1640. Ter\u00e1 dele partido a iniciativa de aproveitar a revolta da Catalunha para desencadear o golpe. E foi ele que, j\u00e1 com 80 anos, deu o sinal para ao arranque da revolu\u00e7\u00e3o e quem, de uma das janelas do Pa\u00e7o da Ribeira, deu os brados por D. Jo\u00e3o IV. Foi distinguido com o t\u00edtulo de 4\u00ba Conde de Abrantes e foi vedor da fazenda e membro do Conselho de D. Jo\u00e3o IV.<\/p>\n<p>Entre familiares pr\u00f3ximos da dinastia de Abrantes podem tamb\u00e9m referir-se os nomes de, <strong>Francisco de Almeida<\/strong>, governador de algumas pra\u00e7as marroquinas, que foi nomeado em 1593, por Filipe II, para governador de Angola. Abandonou o cargo em 1594, sendo substitu\u00eddo interinamente por <strong>Jer\u00f3nimo de Almeida<\/strong>, seu irm\u00e3o.<\/p>\n<h2><span style=\"font-size: 12pt;\">Avintes, Assumar, Lavradio e Alorna<\/span><\/h2>\n<p>A partir diretamente da <strong>Casa de Abrantes<\/strong> ou com ela ligada por la\u00e7os de parentesco, v\u00e1rios outros personagens e t\u00edtulos de nobrezas surgiram com o apelido Almeida, particularmente a partir dos come\u00e7os da quarta dinastia.<\/p>\n<p>\u00c9 o caso de<strong> Lu\u00eds de Almeida<\/strong>, o \u00faltimo governador portugu\u00eas de T\u00e2nger feito Conde de Avintes e m 1664 por D. Afonso VI. Distinguiu-se no per\u00edodo da Restaura\u00e7\u00e3o como mestre de campo de um ter\u00e7o de Infantaria. Participou na expedi\u00e7\u00e3o para socorrer a cidade da Ba\u00eda (1647), comandada por Lu\u00eds da Silva Teles, e, foi, entre, 1652 e 1658 governador e capit\u00e3o-general do Rio de Janeiro.<\/p>\n<p>Seu filho <strong>Miguel de Almeida<\/strong> serviu na \u00cdndia, governou Mo\u00e7ambique e, j\u00e1 no final da vida, sucedeu a D. Rodrigo da Costa como governador da \u00cdndia (1690-1691).<\/p>\n<p><strong>Tom\u00e1s de Almeida<\/strong>, por sua vez, um dos netos do 1\u00ba Conde de Avintes, foi o primeiro cardeal Patriarca de Lisboa (1737). Doutor em C\u00e2nones por Coimbra, foi um protegido de D. Pedro II de quem foi chanceler-mor. Foi escriv\u00e3o da puridade de D. Jo\u00e3o V e bispo de Viseu e do Porto.<\/p>\n<p>Entretanto, 1\u00ba conde e 1\u00ba marques de Lavradio, <strong>Ant\u00f3nio de Almeida Soares<\/strong> Portugal de Alarc\u00e3o E\u00e7a e Melo, tamb\u00e9m 3\u00ba conde de Avintes, desempenhou os cargos de governador e capit\u00e3o-general de Angola (1748) e do Brasil (1759).<\/p>\n<p>Anos depois (1769), o 2\u00ba marqu\u00eas <strong>Lu\u00eds de Almeida Soares Portugal de Alarc\u00e3o E\u00e7a e Melo<\/strong>, foi o 11\u00ba vice-Rei do Brasil. J\u00e1 o 3\u00ba marqu\u00eas e 5\u00ba conde de Avintes, <strong>Ant\u00f3nio M\u00e1ximo de Almeida Soares Portugal de Alarc\u00e3o Melo Ata\u00edde E\u00e7a Mascarenhas Silva e Lancastre<\/strong>, mordomo-mor de D. Jo\u00e3o VI, deputado da Junta dos Tr\u00eas Estados, Par do Reino (1826) jurou a Carta Constitucional. Quando D. Miguel se proclamou Rei absoluto, recusou atrai\u00e7oar o seu compromisso e por isso foi perseguido e for\u00e7ado a exilar-se em Inglaterra (1828). Da\u00ed passou a Bruxelas e, depois, a Paris, onde faleceu em 1833, com apenas 41 anos.<\/p>\n<p>Por outro lado, <strong>Pedro de Almeida Portugal<\/strong> (1630-1679), descendentes dos Almeidas da Casa de Abrantes, feito 2\u00ba conde de Assumar 1667, foi senador da C\u00e2mara de Lisboa, deputado \u00e0 Junta dos Tr\u00eas Estados, vedor da Casa Real. Foi mestre de Campo na guerra da Restaura\u00e7\u00e3o, vice-Rei da \u00cdndia desde 1667. Morreu em combate no ano de 1679 quando socorria Momba\u00e7a.<\/p>\n<p><strong>Pedro Miguel de Almeida Portugal<\/strong> (1688-1756), tamb\u00e9m filho do 3\u00ba conde de Assumar, por seu turno, foi o 1\u00ba marqu\u00eas de Alorna. Como militar, no Oriente submeteu o raj\u00e1 Bounsul\u00f3 e conquistou a pra\u00e7a forte de Alorna, \u00cdndia (1746). Combateu muito jovem na Guerra da Sucess\u00e3o de Espanha, e, foi, depois, capit\u00e3o-general de Minas Gerais e vice-Rei da \u00cdndia.<\/p>\n<p><strong>Jo\u00e3o de Almeida Portugal<\/strong>, 2\u00ba marques de Alorna (1726-1802), casado com uma senhora da fam\u00edlia dos T\u00e1voras, esteve preso cerca de 18 anos no forte da Junqueira por ordem do Marqu\u00eas de Pombal, no \u00e2mbito do c\u00e9lebre processo. Foi reabilitado por D. Maria I e libertado.<\/p>\n<p>A sua filha, a escritora <strong>Leonor de Almeida Portugal<\/strong>, 4\u00aa marquesa de Alorna (1750-1839) foi encarcerada ainda crian\u00e7a (8 anos) no convento de Chelas, juntamente com a m\u00e3e e uma irm\u00e3. A\u00ed estudou durante 18 anos e formou uma cultura liter\u00e1ria e cient\u00edfica pouco usual na \u00e9poca. Transformou o convento, primeiro, e a sua casa, depois, num centro de debate e de novas ideias est\u00e9ticas, onde se reuniam grandes nomes da cultura portuguesa de ent\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong>A poetisa Leonor de Almeida Portugal &#8211; passou para a hist\u00f3ria da cultura portuguesa com sua designa\u00e7\u00e3o titular: <\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong><span style=\"color: #801738;\">Marquesa de Alorna<\/span><\/strong><\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter wp-image-1548\" src=\"https:\/\/dnacidadania.com.br\/antigo\/wp-content\/uploads\/2019\/07\/almeida-origem-e-historia-do-sobrenome-em-portugal-4-211x300.jpg\" alt=\"\" width=\"500\" height=\"712\" srcset=\"https:\/\/www.dnacidadania.com.br\/antigo\/wp-content\/uploads\/2019\/07\/almeida-origem-e-historia-do-sobrenome-em-portugal-4-211x300.jpg 211w, https:\/\/www.dnacidadania.com.br\/antigo\/wp-content\/uploads\/2019\/07\/almeida-origem-e-historia-do-sobrenome-em-portugal-4-768x1093.jpg 768w, https:\/\/www.dnacidadania.com.br\/antigo\/wp-content\/uploads\/2019\/07\/almeida-origem-e-historia-do-sobrenome-em-portugal-4-719x1024.jpg 719w\" sizes=\"auto, (max-width: 500px) 100vw, 500px\" \/><\/p>\n<p>Membro da Arc\u00e1dia, adaptou, como seu uso, o nome de Alcipe. Teve a sua obra editada em 1844, sob o t\u00edtulo de Obras Po\u00e9ticas da Marques de Alorna.<\/p>\n<h2><span style=\"font-size: 12pt;\">Militares e Mission\u00e1rios<\/span><\/h2>\n<p>O regresso ao in\u00edcio do s\u00e9culo XVI, muitos <strong>Almeidas<\/strong> se distinguiram militarmente em particular em \u00c1frica e no Oriente, no per\u00edodo de afirma\u00e7\u00e3o da imperial portuguesa.<\/p>\n<p><strong>Pedro \u00c1lvares de Almeida<\/strong>, natural de Guimar\u00e3es, fidalgo da Casa de D. Manuel I, por exemplo, serviu o conde de Richmond, futuro Henrique VII de Inglaterra e combateu nas guerras das Duas Rosas. Como recompensa (1501) por sua ac\u00e7\u00e3o passou a poder usar o seu bras\u00e3o uma parte das armas reais inglesas (um l\u00edrio de metade de uma rosa vermelha). Distinguiu-se, depois, em combate no norte da \u00c1frica.<\/p>\n<p>Para a \u00cdndia, foi <strong>Duarte de Almeida<\/strong>, acompanhando Afonso de Albuquerque (1505-1510). Ali foi ferido em combate e, depois, nomeado estribeiro-mor de Goa, Sob as ordens de Albuquerque serviu tamb\u00e9m Gon\u00e7alo de Almeida que morreu em combate (1511) em Malaca.<\/p>\n<p>O mesmo sucedeu, anos depois (1546) a Francisco de Almeida, comandante de um dos navios que socorreram Diu. <strong>Diogo de Almeida<\/strong> (cc. 1540), por sua vez, tamb\u00e9m batalhou na \u00cdndia, sob o comando de Martins Afonso de Sousa e depois de Diogo Lopes de Sousa. Foi governador de Goa e membro da junta governativa de D. Jo\u00e3o de Castro.<\/p>\n<p>Mais tarde, <strong>Lu\u00eds de Brito e Almeida<\/strong>, fidalgo da Casa de D. Sebasti\u00e3o, foi governador\u2013geral das capitanias do norte do Brasil (1572-1578) e Duarte de Almeida, comendador do Sardoal, foi embaixador de D. Jo\u00e3o III em Espanha e membro do Conselho de D. Sebasti\u00e3o. Dois dos seus filhos (Lopo e Jo\u00e3o) morreram em Alc\u00e1cer Quibir.<\/p>\n<p><strong>Isidro de Almeida<\/strong>, natural de Algarve, serviu D. Jo\u00e3o III e D. Sebasti\u00e3o (1540-1570) como engenheiro limitar, no norte da \u00c1frica, tomando parte no cerco de Marzag\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>Jo\u00e3o Fernandes de Almeida<\/strong>, por seu turno, foi anos mais tarde, governador de Mo\u00e7ambique em 1703 e em 1712 e Conselheiro do Estado da \u00cdndia (1707).<\/p>\n<p>Na \u00e1rea da difus\u00e3o da f\u00e9 cat\u00f3lica, destaque para nomes como <strong>Ant\u00f3nio de Almeida<\/strong> (1557-1591), mission\u00e1rio jesu\u00edta na \u00cdndia e na China e <strong>Manuel de Almeida<\/strong> (1571-1646), mission\u00e1rio na Eti\u00f3pia e provincial jesu\u00edta de Goa. Completou a Hist\u00f3ria da Eti\u00f3pia e Alta, iniciada por Pedro Pais, cuja primeira edi\u00e7\u00e3o (Baltasar Teles) data de 1660 ou para <strong>Apolinar de Almeida<\/strong> (1587-1638) bispo de Nic\u00e9ia e patriarca da Eti\u00f3pia.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong>Gravura de cerca de 1833, de Ant\u00f3nio d&#8217;Almeida, 3\u00ba Marqu\u00eas de Lavradio, de autoria de Isabel de Sousa e litografia de Th\u00e9odore Sauv\u00e9 (Paris) &#8211; <em>Biblioteca Nacional.<\/em><\/strong><\/p>\n<p><strong><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter wp-image-1549\" src=\"https:\/\/dnacidadania.com.br\/antigo\/wp-content\/uploads\/2019\/07\/almeida-origem-e-historia-do-sobrenome-em-portugal-5-300x232.jpg\" alt=\"\" width=\"500\" height=\"387\" srcset=\"https:\/\/www.dnacidadania.com.br\/antigo\/wp-content\/uploads\/2019\/07\/almeida-origem-e-historia-do-sobrenome-em-portugal-5-300x232.jpg 300w, https:\/\/www.dnacidadania.com.br\/antigo\/wp-content\/uploads\/2019\/07\/almeida-origem-e-historia-do-sobrenome-em-portugal-5-768x594.jpg 768w, https:\/\/www.dnacidadania.com.br\/antigo\/wp-content\/uploads\/2019\/07\/almeida-origem-e-historia-do-sobrenome-em-portugal-5-1024x792.jpg 1024w\" sizes=\"auto, (max-width: 500px) 100vw, 500px\" \/><\/strong><\/p>\n<p><strong>Jos\u00e9 Bernardo de Almeida<\/strong> (1728-1805), por seu lado, foi mission\u00e1rio jesu\u00edta na China, a partir de 1759, ali trabalhou como farmac\u00eautico e m\u00e9dico. Presidiu ao Tribunal das Matem\u00e1ticas e foi feito mandarim pelo imperador chin\u00eas. Faleceu em Pequim.<\/p>\n<h2><span style=\"font-size: 12pt;\">Artes, Of\u00edcio e Ci\u00eancia<\/span><\/h2>\n<p>Nem s\u00f3 de nobres, guerreiros e mission\u00e1rios se faz, no entanto, a <strong>hist\u00f3ria dos Almeidas<\/strong>. Noutras \u00e1reas de distinguiram v\u00e1rias personalidades com aquele apelido. <strong>Gil Vicente de Almeida<\/strong> (1553-1626), por exemplo, neto de Gil Vicente foi, tal como o seu av\u00f4, autor dram\u00e1tico, cavaleiro-fidalgo da Casa Real e juiz de Torres Vedras ou <strong>Crist\u00f3v\u00e3o de Almeida<\/strong>, que foi arquitecto de certo renome no tempo de D. Manuel I.<\/p>\n<p>Em meados do s\u00e9culo XVII, destaque muito especial para <strong>Jo\u00e3o Ferreira de Almeida<\/strong>, que emigrou muito jovem para a Holanda onde se converteu ao calvinismo, igreja de que foi pastor. Esteve em Malaca e, foi autor da primeira tradu\u00e7\u00e3o integral da B\u00edblia para portugu\u00eas. Ou para <strong>Ant\u00f3nio de Almeida<\/strong>, escritor e m\u00fasico, mestre de capela da S\u00e9 do Porto. E tamb\u00e9m para <strong>Br\u00e1s de Almeida<\/strong>, pintor e escultor, professor de escultura e pintura, que trabalhou em Portugal e Espanha e foi o autor do ret\u00e1bulo da ermida da Senhora da Sa\u00fade (Mouraria).<\/p>\n<p>J\u00e1 no s\u00e9culo seguinte, <strong>Francisco Tom\u00e1s de Almeida<\/strong> (1778-1866) destacou-se como artista gravador de grande qualidade. Disc\u00edpulo de Bartolozzi exerceu na Casa Liter\u00e1ria e na Imprensa R\u00e9gia, e ensinou na Academia de Belas Artes e na Aula do Arsenal do Ex\u00e9rcito.<\/p>\n<p>Um outro Almeida, <strong>Sebasti\u00e3o In\u00e1cio<\/strong>, mestre de pintura da F\u00e1brica de Lou\u00e7a do Rato (1771-79), reformou, juntamente com seu irm\u00e3o <strong>Jos\u00e9 Baptista de Almeida<\/strong>, aquela unidade fabril, projectando-a para n\u00edveis, \u00e0 \u00e9poca, de alta qualidade.<\/p>\n<p>Num outro plano, o padre <strong>Teodoro de Almeida<\/strong> (1722-1804), da congrega\u00e7\u00e3o do Orat\u00f3rio, foi escritor, cientista, introdutor do experimentalismo cient\u00edfico em Portugal. Foi perseguido pelo marqu\u00eas de Pombal. Esteve 17 anos exilado na Holanda e em Fran\u00e7a onde leccionou F\u00edsica, Geometria e Geografia. Com a sa\u00edda de Pombal do governo, regressou a Portugal, e, com o Duque de Laf\u00f5es, foi um dos fundadores da Academia de Ci\u00eancias.<\/p>\n<p>Na \u00e1rea da medicina, <strong>Francisco Jos\u00e9 de Almeida<\/strong> (1755-1844), ainda estudante em Coimbra, foi preso pela Inquisi\u00e7\u00e3o devido \u00e0s suas ideias pol\u00edticas, sob a acusa\u00e7\u00e3o de heresia. Passou 3 anos encarcerado. Exilou-se, depois, em Fran\u00e7a e na Holanda onde completou a sua forma\u00e7\u00e3o. No regresso a Portugal conquistou grande notoriedade como cl\u00ednico. Foi feito Bar\u00e3o de Almeida em 1835.<\/p>\n<p>Seu contempor\u00e2neo <strong>Ant\u00f3nio de Almeida<\/strong> (1761-1822), m\u00e9dico cirurgi\u00e3o, formou-se em Inglaterra, foi membro do Royal College of Surgeons de Londres, e \u00e9 considerado o grande renovador da t\u00e9cnica cir\u00fargica em Portugal.<\/p>\n<p>Destaca-se, ainda, para <strong>Francisco de Almeida Portugal<\/strong> (1797-1870), 8\u00ba filho do 3\u00ba marqu\u00eas do Lavradio, diplomata e figura de relevo do Liberalismo. Foi conselheiro da embaixada em Madrid (1818) e paris (1819), encarregado de neg\u00f3cios nos Estados Unidos (1824) e ministros dos estrangeiros.<\/p>\n<p>No governo da reg\u00eancia de D. Isabel Maria (1986-27). Ap\u00f3s a vit\u00f3ria miguelista (1828), exilou-se em Paris, onde recebeu de D. Pedro IV a tarefa de zelar pela futura rainha D. Maria II e de trabalhar com embaixador da sua causa na capital francesa. Com a vit\u00f3ria liberal, regressou e foi agraciado com o t\u00edtulo de 2\u00ba conde do Lavradio e elevado a Par do Reino.<\/p>\n<p>Voltou \u00e1 carreira diplom\u00e1tica, Madrid e, em 1846. Ao Governo, de novo como respons\u00e1vel pelos neg\u00f3cios estrangeiros. Entre 1851 e 1869 foi embaixador em Londres e at\u00e9 1870 em Roma.<\/p>\n<p><strong>Tr\u00eas escritores e um Presidente<\/strong><\/p>\n<p>No que respeita \u00e0 Letras, tr\u00eas autores de apelido Almeida fazem parte da nossa hist\u00f3ria cultural. \u00c0 cabe\u00e7a, uma das maiores figuras da literatura portuguesa: <strong>Jo\u00e3o Baptista de Almeida Garret<\/strong> (1799-1854) deixou para a posteridade v\u00e1rias obras liter\u00e1rias precursoras do Romantismo em Portugal como destaque para Frei Lu\u00eds de Sousa e Viagens da Minha Terra.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong><span style=\"color: #801738;\">ALMEIDA GARRET<\/span> &#8211; numa litografia de Maur\u00edcio Jos\u00e9 do Carmo Sendim de 1834 &#8211; Biblioteca Nacional.<\/strong><\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter wp-image-1550\" src=\"https:\/\/dnacidadania.com.br\/antigo\/wp-content\/uploads\/2019\/07\/almeida-garrett-origem-e-historia-do-sobrenome-em-portugal-251x300.jpg\" alt=\"\" width=\"500\" height=\"598\" \/><\/p>\n<p>Liberal exilado (por duas vezes), combatente na guerra civil, foi depois do triunfo progressista deputado, cronista-mor e Par do Reino e ministro dos Neg\u00f3cios Estrangeiros num governo de Saldanha. A ele se deve a cria\u00e7\u00e3o do Conservat\u00f3rio de Arte Dram\u00e1tica, a Inspec\u00e7\u00e3o Geral dos Teatros e o Teatro Nacional, pensado como teatro modelo. Foi no contexto de produ\u00e7\u00e3o de pe\u00e7as dram\u00e1ticas que pudessem ser representadas no Teatro Nacional que surgiram as suas obras Um Auto de Gil Vivente e D. Filipa de Vilhena.<\/p>\n<p>Segundo os estudiosos, estas mais n\u00e3o s\u00e3o mais do que obras preparat\u00f3rias de Frei Lu\u00eds de Sousa, uma verdadeira trag\u00e9dia crist\u00e3, por muitos considerada sua obra-prima. Os poemas Folhas Ca\u00eddas, publicados em 1853, d\u00e3o conta, por seu turno, das suas paix\u00f5es de dos seus dramas, tema esse que \u00e9 reatado em Viagens na Minha Terra.<\/p>\n<p><strong>Nicolau Toletino de Almeida<\/strong> (1740-1811), por sua vez, foi um poeta que se notabilizou pela s\u00e1tira social, pondo a nu os rid\u00edculos da sociedade do seu tempo. Escreveu, entre outras, Obras Po\u00e9ticas e S\u00e1tiras e Espistolas.<\/p>\n<p>J\u00e1 o m\u00e9dico e escritor <strong>Jos\u00e9 Fialho de Almeida<\/strong> (1857-1911), autor ir\u00f3nico, depressivo e pol\u00eamico, escreveu A Cidade do V\u00edcio e O Pa\u00eds das Uvas. As suas cr\u00f4nicas, artigos pol\u00edticos, cartas, mem\u00f3rias e livros de viagem est\u00e3o agrupados, entre outros, em Os Gatos, Pasquinadas, Lisboa Galante, Vida Ir\u00f3nica, \u00c0 Esquina e Barbear, Pentear.<\/p>\n<p>Finalmente, o \u00fanico Chefe de Estado com apelido foi <strong>Ant\u00f3nio Jos\u00e9 de Almeida<\/strong> (1866-1929). Estudava ainda medicina em Coimbra quando publicou no jornal da faculdade um artigo de opini\u00e3o sugestivamente intitulado Bragan\u00e7a o \u00daltimo.<\/p>\n<p>Foi processado e condenado a tr\u00eas meses de pris\u00e3o pelos insultos \u00e0 Monarquia. Terminado o curso, foi exercer medicina para S\u00e3o Tom\u00e9 onde permaneceu at\u00e9 1903. Mal regressou a Lisboa, dedicou-se \u00e0 pol\u00edtica activa. Foi eleito deputado do Parlamento mon\u00e1rquico em 1906 e, ap\u00f3s a Rep\u00fablica, em 1910, foi deputado, ministro de seu primeiro governo exerceu outros cargos em v\u00e1rios executivos e no Parlamento.<\/p>\n<p>Mais tarde, fundou um dos tr\u00eas partidos do novo regime e juntou-lhe o hist\u00f3rico jornal Rep\u00fablica.<\/p>\n<p>Em 1919 foi eleito o 7\u00ba presidente, cargo que exerceu at\u00e9 1923.<\/p>\n<blockquote>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong><span style=\"color: #801738;\">Apesar de seu per\u00edodo como Chefe de Estado ter sido bastante conturbado (empossou 16 governos), durante a I Rep\u00fablica, Ant\u00f3nio Jos\u00e9 de Almeida, foi o \u00fanico presidente que, at\u00e9 1926, completou o mandato para que foi eleito.<\/span>\u00a0(<em>Presid\u00eancia da Rep\u00fablica<\/em>).<\/strong><\/p>\n<\/blockquote>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter wp-image-1551\" src=\"https:\/\/dnacidadania.com.br\/antigo\/wp-content\/uploads\/2019\/07\/antonio-jose-de-almeida-origem-e-historia-do-sobrenome-em-portugal-175x300.jpg\" alt=\"\" width=\"500\" height=\"858\" srcset=\"https:\/\/www.dnacidadania.com.br\/antigo\/wp-content\/uploads\/2019\/07\/antonio-jose-de-almeida-origem-e-historia-do-sobrenome-em-portugal-175x300.jpg 175w, https:\/\/www.dnacidadania.com.br\/antigo\/wp-content\/uploads\/2019\/07\/antonio-jose-de-almeida-origem-e-historia-do-sobrenome-em-portugal-768x1318.jpg 768w, https:\/\/www.dnacidadania.com.br\/antigo\/wp-content\/uploads\/2019\/07\/antonio-jose-de-almeida-origem-e-historia-do-sobrenome-em-portugal-597x1024.jpg 597w\" sizes=\"auto, (max-width: 500px) 100vw, 500px\" \/><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>[\/vc_column_text][\/vc_column][\/vc_row][vc_row][vc_column][vc_column_text]<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>[\/vc_column_text][\/vc_column][\/vc_row]<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>[vc_row][vc_column][vc_column_text css=&#8221;.vc_custom_1564415156554{margin-bottom: 0px !important;}&#8221;] ALMEIDA &#8211; HIST\u00d3RIA DO SOBRENOME EM PORTUGAL DA HIST\u00d3RICA TALMEYDA FRONTEIRI\u00c7A A origem do apelido Almeida \u00e9 topon\u00edmica e existem em Portugal mais de 250 mil cidad\u00e3os com tal sobrenome. 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