{"id":1372,"date":"2019-06-26T17:28:57","date_gmt":"2019-06-26T16:28:57","guid":{"rendered":"https:\/\/www.dnacidadania.com.br\/?p=1372"},"modified":"2019-06-26T21:52:19","modified_gmt":"2019-06-26T20:52:19","slug":"origem-do-sobrenome-lopes-em-portugal","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.dnacidadania.com.br\/antigo\/origem-do-sobrenome-lopes-em-portugal\/","title":{"rendered":"Origem do Sobrenome LOPES na Hist\u00f3ria de Portugal"},"content":{"rendered":"<p>[vc_row][vc_column][vc_column_text css=&#8221;.vc_custom_1561582335392{margin-bottom: 0px !important;}&#8221;]<\/p>\n<h1 style=\"text-align: left;\"><span style=\"font-size: 14pt;\">O que o apelido (sobrenome) &gt;\u00a0<span style=\"text-decoration: underline; color: #801738;\">LOPES<\/span>\u00a0significa?\u00a0<\/span><\/h1>\n<h2><span style=\"font-size: 12pt;\">Dos LOPO da Idade M\u00e9dia Peninsular!<\/span><\/h2>\n<p>Este foi um nome muito popular na Gr\u00e9cia, It\u00e1lia, Espanha e Portugal, e se espalhou pela Europa devido \u00e0s proximidades. Com origem do latim\u00a0lupus, Lopo em Portugal, surge Lope, que significa lobo. Assim, a refer\u00eancia ao animal denota \u00e0s pessoas que recebem esse nome os seus atributos de coragem e destreza.<\/p>\n<p>Muito comum na idade m\u00e9dia peninsular. Na Espanha \u00e9 Lopez. Lopes: Significa \u201c<span style=\"color: #801738;\"><em>corajoso<\/em><\/span>\u201d, \u201c<span style=\"color: #801738;\"><em>vitorioso<\/em><\/span>\u201d, \u201c<span style=\"color: #801738;\"><em>filho do lobo<\/em><\/span>\u201d. Com ra\u00edzes nos milhares de filhos de Lopo temos, assim em Portugal cerca de 290 mil cidad\u00e3os que usam tal sobrenome.<\/p>\n<blockquote><p>Se voc\u00ea \u00e9 descendente de portugu\u00eas e deseja buscar as origens de sua fam\u00edlia e qui\u00e7a a sua Cidadania Portuguesa, <a href=\"https:\/\/api.whatsapp.com\/send?phone=351910622728&amp;text=Visitei%20o%20site%20da%20DNA%20e%20Quero%20Minha%20Cidadania%20Portuguesa\">clique aqui!<\/a><\/p><\/blockquote>\n<p>Conhe\u00e7a um pouco da hist\u00f3ria de Portugal atrav\u00e9s de seus sobrenomes ou apelidos.<\/p>\n<h2><span style=\"font-size: 14pt;\">ORIGENS E PERSONAGENS<\/span><\/h2>\n<h2><span style=\"font-size: 12pt;\">Quem foram os &#8220;<em><span style=\"text-decoration: underline;\">LOPES<\/span>&#8220;<\/em> que fizeram hist\u00f3ria em Portugal?<\/span><\/h2>\n<p>Um exemplo antigo dessa forma de identifica\u00e7\u00e3o patron\u00edmica \u00e9, nomeadamente, <strong>M\u00e9cia Lopes de Haro<\/strong>, filha de Lope Dias Haro, o <em>Cabe\u00e7a Brava<\/em> (senhor da Biscaia e um dos homens mais poderosos da Pen\u00ednsula Ib\u00e9rica do s\u00e9culo XIII), que foi Rainha de Portugal, atrav\u00e9s do casamento com D. Sancho II.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><span style=\"font-size: 10pt;\"><em>Antigo bras\u00e3o da casa de Haro, titulares do Senhorio de Biscaia entre os s\u00e9culos XI e XIV. <\/em><\/span><\/p>\n<blockquote><p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-medium wp-image-1393\" src=\"https:\/\/dnacidadania.com.br\/antigo\/wp-content\/uploads\/2019\/06\/antigo-braso-da-casa-de-haro-biscaia-254x300.png\" alt=\"Brasao lopes\" width=\"254\" height=\"300\" srcset=\"https:\/\/www.dnacidadania.com.br\/antigo\/wp-content\/uploads\/2019\/06\/antigo-braso-da-casa-de-haro-biscaia-254x300.png 254w, https:\/\/www.dnacidadania.com.br\/antigo\/wp-content\/uploads\/2019\/06\/antigo-braso-da-casa-de-haro-biscaia-768x907.png 768w, https:\/\/www.dnacidadania.com.br\/antigo\/wp-content\/uploads\/2019\/06\/antigo-braso-da-casa-de-haro-biscaia.png 800w\" sizes=\"auto, (max-width: 254px) 100vw, 254px\" \/><\/p>\n<p>&#8220;Lope D\u00edaz II de Haro &#8220;<em>Cabe\u00e7a Brava<\/em>&#8221; (c. 1170 \u2013 15 de novembro de 1236), filho de Diego Lopes II de Haro 5\u00ba senhor da Biscaia e de Maria Manrique de Lara de Manrique Perez de Lara, 1.\u00ba senhor de Molina e visconde de Narbona, e de Ermesenda de Narbona, senhora deNarbona, foi o 6.\u00ba senhor da Biscaia entre 1214 e 1236.<\/p>\n<p>Combateu com o seu pai na Batalha de Navas de Tolosa em 1212 debaixo do comando do rei Afonso VIII de Castela. Esteve \u00e0 frente dos destinos da Biscaia numa altura conturbada. A sua subida ao poder aconteceu com a morte de seu pai em 16 de outubro de 1214, por cuencid\u00eancia poucos dias depois da morte do rei Afonso VIII de Castela, que deixou como herdeiro do trono o seu filho de apenas 10 anos, Henrique I de Castela (1204 &#8211; 1217).&#8221;<\/p><\/blockquote>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>E, no s\u00e9culo seguinte, <strong>Diogo Lopes Pacheco<\/strong>, um dos executores de In\u00eas de Castro, que era filho de Lopo Fernandes Pacheco, senhor de Ferreira de Aves, um dos mais influentes membros da nobreza pr\u00f3xima de D. Afonso IV, de quem foi embaixador ao Papa em 1330 e 1340. Diogo Lopes Pacheco (1304-1385), que herdou do pai a sua Casa senhorial e a influ\u00eancia junto do Rei, de quem foi tamb\u00e9m conselheiro (e Chanceler da Rainha) quando Pedro I subiu ao trono refugiou-se primeiro nas suas terras e depois em Castela (tal como P\u00earo Coelho e \u00c1lvaro Gon\u00e7alves, os magistrados reais que decretaram a senten\u00e7a) e da\u00ed Arag\u00e3o e posteriormente em Fran\u00e7a, junto de Henrique de Trast\u00e2mara.<\/p>\n<p>Escapou por isso \u00e0 tortura e \u00e0s mortes sofridas por Coelho e \u00c1lvaro Gon\u00e7alves, acabando, mesmo, anos depois, por ser perdoado pelo Cruel e ter de volta os seus bens que haviam sido confiscados.<\/p>\n<p>Diogo Lopes de Pacheco serviu Henrique de Trant\u00e2mara quando este foi Rei de Castela e Le\u00e3o como Henrique II, sendo exclusivamente seu enviado em 1371 para negociar a paz com D. Fernando. Voltou em definitivo a Portugal em 1384 ap\u00f3s a proclama\u00e7\u00e3o de D. Jo\u00e3o I.<\/p>\n<blockquote><p>D. Fernando, apelidado de \u201cFormoso\u201d, \u201co Belo\u201d e \u201co Inconstante\u201d, foi o Rei de Portugal e Algarve de 1367 at\u00e9 sua morte (assassinado em 22 de outubro de 1383), o \u00faltimo monarca portugu\u00eas da Casa de Borgonha. Era filho homem mais velho do Rei D. Pedro I e sua esposa Constan\u00e7a Manuel. Sua morte sem herdeiros homens levou \u00e0 crise de 1383-1385.<\/p><\/blockquote>\n<h2><span style=\"font-size: 12pt;\">O primeiro historiador &#8211; Fern\u00e3o Lopes<\/span><\/h2>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter wp-image-1374\" src=\"https:\/\/dnacidadania.com.br\/antigo\/wp-content\/uploads\/2019\/06\/ferno-lopes-historiador-182x300.png\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"495\" srcset=\"https:\/\/www.dnacidadania.com.br\/antigo\/wp-content\/uploads\/2019\/06\/ferno-lopes-historiador-182x300.png 182w, https:\/\/www.dnacidadania.com.br\/antigo\/wp-content\/uploads\/2019\/06\/ferno-lopes-historiador-768x1267.png 768w, https:\/\/www.dnacidadania.com.br\/antigo\/wp-content\/uploads\/2019\/06\/ferno-lopes-historiador-621x1024.png 621w\" sizes=\"auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/p>\n<p>Por essa altura ter\u00e1, entretanto, nascido um dos maiores nomes da literatura portuguesa, cronista e precursor da historiografia nacional, autor de uma obra que perdura at\u00e9 os nossos dias. N\u00e3o se sabe se <strong>Fern\u00e3o Lopes<\/strong> seria filho de um Lopo.<\/p>\n<p>Sabe-se apenas que nasceu numa fam\u00edlia lisboeta eventualmente de pequena burguesia, que viveu em Alfama e ter\u00e1 frequentado o Estudo Geral (Universidade Coimbra &#8211; Faculdades de Teologia, C\u00e2nones (literatura), Leis e Medicina). Dedicado ao estudo e aos livros, foi nomeado em 1418 guarda do arquivo da Torre do Tombo, em Lisboa. Como secret\u00e1rio serviu o Rei D, Jo\u00e3o I de 1419 at\u00e9 a sua morte em 1433, mantendo as fun\u00e7\u00f5es com o seu sucessor, D. Duarte.<\/p>\n<p>Em 1422 foi nomeado escriv\u00e3o da puridade do infante D. Fernando, no qual, no seu testamento, lhe deixou 50 mil r\u00e9is. Pelo seu trabalho de cronista, D. Duarte conferiu-lhe em 1434 o ordenado de 14 mil r\u00e9is, foi, portanto, a partir dessa data que verdadeiramente passou a viver do trabalho de reduzir a escrito as mem\u00f3rias dos anteriores reinados, embora se admita que o seu trabalho historiogr\u00e1fico se tenha iniciado muito antes.<\/p>\n<p>O ordenado atribu\u00eddo por D. Duarte ao cronista do Reino perdurou e, com D. Afonso V, foi aumentado para 20 mil r\u00e9is. Em 1451, aos 71 anos, deixou o seu posto na Torre do Tombo, sendo substitu\u00eddo por Gomes Eanes de Zurara.<\/p>\n<p>Na d\u00e9cada anterior perdera o seu filho Martim &#8211; m\u00e9dico do infante D. Fernando &#8211; falecido durante o cativeiro em Marrocos. Tudo leva a crer que escreveu a Hist\u00f3ria de Portugal desde a funda\u00e7\u00e3o do Reino, tr\u00eas s\u00e9culos antes, e as cr\u00f4nicas de todos os seus reis at\u00e9 D. Jo\u00e3o I (inclusive).<\/p>\n<p>Chegaram at\u00e9 n\u00f3s, no entanto, apenas as relativas a D. Pedro I, D. Fernando e de D. Jo\u00e3o I (primeira e segunda partes), publicadas muito depois de sua morte, que ter\u00e1 ocorrido cerca de 1460. O reconhecimento generalizado da sua obra, nomeadamente quanto ao escr\u00fapulo de investiga\u00e7\u00e3o do historiador e grandeza liter\u00e1ria do escritor, datam do s\u00e9culo XIX.<\/p>\n<p>Seu contempor\u00e2neo foi, por outro lado, <strong>Fern\u00e3o Lopes de Azevedo<\/strong>, emiss\u00e1rio pelo Infante D. Henrique ao Papa Eug\u00eanio IV (1431-1447) para solicitar gra\u00e7as espirituais para todos os que se dedicavam ao descobrimento e conquista de terras aos infi\u00e9is e a concess\u00e3o dos territ\u00f3rios descobertos \u00e0 Coroa portuguesa. Tais pretens\u00f5es foram concretizadas por Roma numa bula resumida por Gomes Eanes de Zurara na Cr\u00f4nica do Descobrimento e Conquista da Guin\u00e9.<\/p>\n<p>Tamb\u00e9m <strong>Tom\u00e9 Lopes<\/strong>, natural do Porto, escriv\u00e3o da C\u00e2mara de D. Manuel I, foi para a \u00cdndia em 1502 e durante mais de dois anos viajou pelo Oriente. Dessa experi\u00eancia resultou o livro Rela\u00e7\u00e3o da Viagem \u00e0 \u00cdndia. Foi mais tarde encarregue por D. Manuel de organizar a Torre do Tombo, do que foi nomeado guarda-mor.<\/p>\n<h2><span style=\"font-size: 12pt;\">Governadores e Militares<\/span><\/h2>\n<p>Tamb\u00e9m na passagem para s\u00e9culo XVI, <strong>Diogo Lopes de Sequeira<\/strong> (1466-1530), natural do Alandroal (filho de Lopo Vaz de Sequeira), pr\u00f3ximo de D. Manuel I, almoxarife da Alf\u00e2ndega de Lisboa, foi o quarto governador da \u00cdndia (1518-1522).<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter wp-image-1375\" src=\"https:\/\/dnacidadania.com.br\/antigo\/wp-content\/uploads\/2019\/06\/diogo-lopes-de-sequeira-governador-da-india-194x300.png\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"463\" srcset=\"https:\/\/www.dnacidadania.com.br\/antigo\/wp-content\/uploads\/2019\/06\/diogo-lopes-de-sequeira-governador-da-india-194x300.png 194w, https:\/\/www.dnacidadania.com.br\/antigo\/wp-content\/uploads\/2019\/06\/diogo-lopes-de-sequeira-governador-da-india-768x1185.png 768w, https:\/\/www.dnacidadania.com.br\/antigo\/wp-content\/uploads\/2019\/06\/diogo-lopes-de-sequeira-governador-da-india-664x1024.png 664w\" sizes=\"auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/p>\n<p>Antes por\u00e9m (1508), a mando do Monarca, fez o reconhecimento da Costa de Madagascar e chegou depois \u00e0 \u00cdndia. Da\u00ed seguiu para Samatra e Pac\u00e9m (Mal\u00e1sia) onde ergueu padr\u00f5es com as armas portuguesas e chegou a Malaca em 1509.<\/p>\n<p>De regresso em Lisboa comandou, depois, a armada de 30 velas que foi socorrer Arzila em 1516 e a que, no ano seguinte, foi a Ceuta com 60 navios, com vista a desencadear uma opera\u00e7\u00e3o militar que n\u00e3o chegou a acontecer. Na \u00cdndia a partir de 1518, enquanto governador, prosseguiu \u00e0 pol\u00edtica de afirma\u00e7\u00e3o militar portuguesa, com v\u00e1rias expedi\u00e7\u00f5es (uma das quais no Mar Vermelho) e o estabelecimento de fortalezas.<\/p>\n<p>No mesmo per\u00edodo, um seu parente (eventualmente irm\u00e3o) chamado <strong>Jo\u00e3o Lopes de Sequeira<\/strong> comandava em 1502 a feitosa de Me\u00e7a do extremo sul de Marrocos e edificou, \u00e0 custa (mas de acordo com Lisboa), em 1505, um pouco a norte, a fortaleza de Santa Cruz do Cabo de Guer, por forma de ocupar um territ\u00f3rio que Castela infiltrara.Defendeu a\u00ed a posi\u00e7\u00e3o portuguesa em 1506 e 1511 contra os ataques berberes. Em 1512 venceu a fortaleza \u00e0 Coroa e regressou \u00e0 Portugal.<\/p>\n<p>Mais tarde, um outro <strong>Diogo Lopes de Sequeira<\/strong>, era capit\u00e3o de Gal\u00e9s da Costa Algarvia e comandou, por nomea\u00e7\u00e3o de D. Sebasti\u00e3o, o ter\u00e7o de Lisboa capit\u00e3o-mor na batalha de Alc\u00e1cer Quibir, em 1578.<\/p>\n<h2><span style=\"font-size: 12pt;\">Um inspirador de Cam\u00f5es<\/span><\/h2>\n<p>Na \u00e1rea da administra\u00e7\u00e3o ultramarina, <strong>Jo\u00e3o Lopes de Mequa<\/strong> foi feitor das pra\u00e7as marroquinas de Mogador, Azamor e Safim, entre 1507 e 1518. Durante a sua perman\u00eancia em Azamor Portugal obteve o direito (por tratado de 1510) de construir e manter fortalezas naquela zona da \u00c1frica.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter wp-image-1373\" src=\"https:\/\/dnacidadania.com.br\/antigo\/wp-content\/uploads\/2019\/06\/ferno-lopes-de-castanheda-245x300.png\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"367\" srcset=\"https:\/\/www.dnacidadania.com.br\/antigo\/wp-content\/uploads\/2019\/06\/ferno-lopes-de-castanheda-245x300.png 245w, https:\/\/www.dnacidadania.com.br\/antigo\/wp-content\/uploads\/2019\/06\/ferno-lopes-de-castanheda-768x939.png 768w, https:\/\/www.dnacidadania.com.br\/antigo\/wp-content\/uploads\/2019\/06\/ferno-lopes-de-castanheda-838x1024.png 838w\" sizes=\"auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/p>\n<p>J\u00e1 no que se refere \u00e0 historiografia dos feitos portugueses no Oriente, destaque para <strong>Fern\u00e3o Lopes de Castanheda<\/strong>, provavelmente natural de Santar\u00e9m, um inspirador das narrativas po\u00e9ticas de Cam\u00f5es. Ainda jovem, fez-se dominicano (Ordem dos Pregadores, Ordem de S\u00e3o Domingos, ordem cat\u00f3lica que tem como objetivo a prega\u00e7\u00e3o da palavra e mensagem de Jesus Cristo), mas por pouco tempo.<\/p>\n<p>Na companhia de seu pai, rumou depois ao Oriente, em 1528, na armada comandada por Nuno da Cunha. Na \u00cdndia, Castanheda ocupou o tempo vago a escrever hist\u00f3rias sobre os portugueses que rumavam \u00e0quelas paragens. Para tal, ouviu capit\u00e3es a marinheiros e compilou material depositado em cart\u00f3rios e arquivos. Diogo do Couto afirma de Fern\u00e3o Lopes de Castanheda ficou pelo Oriente cerca de dez anos, at\u00e9 1538.<\/p>\n<p>Nessa data terminou o oitavo volume da sua obra hist\u00f3rica, publicado j\u00e1 postumamente. O seu primeiro livro foi editado em Coimbra em 1551, intitulado Hist\u00f3ria do Descobrimento e Conquista da \u00cdndia pelos Portugueses. Nos anos seguintes foram impressos os quatro volumes seguintes da obra.<\/p>\n<p>Embora tenha afirmado que a sua Hist\u00f3ria era composta por dez volumes, a verdade \u00e9 que n\u00e3o chegaram aos dias de hoje quaisquer exemplares ou registros dos dois tomos finais. A sua obra obteve grande sucesso e repercuss\u00e3o, tendo sido traduzida para o franc\u00eas, castelhano, ingl\u00eas e italiano.<\/p>\n<p>Em termos profissionais, Fern\u00e3o matriculou-se na Universidade de Coimbra quando regressou da \u00cdndia e aceitou o emprego de bedel do Col\u00e9gio das Artes. Em 1545 foi nomeado guarda do cart\u00f3rio e livraria da Universidade. Faleceu nessa cidade em 1559.<\/p>\n<p>No Oriente tamb\u00e9m, <strong>Catarina Lopes<\/strong>, foi uma das Donas ou Matronas de Diu que se distinguiram militarmente no segundo cerco da cidade em 1546. Era mulher de militar Antonio Gil e, perante a escassez e o desgaste de homens para lutar, fez parte de um improvisado batalh\u00e3o feminino que operou na retaguarda dos combatentes, municiando-os, carregando pedras e cal e reconstruindo o que o inimigo ia destruindo. A par disso alimentavam os militares, tratavam feridos e chegaram a combater de armas na m\u00e3o.<\/p>\n<h2><span style=\"font-size: 12pt;\">Pintores e M\u00e9dicos<\/span><\/h2>\n<p>Pintor r\u00e9gio de D. Manuel e de D. Jo\u00e3o III, <strong>Greg\u00f3rio Lopes<\/strong>, genro do tamb\u00e9m pintor r\u00e9gio Jorge Afonso, com quem ter\u00e1 trabalhado entre 1513 e 1515, \u00e9 um dos principais nomes da primeira gera\u00e7\u00e3o maneirista portuguesa e o pintor mais representativo da atividade das oficinas de Lisboa na primeira metade do s\u00e9culo XVI.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><span style=\"font-size: 10pt;\"><em>Autor desconhecido, eventualmente o Pr\u00edncipe D. Jo\u00e3o, filho de D. Sebasti\u00e3o. Pintor r\u00e9gio Greg\u00f3rio Lopes<\/em><\/span><\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter wp-image-1376 size-medium\" src=\"https:\/\/dnacidadania.com.br\/antigo\/wp-content\/uploads\/2019\/06\/prncipe-dom-joo-260x300.png\" alt=\"\" width=\"260\" height=\"300\" srcset=\"https:\/\/www.dnacidadania.com.br\/antigo\/wp-content\/uploads\/2019\/06\/prncipe-dom-joo-260x300.png 260w, https:\/\/www.dnacidadania.com.br\/antigo\/wp-content\/uploads\/2019\/06\/prncipe-dom-joo-768x886.png 768w, https:\/\/www.dnacidadania.com.br\/antigo\/wp-content\/uploads\/2019\/06\/prncipe-dom-joo-887x1024.png 887w\" sizes=\"auto, (max-width: 260px) 100vw, 260px\" \/><\/p>\n<p>Pintou pain\u00e9is para o cardeal D. Henrique, bispo de Lamego, para o Mosteiro de Ferreirim (com Crist\u00f3v\u00e3o de Figueiredo e Garcia Fernandes) e para o Convento de Cristo (Tomar).<\/p>\n<p>Est\u00e1 representado no Museu Nacional de Arte Antiga com <em>Mart\u00edrio de S. Sebasti\u00e3o<\/em>,<em> A Virgem Com o Menino e os Anjos<\/em>, ret\u00e1bulos do <em>Para\u00edso<\/em> e de <em>Santos-o-Novo<\/em>; no se Set\u00fabal com <em>Vida da Virgem<\/em> e no Convento de Cristo com <em>Santo Ant\u00f3nio<\/em>.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><span style=\"font-size: 10pt;\"><em>O Mart\u00edrio de S\u00e3o Sebasti\u00e3o<\/em><\/span><\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter wp-image-1377\" src=\"https:\/\/dnacidadania.com.br\/antigo\/wp-content\/uploads\/2019\/06\/martirio-de-sao-sebastiao-300x147.png\" alt=\"\" width=\"500\" height=\"245\" srcset=\"https:\/\/www.dnacidadania.com.br\/antigo\/wp-content\/uploads\/2019\/06\/martirio-de-sao-sebastiao-300x147.png 300w, https:\/\/www.dnacidadania.com.br\/antigo\/wp-content\/uploads\/2019\/06\/martirio-de-sao-sebastiao-768x376.png 768w, https:\/\/www.dnacidadania.com.br\/antigo\/wp-content\/uploads\/2019\/06\/martirio-de-sao-sebastiao-1024x501.png 1024w\" sizes=\"auto, (max-width: 500px) 100vw, 500px\" \/><\/p>\n<p>O seu filho <strong>Crist\u00f3v\u00e3o Lopes<\/strong> (1516-1594), tamb\u00e9m pintor r\u00e9gio na sucess\u00e3o ao seu pai, a partir de 1551, foi disc\u00edpulo do progenitor admitindo-se que tenha pintado algumas das obras atribu\u00eddas ao seu mestre.<\/p>\n<p>O seu estilo sugere que tenha trabalhado tamb\u00e9m com o holand\u00eas Anthonis Mor (ou Ant\u00f3nio Moro) que foi contratado por D. Jo\u00e3o III para fazer os retratos da fam\u00edlia real.<\/p>\n<blockquote><p>S\u00e3o-lhes atribu\u00eddas telas como a do Jovem Cavaleiro Desconhecido (Museu de Arte Antiga) &#8211; provavelmente o pr\u00edncipe D. Jo\u00e3o, filho de D. Jo\u00e3o III e pai de S. Sebasti\u00e3o &#8211; e as da rainha D. Catarina e de D. Jo\u00e3o III (Igreja da Madre de Deus).<\/p><\/blockquote>\n<p style=\"text-align: center;\"><span style=\"font-size: 10pt;\"><em>A Rainha D. Catarina, mulher de D. Jo\u00e3o III, num retrato do pintor Crist\u00f3v\u00e3o Lopes.<\/em><\/span><\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter wp-image-1378\" src=\"https:\/\/dnacidadania.com.br\/antigo\/wp-content\/uploads\/2019\/06\/rainha-d-catarina-mulher-d-joao-iii-155x300.png\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"580\" srcset=\"https:\/\/www.dnacidadania.com.br\/antigo\/wp-content\/uploads\/2019\/06\/rainha-d-catarina-mulher-d-joao-iii-155x300.png 155w, https:\/\/www.dnacidadania.com.br\/antigo\/wp-content\/uploads\/2019\/06\/rainha-d-catarina-mulher-d-joao-iii-768x1484.png 768w, https:\/\/www.dnacidadania.com.br\/antigo\/wp-content\/uploads\/2019\/06\/rainha-d-catarina-mulher-d-joao-iii-530x1024.png 530w, https:\/\/www.dnacidadania.com.br\/antigo\/wp-content\/uploads\/2019\/06\/rainha-d-catarina-mulher-d-joao-iii.png 1368w\" sizes=\"auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/p>\n<p>Na \u00e1rea da Medicina, entretanto, <strong>Diogo Lopes<\/strong> e <strong>Ant\u00f3nio Lopes<\/strong> foram cl\u00ednicos de D. Jo\u00e3o III. Diogo Lopes foi ainda mo\u00e7o de c\u00e2mara do monarca e professor em Coimbra, a partir de 1552.<\/p>\n<p>Um outro m\u00e9dico, tamb\u00e9m fil\u00f3sofo e tamb\u00e9m chamado <strong>Diogo Lopes<\/strong> formado na universidade de Salamanca, ter\u00e1 ensinado em Coimbra, onde publicou <em>Tratactus de Elementis et Rerum Omnium Mixtione.<\/em><\/p>\n<p>Nessa altura ainda, <strong>Garcia Lopes<\/strong>, m\u00e9dico e erudito judeu, natural de Portalegre, diplomado por Salamanca, exerceu em Castela, Portugal e nas Flandres. Escreveu, entre outras obras m\u00e9dicas, <em>De Varia Rei Medicae Lectione<\/em>, publicada em Antu\u00e9rpia em 1564.<\/p>\n<p><strong>Francisco Lopes<\/strong>, por sua vez, foi m\u00e9dico da Rainha D. Catarina, mulher de D. Jo\u00e3o III, e poeta. Escreveu, nomeadamente, Versos em Loor de la Virgem Sin Mancilla Madre de Dios, impresso em portugu\u00eas e em italiano em 1573 e 1575.<\/p>\n<p>Ainda nesse setor de atividade, o cirurgi\u00e3o <strong>Duarte Lopes<\/strong>, por sua vez, por o primeiro professor de Anatomia da Cadeira criada em 1556 no Hospital de Todos os Santos.<\/p>\n<p><strong>Relato Africano e os editores-livreiros<\/strong><\/p>\n<p>Em finais de quinhentos, de sublinhar o nome do explorador <strong>Duarte Lopes<\/strong>, natural de Benavente. Foi para Luanda em 1578 com um tio e, durante anos, percorreu aqueles territ\u00f3rios, vindo a conseguir confian\u00e7a do Rei do Congo, D. \u00c1lvaro. Em nome deste, como seu embaixador, voltou \u00e0 Europa em 1583 para representar junto de Filipe I de Portugal e do Papa Sisto V.<\/p>\n<p>Em Roma, a partir de 1589, Duarte Lopes relatou a Filipe Pigaffeta as suas experi\u00eancias na \u00c1frica central. Desse relato resultou o livro <em>Relatione del Reame di Congo e delle Circonvicine Contrade<\/em> editado em 1591, que incluiu cartas da regi\u00e3o forncecidas pelo explorador e que logo teve v\u00e1rias tradu\u00e7\u00f5es. Trata-se de uma fonte de informa\u00e7\u00e3o preciosa sobre aqueles territ\u00f3rios do s\u00e9culo XVI.<\/p>\n<p>Tamb\u00e9m nessa altura viveu <strong>Sebasti\u00e3o Lopes<\/strong>, um cart\u00f3grafo examinador, com atividade conhecida entre os anos de 1558 e 1596.<\/p>\n<p>Um outro <strong>Sebasti\u00e3o Lopes<\/strong> foi dos poucos mission\u00e1rios jesu\u00edtas recrutados por In\u00e1cio de Azevedo para evangelizar o Brasil que sobreviveram ao ataque do cors\u00e1rio franc\u00eas Jacques Soria, em pleno oceano, ao largo de Las Palmas, em 1570. Sim\u00e3o Lopes, tamb\u00e9m padre jesu\u00edta desse grupo, foi lan\u00e7ado ao mar como seus companheiros e morreu. Considerado m\u00e1rtir da F\u00e9, foi beatificado em 1854.<\/p>\n<p>Tamb\u00e9m jesu\u00edta e mission\u00e1rio, mas na Abiss\u00ednia, durante cerca de 40 anos, foi <strong>Francisco Lopes<\/strong>, que para ali partiu em 1557 com o bispo D. Andr\u00e9 de Oviedo.<\/p>\n<p>Numa \u00e1rea completamente diversa e com a divulga\u00e7\u00e3o da tipografia em Portugal, a atividade livreira sofreu forte incremento desde meados do s\u00e9culo XVI surgindo uma nova, se bem que muito condicionada, atividade comercial &#8211; a dos editores e impressores.<\/p>\n<p>Foi o Caso de <strong>Estev\u00e3o Lopes<\/strong>, de Lisboa, que por alvar\u00e1 de 1595 teve o privil\u00e9gio de imprimir por dez anos v\u00e1rios poemas de Lu\u00eds de Cam\u00f5es e autoriza\u00e7\u00e3o para reimprimir Os Lus\u00edadas. Ou de <strong>Jer\u00f3nimo Lopes<\/strong>, tamb\u00e9m livreiro lisboeta por alvar\u00e1 de 1610 teve permiss\u00e3o de publicar e vender por dez anos o Vocabul\u00e1rio de Jer\u00f3nimo Cardoso.<\/p>\n<p><strong>Francisco Lopes<\/strong>, por sua vez, juntou v\u00e1rias facetas dessas atividades, destacando-se como livreiro, escritor e poeta no in\u00edcio do s\u00e9culo XVII, com vasta obra publicada.<\/p>\n<p>Ainda em pleno s\u00e9culo XVII, <strong>Antonio Lopes Cabral<\/strong> (1634-1698), apesar de ter sido capel\u00e3o-cantor da Capela Real de D. Afonso VI e de D. Pedro II, distinguiu-se, no entanto, como poeta. Foi s\u00f3cio da Academia dos Singulares (tipo de institui\u00e7\u00e3o liter\u00e1ria de debate muito em voga na altura, fundada em 1663) e escreveu composi\u00e7\u00f5es de estilo gong\u00f3rico (estilo introduzido na literatura espanhola por Luis de G\u00f3ngora, e depois adoptado por outros escritores peninsulares, em que predominavam os latinismos, os neologismos, os trocadilhos, as met\u00e1foras e os pensamentos subtis), sonetos, oitavas e romances.<\/p>\n<p>O jurista, licenciado em Coimbra, <strong>Manuel Lopes de Oliveira<\/strong> (1638-1711), natural de Lisboa, fidalgo da Casa Real, foi corregedor do c\u00edvel da corte, conselheiro da Fazenda, desembargador de agravos, procurador da Coroa e Chanceler-mor do Reino.<\/p>\n<p>Entre militares com atividade colonial, <strong>Luis Lopes Sequeira<\/strong> foi capit\u00e3o-mor em Angola e celebrizou-se nas campanhas de pacifica\u00e7\u00e3o do territ\u00f3rio. Obteve sucess\u00f3rias vit\u00f3rias militares sobre os ind\u00edgenas na zona do Congo entre 1666 e 1681, ano em que morreu em combate.<\/p>\n<p><strong>Manuel Lopes<\/strong>, nascido nos come\u00e7os do s\u00e9culo XVIII, foi, por sua vez, m\u00e9dico cirurgi\u00e3o da Casa Real e publicou em 1760 o livro <em>An\u00e1lise de \u00c1lgebra ou Exame dos Ossos do Corpo Humano.<\/em><\/p>\n<p>Na transi\u00e7\u00e3o para a cent\u00faria seguinte, <strong>Jos\u00e9 Lopes de Sousa<\/strong>, nascido em 1745, era coronel do Ex\u00e9rcito e iniciou em 16 de junho de 1808 a revolta do Algarve (onde estava colocado) contra a ocupa\u00e7\u00e3o francesa. Marchou \u00e0 frente das unidades da prov\u00edncia sobre o Alentejo tendo entrado em Beja.<\/p>\n<p>Foi promovido a marechal de campo em 16 de julho seguinte e nessa qualidade, j\u00e1 sob o comando do conde de Castro Marim, entrou em Lisboa \u00e0 frente das suas tropas em 17 de setembro.<\/p>\n<p>Em 1809 comandou as for\u00e7as algarvias destacadas em Espanha e depois em Chaves na segunda invas\u00e3o francesa. Foi governador de pra\u00e7a de Abrantes em 1809, por nomea\u00e7\u00e3o de Beresford, foi alcaide-mor de Gr\u00e2ndula em 1813 e foi promovido a tenente-general em 1816.<\/p>\n<p>Na mesma altura,<strong> Ant\u00f3nio M\u00e1ximo Lopes<\/strong> (1755-1814) foi advogado da Casa da Suplica\u00e7\u00e3o e famoso em Lisboa em finais de setecentos. Com as invas\u00f5es francesas foi for\u00e7ado a refugiar-se na sua propriedade de Alenquer e participou, depois, da defesa das Linhas de Torres.<\/p>\n<p>Foi conselheiro da Reg\u00eancia. Enquanto propriet\u00e1rio agr\u00edcola introduziu em Portugal a cultura da batata nas suas propriedades de Alenquer e de Ribeira do Sado. Escreveu <em>Mem\u00f3rias Sobre a Economia Agr\u00edcola<\/em>, obra publicada em 1891.<\/p>\n<p>Tamb\u00e9m figura conhecida no in\u00edcio de oitocentos, o escritor <strong>Joaquim Jos\u00e9 Pedro Lopes<\/strong>, (1778-1840), amigo de Jos\u00e9 Agostinho de Macedo, de quem foi disc\u00edpulo, foi propriet\u00e1rio de uma vasta e importante biblioteca.<\/p>\n<p>Escreveu abundantemente para jornais e almanaques da \u00e9poca. Partid\u00e1rio de D. Miguel, ap\u00f3s a vit\u00f3ria liberal foi demitido de redator da Gazeta de Lisboa (antecessor do Di\u00e1rio do Governo) e de funcion\u00e1rio do Minist\u00e9rio dos Estrangeiros, sendo for\u00e7ado a vender os seus livros para sobreviver.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><span style=\"font-size: 10pt;\"><em>Jos\u00e9 Joaquim Lopes<\/em><\/span><\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter wp-image-1379\" src=\"https:\/\/dnacidadania.com.br\/antigo\/wp-content\/uploads\/2019\/06\/jose-joaquim-lopes-152x300.png\" alt=\"Jos\u00e9 Joaquim Lopes\" width=\"300\" height=\"591\" srcset=\"https:\/\/www.dnacidadania.com.br\/antigo\/wp-content\/uploads\/2019\/06\/jose-joaquim-lopes-152x300.png 152w, https:\/\/www.dnacidadania.com.br\/antigo\/wp-content\/uploads\/2019\/06\/jose-joaquim-lopes-768x1512.png 768w, https:\/\/www.dnacidadania.com.br\/antigo\/wp-content\/uploads\/2019\/06\/jose-joaquim-lopes-520x1024.png 520w, https:\/\/www.dnacidadania.com.br\/antigo\/wp-content\/uploads\/2019\/06\/jose-joaquim-lopes.png 1784w\" sizes=\"auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/p>\n<p><strong>Jos\u00e9 Joaquim Lopes<\/strong>, militar de carreira, combatente das guerras peninsulares notabilizou-se, no entanto, como artista lit\u00f3grafo, tendo fundado a sua pr\u00f3pria oficina na Rua Nova dos M\u00e1rtires de onde sa\u00edram (pela sua pena ou de outros artistas) um vasto e importante conjunto de litografias do per\u00edodo \u00e1ureo dessa arte de ilustrar e retratar personalidades, situa\u00e7\u00f5es e acontecimentos em meados de oitocentos, antes da inven\u00e7\u00e3o e divulga\u00e7\u00e3o da revolucion\u00e1ria fotografia.<\/p>\n<p>J\u00e1 no Per\u00edodo liberal, <strong>Ant\u00f3nio Roberto de Oliveira Lopes Branco<\/strong> (1808-1889), magistrado, juiz da Rela\u00e7\u00e3o do Porto, foi conselheiro de Estado, governador civil de Coimbra em 1842-1843 e deputado em sete legislaturas entre 1842 e 1869. Foi ministro da Fazenda, num governo do duque de Saldanha, entre 29 de janeiro e 18 de junho de 1849.<\/p>\n<p>Figura tamb\u00e9m de meados do s\u00e9culo XIX, foi <strong>Francisco Gon\u00e7alves Lopes<\/strong> (1822-1893), editor de Vitor Hugo em Portugal e de <em>O Jornal para Rir<\/em> (onde colaboraram entre Castilho, Mendes Leal, Latino Coelho, e J\u00falio C\u00e9sar Machado).<\/p>\n<p>Foi um dos fundadores do <em>Asilo dos Inv\u00e1lidos do Trabalho<\/em>, propagandista do associativismo de dos socorros m\u00fatuos. Republicano, fez parte das listas de 1889 para verea\u00e7\u00e3o da C\u00e2mara de Lisboa.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><span style=\"font-size: 10pt;\"><em>Henrique Lopes de Mendon\u00e7a &#8211; quem escreveu o Hino Nacional Portugu\u00eas<\/em><\/span><\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter wp-image-1382 size-medium\" src=\"https:\/\/dnacidadania.com.br\/antigo\/wp-content\/uploads\/2019\/06\/hino-nacional-portugus-henrique-lopes-de-mendona-300x195.png\" alt=\"Henrique Lopes de Mendon\u00e7a - quem escreveu o Hino Nacional Portugu\u00eas\" width=\"300\" height=\"195\" srcset=\"https:\/\/www.dnacidadania.com.br\/antigo\/wp-content\/uploads\/2019\/06\/hino-nacional-portugus-henrique-lopes-de-mendona-300x195.png 300w, https:\/\/www.dnacidadania.com.br\/antigo\/wp-content\/uploads\/2019\/06\/hino-nacional-portugus-henrique-lopes-de-mendona-768x498.png 768w, https:\/\/www.dnacidadania.com.br\/antigo\/wp-content\/uploads\/2019\/06\/hino-nacional-portugus-henrique-lopes-de-mendona-1024x664.png 1024w, https:\/\/www.dnacidadania.com.br\/antigo\/wp-content\/uploads\/2019\/06\/hino-nacional-portugus-henrique-lopes-de-mendona.png 1560w\" sizes=\"auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/p>\n<p><strong>Henrique Lopes de Mendon\u00e7a<\/strong> (1856-1931), entretanto, foi autor, em 1890, da letra de A Portuguesa, transformada, com m\u00fasica de Alfredo Keil, em Hino Nacional com a Rep\u00fablica.<\/p>\n<p>Oficial da Marinha do professor da Escola Naval e da Escola de Belas Artes de Lisboa, presidente da Academia das Ci\u00eancias e foi um dos fundadores da Sociedade Portuguesa dos Autores (SPA), em 1925.<\/p>\n<p>Notabilizou-se como dramaturgo historicista, autor de pe\u00e7as dram\u00e1ticas, de romances e obras historiogr\u00e1ficas, como o trabalho <em>Estudos Sobre Navios Portugueses nos S\u00e9culos XV e XVI.<\/em><\/p>\n<p><strong>David de Melo Lopes<\/strong>, natural de Nesperal, Sert\u00e3 (1867-1942) foi, por sua vez, um arabista de renome. Fez em Lisboa o curso superior de Letras e entre 1889 e 1892, estudou em Paris na <em>\u00c9cole Nationale des Langues Orientales Vivantes<\/em> e na <em>\u00c9cole Pratique des Hautes \u00c9tudes<\/em>.<\/p>\n<p>Especialista em literatura portuguesa e \u00e1rabe foi tamb\u00e9m professor de Franc\u00eas, tanto no Liceu de Lisboa como no curso Superior de Letras, primeiro (a partir de 1902), e, depois sua funda\u00e7\u00e3o, na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, onde lecionou at\u00e9 1937, acumulando, desde 1914 com a cadeira de L\u00edngua e Literatura \u00c1rabe.<\/p>\n<p>Era s\u00f3cio efetivo da Academia Portuguesa de Hist\u00f3ria. Deixou in\u00fameros trabalhos de investiga\u00e7\u00e3o publicados tanto em filologista como historiador.<\/p>\n<p><strong>Camacho Lopes Cardoso<\/strong>, natural de Fafe, magistrado, juiz conselheiro do Supremo, foi deputado entre 1915 e 1925, eleito por Penafiel e por Bragan\u00e7a.<\/p>\n<p>Foi Ministro da Justi\u00e7a em v\u00e1rias ocasi\u00f5es, no governos presididos por S\u00e1 Cardoso, Ant\u00f3nio Granjo, \u00c1lvaro de Castro, Liberato Pinto, Bernardino Machado e Ginestal Machado, no per\u00edodo compreendido entre junho de 1919 a dezembro de 1923. Enquanto ministro, entre outras medidas, reorganizou os servi\u00e7os de prote\u00e7\u00e3o a menores, publicou a reforma a legisla\u00e7\u00e3o do registro predial. Como provedor da Miseric\u00f3rdia de Bragan\u00e7a fundou o hospital distrital e o Museu, Arquivo e Bibliotecas Distritais.<\/p>\n<h2><span style=\"font-size: 12pt;\">O Presidente e o m\u00fasico<\/span><\/h2>\n<p><strong>Francisco Higino Craveiro Lopes<\/strong> (1894-1964), pol\u00edtico e militar, foi o 13\u00ba Presidente da Rep\u00fablica Portuguesa, entre 1951 e 1958. Origin\u00e1rio da Arma de Cavalaria, fez em 1918 o curso de piloto militar, na Escola de Avia\u00e7\u00e3o francesa, em Chatres, ingressando, depois como instrutor na Aeron\u00e1utica Militar.<\/p>\n<p>Combateu na I Guerra, no norte de Mo\u00e7ambique e foi diretor da Divis\u00e3o de Instru\u00e7\u00e3o da Escola Militar em v\u00e1rias ocasi\u00f5es. J\u00e1 na d\u00e9cada de 30, sendo o seu pai (general Jo\u00e3o Craveiro Lopes) Governador-Geral da \u00cdndia, foi seu chefe de gabinete, governador interino do distrito de Dam\u00e3o, e, e entre 1936 e 1938, encarregue interinamente do Governo-Geral da \u00cdndia. Tenente-Coronel em 1939, comandou a Base A\u00e9rea de Tancos.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-medium wp-image-1381\" src=\"https:\/\/dnacidadania.com.br\/antigo\/wp-content\/uploads\/2019\/06\/general-francisco-craveiro-lopes-300x268.png\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"268\" srcset=\"https:\/\/www.dnacidadania.com.br\/antigo\/wp-content\/uploads\/2019\/06\/general-francisco-craveiro-lopes-300x268.png 300w, https:\/\/www.dnacidadania.com.br\/antigo\/wp-content\/uploads\/2019\/06\/general-francisco-craveiro-lopes-768x687.png 768w, https:\/\/www.dnacidadania.com.br\/antigo\/wp-content\/uploads\/2019\/06\/general-francisco-craveiro-lopes-1024x916.png 1024w, https:\/\/www.dnacidadania.com.br\/antigo\/wp-content\/uploads\/2019\/06\/general-francisco-craveiro-lopes.png 1096w\" sizes=\"auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/p>\n<p>Em 1941, como comandante Geral da Aeron\u00e1utica foi um dos negociadores da utiliza\u00e7\u00e3o pelos EUA da Base dos A\u00e7ores, unidade que depois comandou enquanto desempenhava fun\u00e7\u00f5es de deputado na Assembl\u00e9ia Nacional (1945-1949).<\/p>\n<p>Tirou o curso de Altos Comandos e lecionou no Instituto de Altos Estudos Militares e entre 1944 e 1950 foi comandante da Legi\u00e3o Portuguesa. Foi promovido a general em 1949. Homem de confian\u00e7a do regime, em 1951, por morte de \u00d3scar Carmona, foi escolhido por Salazar para candidato da Uni\u00e3o Nacional \u00e0s elei\u00e7\u00f5es presidenciais.<\/p>\n<p>No decorrer do seu mandato, no entanto, as rela\u00e7\u00f5es com o ditador foram degradando, o que levou \u00e0 sua n\u00e3o recandidatura ao cargo em 1958. Retirado, foi feito marechal e faleceu em 1964.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><em><span style=\"font-size: 10pt;\">Lopes Gra\u00e7a<\/span><\/em><\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter wp-image-1380 size-medium\" src=\"https:\/\/dnacidadania.com.br\/antigo\/wp-content\/uploads\/2019\/06\/fernando-lopes-graa-300x200.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"200\" srcset=\"https:\/\/www.dnacidadania.com.br\/antigo\/wp-content\/uploads\/2019\/06\/fernando-lopes-graa-300x200.jpg 300w, https:\/\/www.dnacidadania.com.br\/antigo\/wp-content\/uploads\/2019\/06\/fernando-lopes-graa.jpg 705w\" sizes=\"auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/p>\n<p>Finalmente e num campo completamente diverso, o compositor e music\u00f3logo <strong>Fernando Lopes Gra\u00e7a<\/strong> (1906-1994) estudou no Conservat\u00f3rio Nacional de Lisboa e em Coimbra, onde foi preso por motivos pol\u00edticos.<\/p>\n<p>Em 1932 come\u00e7ou a ensinar na Academia de M\u00fasica de Coimbra. Entre 1937 e 1939 estudou Musicologia na Sorbonne, onde comp\u00f4s v\u00e1rias obras para piano, m\u00fasica para bailado e fez suas primeiras harmoniza\u00e7\u00f5es para voz e piano de can\u00e7\u00f5es tradicionais portuguesas.<\/p>\n<p>De regresso a Lisboa em 1939, retomou a sua atividade como cronista musical, music\u00f3logo e professor. Ensinou piano, harmonia e contraponto na Academia de Amadores de M\u00fasica e constituiu a sociedade Sonata que visava a promo\u00e7\u00e3o da m\u00fasica contempor\u00e2nea. Ganhou o primeiro pr\u00eamio de composi\u00e7\u00e3o do C\u00edrculo de Cultura Musical em 1940, 42, 44 e 52.<\/p>\n<p>Colaborou na Seabra Nova, no O Diabo e na revista V\u00e9rtice, e, com Bento de Jesus Cara\u00e7a, organizou a Biblioteca Cosmos. Militante do PCP desde os 40 anos, fez parte do MUD e, em 1954 foi impedido pelo regime de dar aulas. A par da sua atividade de compositor, editou, ent\u00e3o, o Dicion\u00e1rio da M\u00fasica.<\/p>\n<p>Em finais de 50 iniciou a sua colabora\u00e7\u00e3o com Michel Giacometti num trabalho de investiga\u00e7\u00e3o que originou a Cancioneiro Popular Portugu\u00eas (1981). Apenas depois de 1974 a sua obra foi editada em disco e foi publicamente reconhecido como um nome grande da m\u00fasica e da cultura portuguesas.<\/p>\n<blockquote><p><em><span style=\"font-size: 8pt;\">Fonte: Apelidos Portugueses com Hist\u00f3ria (origens e personagens)\u00a0 &#8211;<\/span><\/em><em><span style=\"font-size: 8pt;\">Ed. Prosafeita &#8211; Correio da Manh\u00e3\u00a0 e Wikipedia<\/span><\/em><\/p><\/blockquote>\n<p>[\/vc_column_text][\/vc_column][\/vc_row][vc_row][vc_column][mk_button size=&#8221;x-large&#8221; icon=&#8221;mk-moon-globe&#8221; icon_anim=&#8221;side&#8221; url=&#8221;https:\/\/api.whatsapp.com\/send?phone=351910622728&amp;text=Visitei%20o%20site%20da%20DNA%20e%20Quero%20Minha%20Cidadania%20Portuguesa&#8221; nofollow=&#8221;true&#8221; align=&#8221;center&#8221; fullwidth=&#8221;true&#8221;]Quero Minha Cidadania Portuguesa[\/mk_button][\/vc_column][\/vc_row][vc_row][vc_column][vc_column_text]<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>[\/vc_column_text][\/vc_column][\/vc_row][vc_row][vc_column][vc_column_text]<\/p>\n<p>[\/vc_column_text][\/vc_column][\/vc_row][vc_row][vc_column][vc_column_text]<\/p>\n<p>[\/vc_column_text][\/vc_column][\/vc_row][vc_row][vc_column][vc_column_text]<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>[\/vc_column_text][\/vc_column][\/vc_row]<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>[vc_row][vc_column][vc_column_text css=&#8221;.vc_custom_1561582335392{margin-bottom: 0px !important;}&#8221;] O que o apelido (sobrenome) &gt;\u00a0LOPES\u00a0significa?\u00a0 Dos LOPO da Idade M\u00e9dia Peninsular! Este foi um nome muito popular na Gr\u00e9cia, It\u00e1lia, Espanha e Portugal, e se espalhou pela Europa devido \u00e0s proximidades. Com origem do latim\u00a0lupus, Lopo em Portugal, surge Lope, que significa lobo. 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